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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tudo tem um fim - o meu é este


Quando, um dia, via email, Nuno Pinto me sondou para colaborar no TMQ, que tinha criado dias antes, disse-me que achava que eu não ia aceitar e que compreendia que assim fosse. Aceitei. E supreendi-o. A ideia de um blogue de Soalhães estimulava-me, mesmo quando é certo que eu já estava um bocado cansado da intervenção cívica no Marco.

Durante todo este tempo, fiz o que pude: dei sugestões, apontei erros, lancei debates, provoquei. Não tanto como gostaria, mas as coisas foram-se agitando. Opositores políticos trocaram por aqui argumentos, mas não tão regularmente quanto seria desejável. Ficaram-se pelos momentos de alguma tensão relativos a pontos concretos e não perderam um minuto a discutir ideias para o futuro. Essa é a minha maior desilusão, mas não é por isso que decido que é a hora de pôr um ponto final na minha colaboração.

Quando troquei email com Nuno Pinto - que nem sequer conhecia -, creio que terá ficado mais ou menos claro que a minha colaboração era a termo. A termo incerto, mas a termo. Que ajudaria, dentro das minhas possibilidades a lançar o blogue, mas que não ficaria por muito tempo. Eu tinha saído havia pouco do MH precisamente porque estava cansado. Não só porque estava cansado, mas também porque estava cansado. Para tudo há um tempo. Já tinha havido o tempo da minha intervenção política no Marco - que surgiu inesperadamente - e aproximava-se o tempo do fim da minha intervenção cívica no Marco - que surgiu deliberadamente. Com o TMQ aguentei-me mais um pouco.

Foi gratificante o tempo que passei por aqui. Foi bom ter conhecido um bom soalhanense como é Nuno Pinto, um homem que gosta de intervir apenas porque gosta de intervir à procura do melhor para Soalhães e que não se deslumbra porque intervém.

Na noite passada, escrevi-lhe a dizer que está na hora de ir andando. Ele respondeu-me esta noite a dizer que não fica surpreendido. Compreende as minhas razões. Espero que os leitores do TMQ também percebam e que vejam nesta minha saída precisamente o que aqui explico e nada mais: cansaço, a sensação de alguma inutilidade e também - há que reconhecer - falta de vontade de intervir nos combates que se avizinham. Sobre eles, direi apenas que prefiro ficar sentado a ver.

Não sei em que vou gastar o tempo livre que dedicava ao TMQ. Ideias não me faltam. Seguramente, nenhuma delas passa pelo Marco. Tenho muitos processos para estudar, muitos livros para ler, muita vida para viver se Deus quiser e talvez até tenha tempo para voltar a escrever livros sobre o que gosto.

É claro que não vou esquecer Soalhães, nem o Marco. O cheiro da terra está em mim e talvez seja o tempo de sentir mais o cheiro das flores. E contem comigo, claro. Para a amizade.

Espero, finalmente, que Nuno Pinto e Gregório Ribeiro não esmoreçam. E que os demais colaboradores colaborem um pouco mais.

Abraços para todos.

(Sempre pensei que a minha aventura na blogosfera marcoense iria terminar com um blogue diário de fogo cruzado com o meu estimado amigo José Carlos Pereira. Não foi assim. Paciência. Continuaremos a cruzar ideias, concordâncias e discordâncias ao vivo. E que seja por muitos anos).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Sobre Carmen Miranda

Não é que tenha grande importância, mas eu era vereador da Cultura da Câmara do Marco quando foi criado o Museu Carmen Miranda. Deu uma trabalheira do caraças, mas foi muito engraçado. E também acho que na comemoração do 100º aniversário do nascimento da moça, deve haver festa rija no concelho. Mas não só - o caso deve ser potenciado: uma marca do Marco.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Uns e os outros


Ando sem tempo, mas, em boa verdade, ando também com falta de vontade de escrever por aqui. Não tem a ver com o blogue, claro. Tem a ver com as circunstâncias. Mesmo assim, e sem saber quando volto, há uma breves coisas que quero partilhar convosco.

