quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Coisas a relembrar #005

GDRSoalhães na Associação de Futebol do Porto
No campeonato certo.

Coisas a não relembrar #005

Quinta do Casal Rock Festival’07
Muita ignorância.

DOURO: Começou votação a Maravilha da Natureza que poderá consagrar território em 2010

"O Douro é um dos 200 candidatos no concurso mundial das Sete Novas Maravilhas da Natureza, cuja votação começou oficialmente nos primeiros dias de 2008 e termina no Verão de 2010 nos Emirados Árabes Unidos. A Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) apresentou hoje, no Peso da Régua, a campanha do Douro a "Maravilha da Natureza" que tem como objectivo atingir, até ao fim do ano, "um milhão de votos" que permitirão passar à segunda fase do concurso.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, deveria ter-se juntado à iniciativa, tendo cancelado a sua participação devido à exoneração do cargo anunciada hoje.
O presidente da AETUR, Carlos Sousa, referiu que o "patamar mínimo de um milhão de votos" permitirá ao Douro entrar no lote dos 21 candidatos que continuarão a sua "maratona" até ao Verão de 2010 nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o responsável, vai ser elaborado um plano de acção que decorrerá até ao final do ano, quer a nível nacional quer internacional. "Esta candidatura é dos residentes, é de todos os portugueses espalhados por todo o mundo e, é ainda, de todos aqueles que sendo de outros países se deixaram tocar por tudo aquilo que aqui temos e que, lembrando Torga, diria único e maravilhoso", salientou Carlos Sousa.
Este concurso foi lançado pela "New Seven Wonders Foundation", depois da eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo.
Após as classificações de Património Mundial da UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e a arte rupestre do Vale do Côa, a candidatura a Maravilha da Natureza fortalecerá ainda mais a região e irá promovê-la globalmente.
E o grande objectivo, segundo Carlos Sousa, é mesmo reforçar internacionalmente a imagem do Douro e relançar a primeira região demarcada de vinho do mundo.
O Douro rio, o Douro socalcos e vinhas, as suas orlas pintadas de oliveiras, amendoeiras, laranjeiras ou cerejeiras, que constitui uma gigantesca obra conjugada da natureza e do homem.
Pretende-se ainda proteger das "tentativas de apropriação" da marca Douro, colocar o território nas agendas e roteiros mundiais associando o destino turístico com uma oferta única de charme e gerar mudança positiva na mentalidade e na forma de olhar o futuro, com mais auto-estima, mais ambição e maior confiança.
Para além do Douro, Portugal apresentou apenas mais uma candidatura, a da "Reserva das Selvagens", um pequeno arquipélago português, constituído por duas ilhas principais e várias ilhotas, que pertence à Região Autónoma da Madeira e se situa a 250 quilómetros ao sul da cidade do Funchal.
Ao nível da Europa foram apresentadas mais de três dezenas de candidaturas, entre as quais recantos naturais como o Parque Nacional da Serra Nevada, na Espanha, o Vulcão Etna, na Itália, o lago Loch Ness, na Inglaterra, o glaciar Aletsch, na Suíça, ou o Giant's Causeway, na Irlanda, entre muitos outros.
O Pantanal, o Pão de Açúcar, as ilhas Galápagos, a queda de água de Angel Falls, o Grand Canyon, o rio Mississípi, o Monte Everest, a ilha de Bora Bora, o Parque Nacional do Serengeti e o vulcão do Monte Kilimanjaro, são apenas mais algumas das candidaturas que já foram apresentadas e que esperam conseguir o título de Maravilha da Natureza."
A votação pode ser feita através do endereço electrónico "http://www.new7wonders.com/"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tomada de posse da nova Direcção dos Bombeiros


E o trabalho da nova Direcção dos Bombeiros Voluntários de Marco de Canaveses começou. Foi no passado sábado que decorreu a tomada de posse dos novos órgãos sociais desta organização. Foi uma cerimónia que decorreu com entusiasmo e em que as decisões em relação ao plano de acção para o próximo mandato foram discutidas e aprovadas numa primeira reunião efectuada posteriormente à tomada de posse.
Depois de tanta especulação em torno das eleições desta organização, que até nem levaram a nada em concreto, o que é certo é que há trabalho a fazer, e esse já se iniciou.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Divulgação - Grupo de Jovens de Soalhães - Baile de Carnaval

Do Grupo de Jovens de Soalhães (GJS) recebemos seguinte pedido de divulgação:





«O Grupo de Jovens de Soalhães vai organizar pelo segundo ano, um baile de carnaval. Este terá lugar no dia 4 de Fevereiro, pelas 21 horas no Centro Paroquial de Soalhães.

Tendo um programa vasto onde se pode destacar Toni Nogueira (vocalista dos Anaconda) cantando a solo, o Grupo de Jovens Cantores da Casa do Povo de Soalhães, um show de cavaquinho, baile de concertinas, o Grupo de Zés Pereiras da Casa do Povo de Soalhães , DJ Kuelo, concurso de máscaras com prémio para as três melhores e ainda muitas surpresas por parte do GJS. A entrada é livre.

Com mais este evento o GJS, pretende mostrar que a juventude de Soalhães não está "morta" mas que pelo contrário consegue organizar grandes eventos sozinha.

Sendo este blog visitado por muitos soalhanenses e marcoenses, pedimos então a divulgação do nosso evento.

Desde já o nosso muito obrigado,

Os melhores cumprimentos,

Grupo de Jovens de Soalhães»

Imagens da minha terra #41

Depois de neste “post” ter publicado uma fotografia da avenida de acesso à Igreja, datada da altura da sua conclusão, aproveito agora este desafio do Nuno para colocar no TMQ mais algumas fotos relacionadas com a construção desta grandiosa obra.