Em primeiro lugar, gostaria de relembrar que tenho sido uma voz crítica ao actual poder municipal. Os que detêm o poder autárquico sabem-nos e vocês também. Tenho criticado as coisas que acho que estão a ser mal feitas, e a louvar as coisas que acho que estão a ser bem conduzidas. Não é o facto de militar no mesmo partido da actual maioria que me leva a perder o sentido crítico.

Por causa dessa minha atitude, tenho sido incompreendido por quem gere o poder autárquico. Há quem, conhecendo-me, perceba precisamente o sentido das minhas críticas; e há quem, conhecendo-me mal, ache que elas se devem ao facto de lhes invejar os cargos. Esses nunca perceberam nada de nada. Nunca perceberam que as críticas, mesmo quando eram ácidas, eram bem intencionadas. Nunca perceberam que se tivessem sabido ouvir – e se as ouvissem sem más intenções – talvez hoje não estivessem tão fragilizados como estão, com tendência para piorar.
Mas não. Obcecados pelos fantasmas que eles criaram esqueceram que os verdadeiros adversários andavam por aí, silenciosos, a urdir pela calada da noite. Agora vão ter que se haver com eles. Eu, por mim, fico bem, como sempre.

Garantem os que agora querem ditar as regras no PSD – dando a cara, ou nem tanto – que os seus autarcas até podem perder a câmara por causa da ostentação, do despesismo, das festas, dos carros, dos “parasitas” que rodeiam a Câmara. Aí é verdade. O dinheiro teria sido mais bem aplicado noutras coisas. Mas há uma coisa que me perturba: onde estavam estas mesmas vozes, no anterior regime, quando (alegadamente) tanto dinheiro desapareceu misteriosamente? E onde estavam essas vozes quando se apuravam favorecimentos de alguns em prejuízo de muitos? E onde estavam essas vozes quando os autarcas do anterior regime eram apanhados em irregularidades? E onde estavam essas vozes quando os actos dos actores do anterior regime começaram a ser escrutinados pelos tribunais? Alguém os ouviu? Não, ninguém os ouviu. Andavam calados como ratos. Recordo-me, até, que o actual líder do PSD local – ou o irmão, não sei bem, mas tanto vale – disse um dia em entrevista que se Ferreira Torres estava a ser acusado de irregularidades, devia ter uma boa justificação para o assunto. Lapidar! Esclarecedor! E terão eles legitimidade para criticar os tais “parasitas” que, segundo eles, consomem a Câmara? Não, não têm. Pela simples razão que, no anterior regime, sempre que puderam, lá estiveram. E sempre que acharam que poderiam chegar lá por outras vias, tentaram. O que lhes custa não é que haja “parasitas” na Câmara – o que lhes custa a não serem eles a parasitar.

Insisto: há muitas coisas com que não concordo na actuação da actual maioria na Câmara. Disse-o muitas vezes, na tentativa de manter a pressão alta para que as coisas corressem bem. Mas não aceito que a única diferença que existe entre o actual regime e o anterior é que aquele dava dinheiro ao futebol e este o gasta com festas. É injusto. É falso. Entre muitas outras, há uma diferença de estrutura: hoje, no Marco, vive-se em democracia, há um poder local educado, que não envergonha. Antes, não era assim. E isso basta para optar. Mas se acharem que eu estou enganado, pois bem, façam como quiserem. Afinal, eu até nem vivo no Marco.
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domingo, 20 de janeiro de 2008

O óbvio que é necessário

«Que não fique nenhuma dúvida que Manuel Moreira será o candidato em 2009. Da parte da Distrital do Porto do PSD terá todo o apoio» - disse Marco António Costa, em entrevista ao "Repórter do Marão" (ler mais abixo). Embora tenha dito o óbvio, fez bem MAC em ter sublinhado o apoio à recandidatura de Manuel Moreira. Se bem se recordam, logo após as directas do PSD, eu defendi precisamente a mesma ideia, quando houve quem pretendesse que o facto de Manuel Moreira ter apoiado Marques Mendes iria torná-lo um mal amado das hostes menezistas. O problema, agora, não é esse: o que a distrital precisa de assegurar é que MM terá toda a liberdade para fazer as suas listas, sem condicionamentos por parte da concelhia.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

O pensamento

Leio os excertos da entrevista do Dr. José Cruz reproduzidos abaixo e sou obrigado a concordar que cada um deles é uma pérola. Mas posso garantir que o pensamento político do Dr. Cruz se resume a uma ideia: se Manuel Moreira nos levar com ele para a Câmara, nos apoiamo-lo, seja a sós, seja em coligação. Se não nos levar, nós somos contra e propomos uns "rapazes" em quem possamos mandar. Claro que, depois, na prática, nada disto acontece e o Dr. Cruz acaba por ficar fora, a pensar na eleição seguinte.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A notável entrevista do Dr. Cruz

Contaram-me ao telefone, já esta noite, que o Dr. José Cruz, actual líder do PSD do Marco, deu uma entrevista de duas páginas ao jornal "Correio do Douro". Inopinadamente, é precisamente por mim que a entrevista começa. O homem desanca-me. E está no seu direito. Grave - muito grave - era se me elogiasse, o que seria motivo para ficar envergonhado ao ponto de não voltar ao Marco ou, quiçá, para ponderar o suicídio. Só que desanca-me mal. Eu já sabia que o homem não é muito dotado intelectualmente, mas agora fico a saber que deve ter os olhos trocados. Não, não é por me tratar por Ribeiro Coutinho. O que se passa é que ele diz que os meus defeitos são o ter mudado de partido e estar sempre na orla do poder. Quanto à mudança de partido, sendo verdadeira, significa que sou capaz de pensar, coisa que o entrevistado não deve saber o que é. Quanto a estar sempre na orla do poder, acho que o tiro é mesmo ao lado. Basta ler o que tenho escrito e dito sobre o Marco nos últimos anos para concluir precisamente o contrário. Os textos andam por aí, à distância de um clique. E eu acho que o Dr. José Cruz sabe ler...
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(Vou tentar arranjar a entrevista para a analisar melhor. Parece que é notável)
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Desculpe lá, Rui

Eu sei que V. me está grato por lhe ter dado um sinal de apoio antecipado na sua luta para manter a liderança do PSD-Marco (e teria dado mais se tivesse pressentido que precisava dele). E também registo o seu agradecimento, posterior, pelo que fiz. Mas, depois de ter ficado algumas horas sem dormir por causa do assunto, concluí que devo ter sido o seu pior apoiante. Ou, talvez, um dos principais culpados pelo resultado. Não foi por mal. Foi por bem, como haverá de ver-se.

Penso e volto a pensar e acho que V. não devia ter-me convidado para fazer parte do Conselho Consultivo do PSD-Marco. Eu fui porque achei que lhe devia solidariedade, pela solidariedade que me deu noutro tempo e, além disso, ao contrário do que possa pensar-se, eu sou um militante disciplinado, mesmo quando sou crítico (e avisei que sou crítico, porque essa é a minha forma de ser leal). Como se recordará, logo na primeira reunião do órgão, em que eu estava de boa-fé a dar sugestões, fui confrontado por António Coutinho (presidente da Assembleia Municipa, que se esqueceu de votar em si) a dizer que não estava nada de acordo com o que eu sugeria, porque, achava ele, eu estava a tentar deixar a minha assinatura no Marco, como se eu quisesse uma rua com o meu nome... Lembro-me que saí dali, consigo, amargurado com a situação. Porque não era nada disso o que eu queria - eu estava a dar ideias para o Marco. Boas ou más, eram ideias, coisa que nos tempos que correm é escassa e eles não têm.

Houve outra reunião do Conselho Consultivo depois dessa. Foi no dia 31 de Julho de 2007. Eu não fui e tive o cuidado de comunicar, via email, a todos os que tinham email, que não ia porque fazia anos nesse dia, fui jantar com amigos, sei que houve quem pensasse que os motivos eram outros, mas não foram. Era mesmo esse o motivo. Recordo-me que houve um membro do CC que me enviou uma mensagem de parabéns e lembro-me que, no dia seguinte, já de férias com o meu filho, V. ligou-me ao fim da tarde, saía eu de Alcobaça a caminho de S. Martinho do Porto, a dar-me conta do que tinha sido a reunião. Coisa breve e eu a desculpar-me.