Antes da construção da avenida existia um grande largo salpicado, aqui e ali, por grandes árvores.

Fotografias das obras de construção.

E por fim, uma foto da obra concluída.

Depois, com o decorrer do tempo, as árvores, os arbustos, as flores e outras plantas, cumprindo os seus desígnios, floresceram e cresceram, brindando as pessoas da freguesia de Soalhães, bem como todas aquelas que à visitam, com a sua beleza, sombra, perfume e ar puro.
De realçar que, ao longo dos anos, como não poderia deixar de ser, este magnífico espaço foi sofrendo melhoramentos, alterações e até mesmo, pelo menos para alguns, desagradáveis mutações.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Coisas a relembrar #004

Acção do Corpo de Intervenção da GNR na freguesia
Os fins justificam os meios.

Coisas a não relembrar #004

Cartas anónimas em Soalhães
Não resolvem problemas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

‘A Verdade’ monótona e aquém do melhor

Jornal ‘A Verdade’, o jornal de Marco de Canaveses… O jornal que toda a comunidade do nosso concelho e todos os que a ele se relacionam conhecem. É verdade! De facto é uma mais valia para o Marco. Nem todos os concelhos se podem dar ao luxo de ter um meio de informação deste género. Também é verdade que, como todos nós sabemos, a imprensa mexe com as sociedades, mexe e de que forma! Se existe alguma coisa com a capacidade valorizar e desvalorizar situações, essa é a imprensa. Pois bem, apesar de a imprensa não ser o meu forte (limito-me a consultar e a apanhar uns recortes de interesse), não encontro essa capacidade no jornal ‘A Verdade’. Não sei porquê, mas denotam-se algumas lacunas importantes neste nosso jornal. Pode ser impressão minha… Segundo vejo, as temáticas deste jornal ficam aquém do que o povo marcoense precisa… Não se fala de tudo o que se deve… Parece que alguém consegue controlar (mal) o que é escrito nas páginas da ‘verdade’. Começa a tornar-se monótono e cansativo ler a ‘verdade’.
Custa-me por exemplo ver a ênfase que se dá a certas notícias da ‘treta’ quando erros graves que ocorrem na nossa cidade e freguesias ficam por assinalar nas páginas deste jornal (isto aplica-se a várias e imensas situações). São temas que toda a gente debate, e o jornal nem sequer refere… porquê? Aqui ninguém protege ninguém, nem ninguém bate em ninguém, apenas se devem dizer as ‘verdades’, correcto? Era uma óptima ideia deixar de lado notícias ou artigos sem qualquer interesse para os leitores…
Por exemplo… Aniversários? Será que saber quem está de parabéns é assim tão importante para a nossa comunidade? Eu sinceramente acho que não, torna-se numa espécie de kitsch, desnecessário e piroso. Depois as opiniões de saúde e tecnologia… Tudo bem, é óptimo publicar opiniões de pessoas com conhecimentos em diversas áreas… mas onde está a diversidade? Não seria uma surpresa a direcção da ‘Verdade’ arranjar um comentador político? Afinal o nosso concelho é mais conhecido por questões políticas do que por qualquer outro factor. E que tal uma opinião acerca das situações sociais, urbanas ou ambientais mais marcantes presentemente? Era fantástico poder ler-se alguma coisa diferente. E digo diferente porquê? É claro que todas as notícias têm o seu valor, mas não era necessário basearem-se sempre no mesmo. Dá a impressão que simplesmente publicam o que chega ao escritório, o que significa o mesmo tipo de notícias, as mesmas fontes… O jornal ‘A Verdade’ dá a impressão que se limita a passar recados… Porque não ser este jornal o criador de alguns recados? Investigar situações, pressionar erros políticos e sociais, consultar blogs do concelho – porque não? Tantas opiniões e ideias de qualidade são debatidas nestes espaços – sei lá, tanta coisa de interesse que podia juntar-se a este jornal… a comunidade de Marco de Canaveses precisa de ouvir coisas novas, coisas diferentes, sejam problemas, ideias, ou mesmo opiniões de carácter público ou pessoal…

Uma coisa é certa, eu também tenho a noção de que a vida não está fácil para ninguém, daí nem sequer ter criticado o excessivo número de publicidade neste jornal, que quase o torna numa espécie de panfleto empresarial do Marco, pois sei que é precisamente essa a principal fonte de receita de um jornal. Não se pode fazer nada… Já agora, o novo site do jornal está muito melhor, e a actualização frequente ainda melhor, apenas tem algumas lacunas a apresentar, mas nada de mais…

Sr. Director do jornal ‘A Verdade’, se ler este artigo, não fique magoado com as minhas palavras, mas é o que penso… Estando na área que está, certamente que saberá receber um comentário crítico. Se formos a analisar o que eu disse, nada é impossível, é apenas uma questão de inovação e dinamismo, certo? Garanto-lhe que continuarei a ler o vosso jornal, esperando o dia em que surja uma ou outra ‘verdade’ que realmente me ponha a pensar…

Opinião do Leitor - Pelo Padre Miguel Coelho

Do Padre Miguel Coelho recebemos o seguinte e-mail:

«Quero saudar, desta maneira, o meu amigo Nuno Pinto, de longa data e também de contínua amizade! Felicitar-te em tudo o que tens feito pela nossa freguesia de Soalhães.Não o faço apenas por seres meu amigo mas pelo reconhecimento merecido de tudo e em tudo o que tens provocado. Este "sítio"/espaço de opiniões é de todo salutar e entusiasmante! Tanto o é que me "obriga" a escrever!

Sou por "orgulho" e muito gosto Soalhanense! Fui "afastado" dessa raiz com prematura idade mas agora, e mais que nunca, tenho oportunidade de contactar com as suas realidades, infelizmente não todas, mas são realidades e por isso mesmo muito objectivas! Este espaço que, com a ajuda de muitos outros, criaste é muito bom e muito bonito!

É no "diálogo" que nos envolvemos e desenvolvemos como Homens assumindo novas perspectivas, orientações e rumos que todos gostamos de traçar para o bem de todos também. É o chamado e denominado "bem comum" para o qual todas as forças devem convergir, independentemente da sua orientação, quadrante ou génese patrimonial! Daí e por aí também, a minha apreciação global muito positiva, dado ser um espaço de encontro com a minha terra natal, que aliás, me está e estará sempre presente em todas as suas dimensões, realidades e características!

É claro que às vezes, e como em tudo, se relativiza e reduz! E acho eu, e apenas acho, que este espaço de opinião, que também o entendo com a melhor das intenções, às vezes pode ser redutor e limitado, quando se trata de "quezílias" ou assuntos pessoais! Peço desculpa se ofendo alguém! Mas às vezes parecem-me "mini debates" parlamentares e pessoais, e por isso mesmo não abrangentes e universais nesta universalidade Soalhanense que seria proposto debater, conversar e apontar, traçando perspectivas de caminhos inovadores e melhores para o bem de todos nós! As trocas de "galhardetes" são efémeras! Ontem uns, hoje nós, amanhã outros! Mandar "recados" é muito fácil, e então atrás do monitor dum computador.... é mesmo muito fácil! É muito importante e fundamental que as ideias e ideais sejam debatidos, não as pessoas em si! Todos nós sabemos que temos muito a aprender sobre isso!

Como sabeis, e Graças a Deus, escrevo sem abrangências, orientações ou determinações, sejam elas de que ordem forem! Apenas porque gosto deste espaço, blog ou "sítio", onde o bem e interesse de Soalhães deve vencer e prevalecer. E de modo algum outros bens ou outros interesses!!! Deixo a minha opinião, questionável e subjectiva, como todas as opiniões! Mas objectiva na felicitação com que iniciei este comentário e inquestionável no meu interesse em continuar a olhar o TQM na apresentação dos acontecimentos, na divulgação da sua história ancestral e actual, na promoção do seu património natural e cultural, e na objectividade dos caminhos e propostas de novos rumos para a realização de um Soalhães "sempre melhor", e esse será o património social que lhe podemos deixar! É justo fazermos com que "as gentes" de Soalhães tenham orgulho em serem Soalhanenses! Eu tenho! E por isso mesmo Soalhães é bem conhecido!

Miguel Coelho»

Divulgação - PS/Comissão Politica Concelhia do Marco - Comunicado

Do Dr. Artur Melo e Castro, Presidente da Comissão Política Concelhia do Marco de Canaveses do PS (Partido Socialista) recebemos o seguinte e-mail:


«Os marcoenses foram surpreendidos pelas afirmações proferidas pelo líder distrital do PSD no passado dia 10 de Janeiro sobre o eventual encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) que a Misericórdia assegura.

Hoje, mais uma vez o PSD, desta vez em Felgueiras, vem agitar a mesma bandeira desta feita com o pretenso encerramento do SAP daquela localidade.

Tais afirmações só poderão ser entendidas como uma arma de arremesso político num jogo em que aquele partido se serve despudoradamente das pessoas e da sua saúde para atingir os seus fins: montar um cenário de contestação ao Governo e de dificuldades ao PS nas autarquias em que supôs aqueles encerramentos.

Na verdade, não existe qualquer intenção de encerrar o dito serviço. Ainda hoje contactando responsáveis do Governo nos foi garantido que as ditas afirmações não passam de meras especulações.

Sendo assim, o PS Marco sossega as pessoas sobre esta matéria e alerta a população para estas manobras e eventuais recaídas do PSD, apelando para o bom senso que deve prevalecer no combate político de cada partido.


Marco de Canaveses, 2008-01-24

Presidente da Comissão Política Concelhia»

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Coisas a relembrar #003

Obras de renovação da Casa do Povo de Soalhães
Um novo e melhor ambiente social.

Coisas a não relembrar #003

Campanha eleitoral para a JFS em 2005
Má estratégia política dos candidatos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Uns e os outros


Ando sem tempo, mas, em boa verdade, ando também com falta de vontade de escrever por aqui. Não tem a ver com o blogue, claro. Tem a ver com as circunstâncias. Mesmo assim, e sem saber quando volto, há uma breves coisas que quero partilhar convosco.

Em primeiro lugar, gostaria de relembrar que tenho sido uma voz crítica ao actual poder municipal. Os que detêm o poder autárquico sabem-nos e vocês também. Tenho criticado as coisas que acho que estão a ser mal feitas, e a louvar as coisas que acho que estão a ser bem conduzidas. Não é o facto de militar no mesmo partido da actual maioria que me leva a perder o sentido crítico.

Por causa dessa minha atitude, tenho sido incompreendido por quem gere o poder autárquico. Há quem, conhecendo-me, perceba precisamente o sentido das minhas críticas; e há quem, conhecendo-me mal, ache que elas se devem ao facto de lhes invejar os cargos. Esses nunca perceberam nada de nada. Nunca perceberam que as críticas, mesmo quando eram ácidas, eram bem intencionadas. Nunca perceberam que se tivessem sabido ouvir – e se as ouvissem sem más intenções – talvez hoje não estivessem tão fragilizados como estão, com tendência para piorar.
Mas não. Obcecados pelos fantasmas que eles criaram esqueceram que os verdadeiros adversários andavam por aí, silenciosos, a urdir pela calada da noite. Agora vão ter que se haver com eles. Eu, por mim, fico bem, como sempre.