Tempos mais tarde, já não sei como, colocou-se a questão de eu ir como observador ao Congresso onde Luís Filipe Menezes foi consagrado líder o PSD. Eu tinha-lhe dito que ia e V. até me ligou, estava eu perto de Burgos, e eu confirmei que ia e depois não fui, porque, disse-me V. que tinha-se esquecido de enviar as fichas (o que me irritou um bocadinho), também me lembro bem: foi no dia do lançamento da primeira pedra da revitalização das margens do Tâmega e andei a brincar com a sua pequenota, que até gostou de mim, porque as crianças são assim, gostam dos tontos.

Depois disso, ligou-me V. para fazer parte de uma lista para delegados à Assembleia Distrital do PSD. Perguntei-lhe quem eram os outros e V. chutou para canto, disse-me que era uma lista única e abrangente (eu até fui votar e tudo, fui dos poucos, menos do que os da lista), porque acho que não me quis dizer e eu percebo.

Quando fui votar, olhei de relance para a lista afixada na parede e vi que, nela, estava um dos irmãos Cruz - não sei qual deles, porque não é relevante a distinção - e pensei: Sou mesmo um tipo tolerante!
E fui eleito.

Eleito, tive de andar a explicar que não tinha aceitado por acaso. Expliquei aos meus amigos, que não tinham percebido, ao que ia. Agora, terei de explicara ao que vou.

Lá estarei.
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ADENDA: Agradeço, Rui Cunha (ou qualquer outro cidadão), que me avise quando vir o presidente da Câmara a passear de braço dado com os manos na Alameda, engravatados. Eu quero ir ver...
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Aos poucos, vou percebendo

Acreditem, que é verdade: depois de ler os postais abaixo, sobre os conflitos políticos que por aí andam - aí, em Soalhães -, tive que enviar um email a Nuno Pinto para saber quem era quem. Não estava a perceber. Como NP teve a amabilidade de me esclarecer, já percebi. Isto é: percebi vagamente. Claro que já tinha descortinado que a discussão anda acesa entre o PS que lidera a Junta e o CDS liderou a Junta. Também já sabia que havia conflitos entre figuras do PS local. O que eu não sabia é que elas eram tão grandes dentro do PS. É a vida, como diria o camarada Guterres.
E é mais vida ainda quando percebo que os conflitos entre PS's é mais visível do que os do PS com os outros - com o CDS e com o PSD. O que terão os representantes destes dois partidos a dizer sobre a questão? Como é que foi a última reunião da Assembleia de Freguesia? Vá lá, discutam, que os blogues não têm lepra... Educadamente, claro... :-)
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Catastrófico

Depois de um longo período de calmia, regressam em força os telefonemas de marcoenses próximos do PSD. Pessoas preocupadas com o resultado das eleições para a concelhia do PSD. Não sei bem o que lhes possa dizer. O que tinha para dizer, já está dito, escrevi-o por aqui. Quanto ao mais, não sei. Também estou amargurado, indeciso entre esquecer-me do assunto ou levá-lo a sério e manter-me na trincheira.

O que sei é que o que aconteceu no PSD do Marco é uma catástrofe. O PSD volta a ser liderado pelo que há de pior. Por pessoas que não têm uma única ideia para o Marco. Por pessoas que não se interessam pelo Marco. Por pessoas que não têm mais do que um projecto pessoal de poder, onde nunca chegarão sozinhos e, por isso, estarão na disposição de ir às costas de quem quer que seja, nem que seja do diabo, se o diabo as levar.

E bem podem dizer-me - como já me disseram - que a distrital do PSD, liderada por Marco António Costa, está contente com o resultado. Admito que esteja: a Comissão Política de Rui Cunha (tal como o presidente da Câmara) apoiou Marques Mendes contra Menezes nas últimas directas. Mas eu também apoiei Menezes e estou descontente com o resultado. Atitudes. Não vejo a política com os olhos do tacticismo pobre que, no fundo, é a causa de todos os males, a causa do afastamento dos cidadãos da política, a causa do descrédito da classe política.