Garantem os que agora querem ditar as regras no PSD – dando a cara, ou nem tanto – que os seus autarcas até podem perder a câmara por causa da ostentação, do despesismo, das festas, dos carros, dos “parasitas” que rodeiam a Câmara. Aí é verdade. O dinheiro teria sido mais bem aplicado noutras coisas. Mas há uma coisa que me perturba: onde estavam estas mesmas vozes, no anterior regime, quando (alegadamente) tanto dinheiro desapareceu misteriosamente? E onde estavam essas vozes quando se apuravam favorecimentos de alguns em prejuízo de muitos? E onde estavam essas vozes quando os autarcas do anterior regime eram apanhados em irregularidades? E onde estavam essas vozes quando os actos dos actores do anterior regime começaram a ser escrutinados pelos tribunais? Alguém os ouviu? Não, ninguém os ouviu. Andavam calados como ratos. Recordo-me, até, que o actual líder do PSD local – ou o irmão, não sei bem, mas tanto vale – disse um dia em entrevista que se Ferreira Torres estava a ser acusado de irregularidades, devia ter uma boa justificação para o assunto. Lapidar! Esclarecedor! E terão eles legitimidade para criticar os tais “parasitas” que, segundo eles, consomem a Câmara? Não, não têm. Pela simples razão que, no anterior regime, sempre que puderam, lá estiveram. E sempre que acharam que poderiam chegar lá por outras vias, tentaram. O que lhes custa não é que haja “parasitas” na Câmara – o que lhes custa a não serem eles a parasitar.

Insisto: há muitas coisas com que não concordo na actuação da actual maioria na Câmara. Disse-o muitas vezes, na tentativa de manter a pressão alta para que as coisas corressem bem. Mas não aceito que a única diferença que existe entre o actual regime e o anterior é que aquele dava dinheiro ao futebol e este o gasta com festas. É injusto. É falso. Entre muitas outras, há uma diferença de estrutura: hoje, no Marco, vive-se em democracia, há um poder local educado, que não envergonha. Antes, não era assim. E isso basta para optar. Mas se acharem que eu estou enganado, pois bem, façam como quiserem. Afinal, eu até nem vivo no Marco.
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Coisas a relembrar #002

1º Grande Prémio “Rola&Queima” 2007
Prenda fantástica do GDRSoalhães e de Carlos Coutinho.

Coisas a não relembrar #002

Rotunda do Centro de Soalhães
Tão grande como a incompetência de quem a projectou.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Coisas a relembrar #001

Centro Paroquial de Soalhães
Obra moderna e útil.

Coisas a não relembrar #001

Escola E.B.2/3 de Soalhães
Podia ter mudado o rumo da freguesia.

Divulgação - Passeio de Carnaval em BTT

Da Loja Radical Bike recebemos, via e-mail, o seguinte pedido de divulgação:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Casa do Povo de Soalhães – Opções de mau gosto

No passado dia 19 de Janeiro, quando me dirigi à sala de espectáculos da Casa do Povo de Soalhães para assistir à Assembleia de Freguesia, fiquei surpreendido com a nova infra-estrutura que a direcção desta associação havia colocado numa das paredes suas paredes. Para mim foi novo pois já lá não entrava há algum tempo. Trata-se nada mais nada menos que uma espécie de régie para o manuseamento do equipamento de luz, vídeo e som da referida sala. Sem dúvida que, e na minha opinião, é um espaço útil e que fazia falta. Por experiência própria, que produzi muitos espectáculos no referido espaço, sei que se torna muito mais agradável e seguro trabalhar num espaço mais reservado, sem estar constantemente preocupado com mãos alheias que mexem no material.
Claro que existem alguns senãos, mas o que mais se denota é claramente a falta de gosto que se teve a projectar aquele espaço. É obviamente visível que aquele enorme caixote pendurado numa das paredes da sala, deita por terra o aspecto formal do espaço. Feio e piroso, são os termos mais correctamente aplicados. Os aspectos funcionais foram completamente abafados pelos aspectos formais.
Porque não, em substituição a este caixote, ter criado uma simples e única abertura na parede de dimensão mais alargada que as três anteriormente existentes? Seria sem dúvida uma opção mais elegante e possivelmente mais económica. Claro que agora a obra está feita, e resta apenas que cada um dos utentes do espaço faça a sua avaliação.
Outra coisa que não achei nada interessante foi a barra de luzes que também foi colocada na sala. A qualidade formal do espaço foi outra vez posta de parte. Acreditem que usar barras de luzes amovíveis resulta muito melhor, pois são colocadas quando são realmente necessárias. Por exemplo, em eventos que se realizem nesta sala de natureza mais formal e lúdica (como o caso da Assembleia de Freguesia), aquela barra de luzes não fica propriamente adequada, fica sim, a mais. O que será colocado de seguida nesta sala? Talvez uma bola de espelhos como nas discotecas? :-)
Uma coisa é garantida, para eventos de baixa produção, esta sala está preparada, e sendo o material da “casa” não se torna necessária a ajuda exterior à associação… Menos preocupações.

Ainda assim, não gostei...

domingo, 20 de janeiro de 2008

NÃO FUI À REUNIÃO / ASSEMBLEIA NA CASA DO POVO DO DIA 19

Por motivos académicos não me encontrava este fim-de-semana em Soalhães e por isso não pude assistir à Assembleia de Freguesia.
Pelo que leio aqui no TMQ, a suposta “Assembleia” transformou-se numa “Reunião” ou vice-versa, não percebi muito bem….
Depois de me ter informado sobre o “ponto único” da Assembleia, fiquei a saber que a minha rua se vai chamar, Rua das Pocinhas. Que sorte!!! Olha se eu morasse à beira do campo de futebol...
No debate sobre este assunto, pelo que soube, foi consensual entre todos os elementos da Assembleia, os nomes atribuídos aos arruamentos.
A discussão mais acesa ter-se-ia revelado acerca do nome de Avelino Ferreira Torres, atribuído a uma rua (aliás já existente).
Após uma proposta à Mesa de Assembleia, apresentada pelo deputado do PS (Domingos Teixeira), em que propunha a alteração do nome da rua, esta foi rejeitada com 4 votos contra (3 CDS e 1 PSD), 3 abstenções (do PS) e 2 votos a favor (do PS – o proponente e o Presidente da Assembleia).
De seguida ter-se-ia passado à votação da proposta apresentada (Toponímia de Soalhães) pela Junta de Freguesia, tendo sido aprovada com 8 votos a favor (3 CDS – 4 PS e 1 PSD) e 1 voto contra (PS – Domingos Teixeira) …
E assim vai a política em Soalhães, de maioria PS…
Aonde está a mudança?
Mais valia termos uma Junta CDS, sempre eram coerentes com os seus ideais!
Sinto-me enganado… Ou pior…

O óbvio que é necessário

«Que não fique nenhuma dúvida que Manuel Moreira será o candidato em 2009. Da parte da Distrital do Porto do PSD terá todo o apoio» - disse Marco António Costa, em entrevista ao "Repórter do Marão" (ler mais abixo). Embora tenha dito o óbvio, fez bem MAC em ter sublinhado o apoio à recandidatura de Manuel Moreira. Se bem se recordam, logo após as directas do PSD, eu defendi precisamente a mesma ideia, quando houve quem pretendesse que o facto de Manuel Moreira ter apoiado Marques Mendes iria torná-lo um mal amado das hostes menezistas. O problema, agora, não é esse: o que a distrital precisa de assegurar é que MM terá toda a liberdade para fazer as suas listas, sem condicionamentos por parte da concelhia.
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sábado, 19 de janeiro de 2008

Fico à espera dos resumos...

Esta tarde, apareci na Assembleia de Freguesia que se desenrola na Casa do Povo de Soalhães. A hora marcada para o seu início era às 14h, mas depois de algumas falhas técnicas e algumas discussões de como iria ser o funcionamento desta Assembleia, no que se refere à participação do público, esta iniciou-se passada uma hora e pouco.
Pelo seu andamento, arrisco-me a dizer que vai ser longa esta discussão... Eu cá tive que saír antecipadamente, compromissos académicos assim o ditaram... Mas gostava de ter ficado. Certamente que será uma boa discussão. Fico então à espera dos resumos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Assembleia de Freguesia de Soalhães de 13/01/2008 - Por José Barão Vieira

De José Barão Vieira, Deputado na Assembleia de Freguesia de Soalhães, recebemos o seguinte e-mail:

«Como membro da Assembleia de Freguesia de Soalhães e para que todos os Soalhenses/Soalhanenses, fiquem devidamente esclarecidos, principalmente aqueles que não foram ou não quiserem ir a esta Assembleia de Freguesia, apraz-me dizer que respondi a todas as perguntas/questões postas pela Srª Presidente da Junta de Freguesia, sobre o que escrevi neste blog, (03/01/2008) em defesa daquilo que, é razoável e politicamente correcto fazer-se, em detrimento do que para mim é favorecimento político, para “pagamento” de votos ou compromissos particulares assumidos em campanha eleitoral.

Respondi a estas e também responderia a todas as outras que não me foram postas, pois tudo o que disse é verdade, pelo que, sem qualquer espécie de complexos identifiquei os autores e as situações apresentadas, recebendo em troca justificações “esfarrapadas”.

Como nunca fui político, mas sempre me considerei um autarca responsável, durante todos estes (18 anos) em que estive ao serviço da Junta/Assembleia de Freguesia, onde sempre lutei para que a nossa Freguesia e o seu povo tivessem melhores condições de vida, em todos os sectores de desenvolvimento, a verdade é que todo o trabalho levado a cabo com empenhamento e muito sacrifício dos executivos de que fiz parte e daqueles que me antecederam, estão hoje visíveis principalmente, ao nível do ensino, acessibilidades, abastecimento de água, saneamento (em execução), etc.;

Mas, voltando à Assembleia de Freguesia de Soalhães, lamento e não compreendo, o que levou a que, elementos desta mesma Assembleia, depois de a própria Sr.ª Presidente de Junta assumir que o P.P.I. e o Orçamento estavam errados, dando-nos razão aos motivos apresentados na declaração de voto, decidiram viabilizar estes documentos.

Se a atitude dos elementos do P.S. (à excepção de Domingos Teixeira), se deve ao facto de disciplina partidária vai-se tolerando, só não compreendo mas talvez até saiba, (o futuro me dará razão) os motivos que levaram o elemento do PSD a abster-se, viabilizando assim a aprovação de um PPI e de um Orçamento com irregularidades comprovadas.

Também critico o voto de qualidade do Sr. Presidente da Assembleia, pois deveria ter uma postura de maior responsabilidade e independência política no exercício do cargo que ocupa, não pactuando com situações irregulares, pelo que a meu ver, deveria ter proposto à Junta de Freguesia a sua rectificação para posterior aprovação.

Em conclusão temos que, o P.P.I. e o Orçamento das Receitas e Despesas para o ano de 2008 estão aprovados, (contendo irregularidades assumidas pelo executivo), com a responsabilidade de todos aqueles que, com o seus votos (a favor; qualidade e abstenção) assim o permitiram, não tendo eu vislumbrado qualquer preocupação ou receio dos intervenientes, em assumirem posições politicamente irresponsáveis, mais se preocupando em manifestarem o seu seguidismo politico - partidário.