Dir-me-ão: mas então o pior que há no Marco não é o "torrismo"? Depende. No "torrismo" há alguma substância. Os apoiantes de Ferreira Torres são-no porque acreditam no homem. Estão no seu direito. Houve um tempo em que eu também acreditei. Em quem lidera agora o PSD não há nada que se aproveite. Não há, aliás, quem acredite neles - há quem os use. E eles não se importam de ser usados, desde que ganhem alguma coisa com isso. O Marco é que não ganha nada, seguramente.
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domingo, 13 de janeiro de 2008

Estranhas abstenções

Torrão decidiu dar o nome de Avelino Ferreira Torres a uma rua local. A proposta foi apresentada na última reunião do Executivo da Câmara. O vereador Fernando Torres não votou porque entendeu - e bem - que havia incompatibilidade, já que era o nome de seu pai que estava jogo. Norberto Soares não estava presente. O PSD absteve-se. Valeu o voto contra do vereador-do-PS-sem-confiança-política, Luís Almeida, para que a proposta fosse chumbada. Repito: o PSD absteve-se.
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Estranhos esquecimentos

Nota-se, nas declarações que prestou ao JN, que Rui Cunha ficou agastado com o comportamento de algumas figuras que lhe deviam apoio e empenhamento e não o manifestaram. Não foi só Manuel Moreira que omitiu um sinal de apoio. Rui Cunha fala, também, de pessoas com altas responsabilidades na Assembleia Municipal que não pagaram as quotas e, por isso, não puderam votar. Não diz quem e não sei a quem se refere. Mas há uma pessoa que eu sei que estava nessas condições: António Coutinho, presidente da Assembleia Municipal. Lamentável.
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Nada na vida é garantido

A notícia do JN sobre as eleições no PSD-Marco:

PSD muda de líder em clima de divisão

As eleições no PSD/ Marco de Canaveses ditaram a derrota da lista tida como próxima a Manuel Moreira e que era liderada por Rui Cunha. No acto eleitoral, realizado, anteontem à noite, a Lista B de José Cruz venceu as eleições por sete votos de diferença. A Lista A teve 138 votos e a Lista B 145. O novo líder da concelhia, José Cruz, não dá por garantida a recandidatura de Manuel Moreira nas próximas eleições autárquicas. (...)

Ler mais aqui:http://jn.sapo.pt/2008/01/13/porto/psd_muda_lider_clima_divisao.html

sábado, 12 de janeiro de 2008

Confusões

Houve quem me dissesse, na tarde desta sexta-feira, que a vitória da lista liderada por José Cruz nas eleições para o PSD do Marco seria uma vitória do CDS sobre o PSD. E isto, não só porque significa um regresso ao tempo das confusões entre uma e outra coisa, mas também porque Norberto Soares estaria envolvido na candidatura que acabou por ganhar. Está bem. Se é assim, somos obrigados a concluir que o CDS ganhou duas eleições no espaço de uma semana: a dos bombeiros, contra o PS, e a do PSD contra o PSD. Só há aqui um pequeno problema: é que Norberto Soares já não é do CDS. Aliás, Norberto sempre afirmou que é do PSD, mas, coisa e tal. O que pensará Ferreira Torres desta confusão?
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Sinais

Antes das eleições para a Concelhia do PSD, não vislumbrei que Manuel Moreira tenha tomado posição pública de apoio a qualquer das listas. Embora tenha partido do princípio que apoiava a lista de Rui Cunha, fiquei à espera que desse um sinal de apoio a quem o apoiou quando precisou. Agora, fico à espera de ver qual a posição de Manuel Moreira perante os resultados das eleições.
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PSD como o caranguejo