José Barão Vieira»

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Blog GDRSoalhães - explicação

Enquanto navegava por alguns sites e blogs do nosso concelho, deparei-me com um comentário num fórum de um site marcoense relativamente ao Blog do GDRSoalhães. Tudo bem que existem fóruns que não se devem levar muito a sério, ainda assim, não posso deixar de comentar esse artigo, uma vez que este se refere ao Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães, mais propriamente aos seus meios de comunicação, e até porque existe muita gente com a mesma dúvida.
O comentário relacciona-se com o facto do blog do grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães não ser actualizado faz algum tempo. Pois bem, como responsável do Departamento de Marketing desta Associação, posso assegurar que a questão prende-se com o facto de não haver disponibilidade para tal, e de o Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães não ter um número elevado de pessoas a trabalhar em sua função. Neste caso, é com muita pena que o nosso blog não tem sido actualizado nos últimos tempos. A juntar-se a isso, há o facto de estar a ser preparado o novo site desta associação, cujo lançamento já foi anunciado na 1ª Gala “Orgulho de Campeão”. Certamente terão conhecimento disso… E se o tempo é escasso para actualizar um blog, quanto mais fazê-lo quando existem outras prioridades.
Aproveito para deixar uma dica a quem tiver dúvidas sobre o Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães. Caso seja esse o caso, contacte-nos directamente, ou então aqui no TMQ, certamente irá obter as respostas que deseja.

O pensamento

Leio os excertos da entrevista do Dr. José Cruz reproduzidos abaixo e sou obrigado a concordar que cada um deles é uma pérola. Mas posso garantir que o pensamento político do Dr. Cruz se resume a uma ideia: se Manuel Moreira nos levar com ele para a Câmara, nos apoiamo-lo, seja a sós, seja em coligação. Se não nos levar, nós somos contra e propomos uns "rapazes" em quem possamos mandar. Claro que, depois, na prática, nada disto acontece e o Dr. Cruz acaba por ficar fora, a pensar na eleição seguinte.
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José Teixeira junta-se a este Espaço

No seguimento da continua abertura do TMQ o, até agora, nosso leitor José Teixeira (JT) é o mais novo Contribuidor deste espaço.

Seja bem-vindo !

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A notável entrevista do Dr. Cruz

Contaram-me ao telefone, já esta noite, que o Dr. José Cruz, actual líder do PSD do Marco, deu uma entrevista de duas páginas ao jornal "Correio do Douro". Inopinadamente, é precisamente por mim que a entrevista começa. O homem desanca-me. E está no seu direito. Grave - muito grave - era se me elogiasse, o que seria motivo para ficar envergonhado ao ponto de não voltar ao Marco ou, quiçá, para ponderar o suicídio. Só que desanca-me mal. Eu já sabia que o homem não é muito dotado intelectualmente, mas agora fico a saber que deve ter os olhos trocados. Não, não é por me tratar por Ribeiro Coutinho. O que se passa é que ele diz que os meus defeitos são o ter mudado de partido e estar sempre na orla do poder. Quanto à mudança de partido, sendo verdadeira, significa que sou capaz de pensar, coisa que o entrevistado não deve saber o que é. Quanto a estar sempre na orla do poder, acho que o tiro é mesmo ao lado. Basta ler o que tenho escrito e dito sobre o Marco nos últimos anos para concluir precisamente o contrário. Os textos andam por aí, à distância de um clique. E eu acho que o Dr. José Cruz sabe ler...
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(Vou tentar arranjar a entrevista para a analisar melhor. Parece que é notável)
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Petição Online 'Médicos para Soalhães' - O Fim

Este blogue nasceu para debater os problemas de Soalhães e todos os assuntos que possam ter a ver com Soalhães, o que, muitas vezes, nos leva a extravasar as fronteiras da freguesia. Foi nesse pressuposto, que decidimos lançar aqui uma petição online com vista a garantir o bom funcionamento da Extensão de Saúde de Soalhães, de forma a corresponder às necessidades da população.


Não foi uma iniciativa bem sucedida. Lamentamos. Subscreveram a petição online apenas 49 pessoas, sendo que a maioria delas nem sequer reside na freguesia.


Antes de colocarmos um ponto final na petição, solicitámos à Srª Presidente da Junta, Dra. Cristina Vieira informações sobre o andamento da petição em suporte de papel que surgiu na sequência da nossa iniciativa. Foi-nos dito que até ao momento foram recolhidas 406 assinaturas. Para uma causa que consideramos muito importante esperávamos maior participação de todos os Soalhanenses, mas são os que são.


Independentemente do que possa acontecer com a petição em papel, reconhecendo o falhanço da nossa iniciativa, desistimos de prosseguir com a petição online.


A todos os que a subscreveram online, os nosso agradecimentos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Assembleia de Freguesia de Soalhães - Pedido de Divulgação de Declaração de Voto - Por José Barão Vieira

De José Barão Vieira, Deputado na Assembleia de Freguesia de Soalhães, recebemos o seguinte e-mail:


«Boa tarde.

Junto anexo declaração de voto apresentada pelos ex. membros do CDS/PP à Assembleia de Freguesia do dia 13/01/2008, justificativa do seu voto contra o P.P.I. e Orçamento das Receitas e Despesas para 2008, a fim de que a mesma seja do conhecimento de todos os Soalhenses que visitam este site.

Com os melhores cumprimentos
___________________
José Barão Vieira



DECLARAÇÃO DE VOTO


Os membros da Assembleia de Freguesia de Soalhães, António Joaquim Nunes Amorim, Carlos Araújo Moreira e José Barão Vieira decidiram votar contra o Plano Plurianual de Investimentos (P.P.I.) e Orçamento das Receitas e Despesas para o ano de 2008, pelo facto de, nos documentos apresentados constarem verbas de investimentos, sem que as mesmas estejam devidamente descriminadas com os valores das obras, que vão absorver as respectivas verbas orçamentadas, nas seguintes rubricas do P.P.I.:


- Rubrica nº 03.03.01.06 - OUTRAS OBRAS COMPLEMENTARES (PAVIMENTAÇÕES ARRUAMENTOS) com o valor atribuído de 20.000,00€.


- Rubrica nº 03.03.01.07 - DIVERSAS PAVIMENTAÇÕES E ARRUAMENTOS (VIAÇÃO RURAL) com o valor atribuído de 102.138,00€.

Neste contexto, sugerimos que estas verbas sejam aplicadas nas seguintes obras, dada a sua natureza de justiça social e de prioridade de investimentos nesta área para a Freguesia de Soalhães:

- Colocação de um rail de protecção na Estrada Municipal que liga o lugar de Ramalhais ao lugar do Pereiro (junto à Capela de S. José) em cerca de 50 metros - 2.500,00€.

- Calcetamento do caminho que liga o lugar do Pereiro a E.N. 321-1 (junto à escola de Bouças) - 15.000.00€.

- Calcetamento do caminho de ligação entre a estrada da Ribeira e o lugar da Lombada (Juncal) - 10.000,00€.

- Calcetamento do caminho entre a E.N. 321-1 e o lugar do Pinhão (passando pelo interior do lugar) - 26.000,00€.

- Calcetamento junto ao Jardim Infantil do Ramalhais - 3.000,00€.

- Calcetamento das zonas em falta, do caminho que liga a estrada da Ribeira e o lugar de S. Salvador (Pinascas) -17.500,00€

- Calcetamento do caminho de acesso ao lugar de Quintela - 30.000,00€.

Estes investimentos totalizam uma verba no valor de 104.000,00€, sendo a diferença no valor de 18.138,00€ aplicada em pequenas intervenções que a Junta de Freguesia pretenda efectuar.


- Rubrica 03.03.01.03. - Construção de Paragens, com o valor atribuído de 2.500,00€.

Como esta rubrica não tem nenhuma paragem definida, sugerimos que este investimento seja aplicado na construção de um nova paragem no lugar de Ramalhais.


- Rubrica 03.03.01.18 - Projecto Leader + nº 166 (Pedras, Moinhos, Aromas, S. Tiago)

Nesta rubrica está orçamentada uma receita no valor de 56.000,00€ e uma despesa no valor de 36.800,00€, sendo este projecto co-financiado por Fundos Comunitários em 60%, (receita de 56.000,00€) a despesa no investimento deveria ser na ordem de 65.400,00€. Daqui resulta uma diferença no valor da despesa de 28.600,00€ sem estar devidamente justificada.


- Rubrica 03.03.06 - Estado - Participação Comunitária em proj.co-financiados

Nesta rubrica está orçamentada uma receita no valor de 346.000,00€ referente à comparticipação dos Fundos Comunitários em 75% dos projectos dos caminhos de (Oliveira - Ribela; Aldeia - Pereiro e S. Tiago - Oliveira), que constam no P.P.I. numa despesa total de 274.040,00€, pelo que a despesa deveria ser no valor de 461.300,00€. Daqui resulta uma diferença no valor da despesa de 187.260,00€, sem estar devidamente justificada.


Daqui podemos concluir que, o Orçamento das Receitas e Despesas e o P.P.I. para 2008, não correspondem à realidade, pois se estes valores (28.600,00€ + 187.260,00€) fossem devidamente incluídos no Orçamento das Despesas, a Junta de Freguesia teria um saldo negativo em 2008 no valor de 215.860,00€


No essencial, são estas as situações que nos levam a votar contra o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento das Receitas e Despesas para o ano de 2008, estando no entanto estes membros da Assembleia de Freguesia, num espírito de colaboração e boa fé, na disposição de alterar o seu sentido de voto, caso estas sugestões, sejam no todo ou em parte, admitidas a discussão e votação por esta Assembleia de Freguesia.

Os abaixo assinados.»