A lista B ganhou as eleições para a Concelhia do PSD do Marco. Por cinco votos de diferença. José Cruz é o novo líder. Rui Cunha perdeu. E houve mais quem perdeu. Uns mais do que outros. E, alguns, ainda não se sabe até que ponto perderam. Eu também perdi, porque votei na lista vencida. Mas eu sou dos que perdeu pouco porque, em qualquer caso, não tinha nada a ganhar. Do que não tenho dúvidas é que o Marco fica mais pobre.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Por que voto em Rui Cunha

Confirma-se: há duas listas candidatas aos órgãos locais do PSD, na eleição da próxima sexta-feira. Rui Cunha, por um lado, José Cruz, por outro. Que desde já fique claro: vou votar na lista de Rui Cunha, cuja candidatura, aliás, subscrevi, muito antes de ser conhecida a alternativa. E afirmo-o num momento em que - dizem-me - qualquer resultado é possível.

Escolho Rui Cunha por razões várias. Em primeiro lugar, porque sei que tem feito um esforço para unificar o PSD local; em segundo lugar, porque sei o quanto é difícil ser líder partidário quando o partido em causa está no poder ao nível local.

Daí que, numa reunião do Conselho Consultivo do PSD-Marco, há mais de um ano, eu tenha avisado Manuel Moreira que o sucesso do PSD passava não pela Comissão Política, mas pela imagem que o executivo municipal tivesse junto dos marcoenses. Pouco dado a ouvir conselhos - e em particular os meus -, Manuel Moreira não ligou muito ao aviso. Preferiu afastar-se das pessoas em quem podia confiar, começou a ver adversários onde eles não existiam, julgou-os concorrentes ao lugar apenas porque não concordavam com a forma como em alguns casos tem gerido a autarquia e, pelo caminho, perdeu de vista que, em silêncio, havia quem fosse urdindo uma teia para a conquista do poder.

Mas a razão principal por que voto em Rui Cunha é esta: Manuel Moreira merecia levar um abanão. Uma eventual vitória do segmento liderado pelos irmãos Cruz e seus aliados de sempre trará dificuldades à sua recandidatura, tanto mais que, como é sabido, esteve com Marques Mendes contra Luis Filipe Menezes, circunstância que os seus adversários internos não deixarão de explorar. Mas confesso também que prefiro que Manuel Moreira não apanhe o tal abanão, do que assistir ao regresso dos irmão Cruz ao poder no PSD local.

Acreditem que esta minha posição já não tem nada a ver com as malandrices que o PSD de 2001 me fez, enquanto candidato à Câmara e, depois disso, enquanto vereador. Já esqueci. O que eu não perco de vista é que esse PSD significa um grave passo atrás no clima político que o Marco tem vindo a conquistar. Será o regresso da confusão política entre PSD e o "torrismo", será o jogo de cinturas pelas conveniências pessoais - um verdadeiro regresso ao passado.

E, no fim, pode ser que, mesmo sem a vitória dos irmãos Cruz, Manuel Moreira tenha aprendido alguma coisa sobre o Marco. E sobre os seus próprios fantasmas.
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Agitam-se as águas no PSD do Marco

Na próxima sexta-feira há eleições para a Comissão Política e para a Mesa do Plenário do PSD do Marco. Rui Cunha candidata-se a novo mandato e, tanto quanto sei - que é pouco -, as figuras são mais ou menos as mesmas. A grande novidade poderá ser o aparecimento de uma lista concorrente. Segundo algumas fontes, a alternativa será liderada por um dos irmãos Cruz. Segundo outras, o projecto estará a ser instigado por Almir Vieira da Silva. Uma coisa não prejudica a outra. Dizem-me, ainda, que houve inscrição recente de militantes, supostamente por iniciativa do projecto alternativo. O que pode baralhar as contas.
Na hipótese de ganhar a lista concorrente, o ambiente ameaça tornar-se turbulento para o PSD do Marco. É sabido que os irmãos Cruz sairam da política em choque com Manuel Moreira e têm-se mantido afastados. Sabe-se, também, que depois de ter sido um fervoroso apoiante de Moreira na última campanha eleitoral, Almir - destacado funcionário da Câmara -, entrou em ruptura com o poder político autárquico.
Manuel Moreira que se cuide.
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ADENDA - Já depois de ter escrito este postal, encontrei, por mero acaso, um texto de 19 de Setembro de 2005) do Marco2005 - esse blogue que foi o mais divertido de todos - que vem mesmo a propósito. O cenário é o comício de apresentação de candidatura de Manuel Moreira, em Alpendorada:
  • Almir e o sinal de Deus

    Almir Silva também é engenheiro e presumo que também seja pragmático. E, para quem não saiba, é o responsável máximo pelos serviços técnicos da Câmara do Marco há vários anos. O que muitos poucos saberão é que Almir é imbuído de uma forte espiritualidade. No seu discurso no comício do PSD em Alpendurada, teve uma tirada no mínimo bizarra, ao dizer mais os menos isto: "Sinto que estar aqui é uma espécie de sinal de Deus!" (Ó Almir, se não foi assim, corrige...).
    Isto de trazer Deus para a política não lembra ao diabo, meu caro amigo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Agradecido ao Dr. Cláudio Ferreira

Agradeço - e muito - a amabilidade do Dr. Cláudio Ferreira em ter respondido ao meu desafio, mais abaixo, para se pronunciar sobre a validade das acusações que lhe foram dirigidas pelo Dr. Artur Melo, na recente eleição para os corpos sociais dos bombeiros. Desmente que tenha havido irregularidades no processo eleitoral, nomeadamente que não tenham sido disponibilizados os cadernos eleitorais aos seus adversários.
E sou obrigado a concordar quando afirma que não tem culpa que a Rádio Marcoense só o tivesse entrevistado a ele. De facto, o candidato não tem responsabilidades na linha editorial da RM. Mas não deixa de ser estranho que a RM faça entrevistas a pedido...
Depois de ler a resposta, fui ao MH à espera da um vigoroso desmentido de Artur Melo às afirmações de Cláudio Ferreira. Era o mínimo que podia esperar, depois do vigor dos ataques que desferiu. Vejo que não: Artur Melo dá o assunto por encerrado, diz que não quer chafurdar mais, mas alega que tem provas testemunhais e documentais do que afirma. É pena que não as mostre. Porque nestas questões, não se trata de chafurdar: é uma questão de princípio.
Desejo ao presidente dos bombeiros um bom trabalho.

Sobre o jornalismo "bafiento" de António Orlando

António Orlando é jornalista. Começou, creio, na Rádio Marcoense, aquilo não correu bem (não sei porquê, mas presumo), mudou-se para a Rádio Clube de Penafiel, foi correspondente para a região do Tâmega n'O Comércio do Porto, depois passou para o Jornal de Notícias, creio que continua na RCP e, por tudo isso, escreve notícias sobre o Marco. António Orlando é da Pontinha, Marco de Canaveses. É um mal-amado pelos marcuenses ou, pelo menos, por alguns marcoenses, ou o contrário, não sei bem. Lembro-me bem como conheci António Orlando: foi uma noite, no Trenó, era 2001 e eu dirigi-me a ele para me apresentar. Eu, candidato à Câmara, ele jornalista, que me diziam ser homem de esquerda e não sei se é. Nunca falei com ele sobre o assunto, porque isso não tem nada a ver com a coisa. Para mim, António Orlando era jornalista. Isso bastava-me. Eu queria conhecer o jornalista António Orlando, do Marco e queria que ele soubesse quem eu era. Depois disso, falei quatro ou cinco vezes com ele, sempre conversas rápidas, excepto uma mais longa no Triplex, encontro casual.

E por que é mal-amado António Orlando pelos marcoenses-marcuenses? Por um lado, porque é jornalista; por outro, porque é jornalista nascido na Pontinha. As duas coisas juntas, para marcoenses-macuenses pouco avisados e um bocado elitistas, é um bocado explosiva, como é explosiva para os ignorantes invejosos. A coisa seria menos grave se António Orlando fosse jornalista, mas não fosse da Pontinha e sem pedigree. Mas é. Como eu sou de Soalhães. Eu tenho a vantagem de ser filho de pedreiro convertido em industrial medalhado e, por isso, a coisa compõe-se e vão-me tolerando, e tolerou-se quando eu fui jornalista (não tratava de coisas regionais, é certo), mesmo quando ainda custa, mas é incontornável, e se não me tolerassem mandava-os à merda, devagarinho, mas com as letras todas, explicando que ninguém tem um direito natural (ou dinástico) sobre a terra.