Soalhães nas mãos de quem?! - Post IV

Comportamentos Inadmissíveis… e também má educação
Neste meu post, vou escrever sobre “comportamentos inadmissíveis”… Já tinha anunciado que o iria escrever, só faltou foi tempo…
Pois bem, no esclarecimento feito pela Dra. Cristina Vieira, Presidente de Junta de Soalhães, em relação aos problemas ocorridos na reunião da Assembleia de Freguesia do passado dia 23 de Dezembro de 2007, foram justificadas e lamentadas todas as “asneiras”, bem como foram conhecidos outros factos da história. Pelo que se lê nos recentes posts acerca da última assembleia, as asneiras continuam a surgir… Continuando, no dito esclarecimento publicado a 28 de Dezembro de 2007, no seu ponto 9, o actual Executivo da Junta de Freguesia diz que “repudia os comportamentos inadmissíveis que alguns querem desde já introduzir” na sua vida autárquica. Pois eu repudio comportamentos inadmissíveis que alguns introduzem na vida das pessoas e nas suas relações com outros, e esse ponto deixou-me um pouco espantado, pois não sei qual a moral deste executivo para falar desse tema. Este executivo acha que o facto de algumas pessoas exigirem o mínimo de rigor é um comportamento inadmissível? O facto de exigirem que as coisas se façam como deve ser é um comportamento inadmissível? O facto de se fazerem as coisas seguindo as leis e regras existentes, é um comportamento inadmissível? Pois bem, eu vou relembrar um verdadeiro comportamento inadmissível a este executivo da Junta de Freguesia de Soalhães…
Os dias 17 e 18 de Agosto de 2007, lembram alguma coisa? Sim, foi a data da 1ª edição (e possivelmente a única) do Quinta do Casal Rock Festival. Pois bem, este assunto já devia estar enterrado e mais que enterrado, mas uma vez que o tema “comportamentos inadmissíveis” foi chamado ao blog, tive que escrever, até porque, estava lá como parte do rosto deste festival, e que, certos casos ocorridos, acabaram por magoar algumas relações inter-pessoais…
Queria pedir então ao executivo da Junta de Freguesia de Soalhães que classificasse o nível dos seguintes comportamentos inadmissíveis que ocorreram no decorrer deste festival:
  • Uma das bandas de garagem que actuou no festival, e que se refira, a titulo gratuíto, trouxe consigo quatro acompanhantes, namoradas e familiares, aos quais foi rejeitada uma refeição gratuita juntamente com os elementos da banda, por parte da Junta de Freguesia de Soalhães. O que aconteceu foi que os elementos da banda e respectivos acompanhantes abandonaram a freguesia para poderem ter uma refeição de grupo. Relembro que, e por experiência própria, este tipo de bandas vive de pequenos grupos de amigos e familiares que os acompanham, sendo estes a sua força para continuar. Estamos a falar em quatro pratos de comida, a quatro pessoas que acompanhavam uma banda que fazia um favor à freguesia. Qual o grau deste comportamento inadmissível?
  • Para o pessoal que esteve dias, semanas, meses a trabalhar para este festival fosse uma realidade, havia um cartão de consumo no recinto, bem como todas as refeições seriam oferecidas. Óptimo, era mais do que justo… Até que, a Junta de Freguesia de Soalhães eliminou esse mesmo cartão e essas mesmas refeições ao segundo dia do festival. Não seria o mínimo que se poderia oferecer a quem tenta fazer algo pela freguesia? O arroz e as fêveras devem estar mesmo caros… Qual será o grau deste comportamento inadmissível? Hum?!!!
  • Antes de terminado o espectáculo do dia 18 (Sábado) todos os representantes do Executivo da Junta de Freguesia de Soalhães abandonaram o recinto, sem pagar aos dj’s presentes essa noite… essa quantia, foi paga por uma pessoa da produção, que nem sequer pertence à freguesia, de forma a evitar a justiça, e que foi posteriormente liquidada pelo departamento financeiro do Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães, que, uma vez que participou na produção do festival, decidiu pagar tal divida afim de terminar o problema por ali. A pessoa que pagou a divida, entrou então em contacto com a Sra. Presidente de Junta de Freguesia de Soalhães (Dra. Cristina Vieira) de forma a resolver o problema, e da qual recebeu a seguinte resposta via SMS que passo a transcrever: “NÃO SEI. E TAMBÉM NÃO QUERO SABER.” E este comportamento? É inadmissível? Ou nem por isso? Será uma atitude de pessoas mal-educadas?

Meus senhores e minhas senhoras do executivo da Junta de Freguesia de Soalhães, não reivindiquem nada que também não ofereçam. Isso é feio... E no que diz respeito ao festival, eu já tinha feito a minha critica neste blog, mas achei por bem ser brando. Mas certas situações, originam novas situações…

P.S.1: A quantia monetária em questão é de 40€.

P.S.2: Sra. Presidente de Junta, se acha que os acontecimentos da reunião da Assembleia de Freguesia mancham o nome da freguesia de Soalhães, o que acha que isto provoca?

P.S.3: Se o orçamento para este festival não era suficiente, isso deveria ter sido previsto antes dele acontecer, e talvez se evitassem situações tristes.

P.S.4: Senhores elementos do executivo da Junta de Freguesia, para que aquele festival acontecesse, muitas pessoas deram a cara para se conseguirem favores para a nossa freguesia. Imaginem essas caras no final do festival, quando tiveram que ser dadas justificações e apresentadas desculpas a quem nos tentou ajudar. O que se passou é inadmissível…

Desculpe lá, Rui

Eu sei que V. me está grato por lhe ter dado um sinal de apoio antecipado na sua luta para manter a liderança do PSD-Marco (e teria dado mais se tivesse pressentido que precisava dele). E também registo o seu agradecimento, posterior, pelo que fiz. Mas, depois de ter ficado algumas horas sem dormir por causa do assunto, concluí que devo ter sido o seu pior apoiante. Ou, talvez, um dos principais culpados pelo resultado. Não foi por mal. Foi por bem, como haverá de ver-se.

Penso e volto a pensar e acho que V. não devia ter-me convidado para fazer parte do Conselho Consultivo do PSD-Marco. Eu fui porque achei que lhe devia solidariedade, pela solidariedade que me deu noutro tempo e, além disso, ao contrário do que possa pensar-se, eu sou um militante disciplinado, mesmo quando sou crítico (e avisei que sou crítico, porque essa é a minha forma de ser leal). Como se recordará, logo na primeira reunião do órgão, em que eu estava de boa-fé a dar sugestões, fui confrontado por António Coutinho (presidente da Assembleia Municipa, que se esqueceu de votar em si) a dizer que não estava nada de acordo com o que eu sugeria, porque, achava ele, eu estava a tentar deixar a minha assinatura no Marco, como se eu quisesse uma rua com o meu nome... Lembro-me que saí dali, consigo, amargurado com a situação. Porque não era nada disso o que eu queria - eu estava a dar ideias para o Marco. Boas ou más, eram ideias, coisa que nos tempos que correm é escassa e eles não têm.

Houve outra reunião do Conselho Consultivo depois dessa. Foi no dia 31 de Julho de 2007. Eu não fui e tive o cuidado de comunicar, via email, a todos os que tinham email, que não ia porque fazia anos nesse dia, fui jantar com amigos, sei que houve quem pensasse que os motivos eram outros, mas não foram. Era mesmo esse o motivo. Recordo-me que houve um membro do CC que me enviou uma mensagem de parabéns e lembro-me que, no dia seguinte, já de férias com o meu filho, V. ligou-me ao fim da tarde, saía eu de Alcobaça a caminho de S. Martinho do Porto, a dar-me conta do que tinha sido a reunião. Coisa breve e eu a desculpar-me.