Se AO não fosse da Pontinha e tivesse pedigree, por certo não leria as coisas inenarráveis que se escrevem sobre ele pelas coisas que escreve. Confesso: nem sempre concordo com o ângulo de abordagem das notícias de AO. Mas isso faz parte da função - é a objectividade possível. E há uma coisa que me agrada em AO: já o vi fustigado pelo antigo regime, já o vi fustigado pela maioria que manda na Câmara e já o vi fustigado pelo PS. É bom, para um jornalista, quando toda a "clientela" rosna. E também já ouvi, por todos eles, que as suas notícias são de "encomenda". Volta a rosnar a "clientela". Não sabem eles - nenhuns deles - do que falam. E, aí, está o cerne da questão. António Orlando faz o que é notícia. No caso concreto da eleição nos bombeiros, fez a notícia muito bem - não podia ser outra. Pelos mesmos motivos, quando jornalista, tive processos-crime por todos os lados. Dos lado em conflito, num dossier concreto. Também não agradei a ninguém. Essa é a minha grande medalha. Não se preocupe, pois, AO, quando lhe atribuem actos de "jornalismo bafiento". Essa pode ser também a sua medalha.

(Sei que, para as cabeças mal-pensantes, não contribuí para lhe "lavar" a imagem. Mas não era isso o que pretendia. Você não precisa. E essa é a sua grande arma. Mas também sei que não vai levar a mal que o tenha feito. V. não me deve nenhum favor. Eu também não lhe devo nenhum. E vai ser sempre assim. Um destes dias, voltamos ao Triplex - ou a outro sítio - e explicamos melhor um ao outro. Sem falarmos sobre o Marco, claro).

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

E, assim, percebem melhor?

Se dúvidas houvesse quanto à leitura que iria ser feita dos resultados da eleição nos bombeiros do Marco, o Reporter do Marão online dissipa-as quando escreve:


  • MARCO DE CANAVESES: CDS-PP GANHOU AO PS A ELEIÇÃO PARA OS BOMBEIROS, CLÁUDIO FERREIRA PRESIDENTE

O presidente da direcção em exercício dos bombeiros do Marco de Canaveses, Cláudio Ferreira, foi eleito sábado para o próximo triénio, derrotando por 52 votos o outro concorrente, Artur Melo e Castro. Com 562 votos entrados em urna, o escrutínio teve a maior afluência dos últimos anos, a que não será alheio o facto de tratar-se de uma disputa por duas listas. Ambos os concorrentes são figuras destacadas da política local, Artur Melo e Castro (lista A) é o presidente da concelhia do Partido Socialista, enquanto Cláudio Ferreira (lista B) é deputado municipal pelo CDS-PP e secretário-geral da Associação Empresarial do Marco. (...)

Talvez agora, que não sou eu a dizê-lo, as pessoas percebam melhor onde eu queria chegar.
Ler mais aqui:
http://maraoonline.com/MARAO/MARAO_online/F0DB84EE-2958-423D-9C8E-E74883AB1612.html


  • ADENDA: leio, agora, que também o JN fez a mesma leitura:

    PP VENCEU PS NAS ELEIÇÕES DOS BOMBEIROS

    O presidente do PS no Marco de Canaveses, Artur Melo e Castro, perdeu as Eleições para a Associação Humanitária dos Bombeiros do Marco de Canaveses(AHBVMC) por 52 votos. O vencedor foi Cláudio Ferreira, secretário-geral da Associação Empresarial do Marco, nº2 da lista do CDS-PP à Câmara nas últimas eleições autárquicas. O acto eleitoral foi dos mais disputados de sempre com 562 votos. Aliás, foi inédita a visão de quem, ao final da tarde de sábado, passava em frente ao quartel filas de associados à espera para votar. No fim, até houve quem lançasse foguetes (...).
  • Ler mais aqui: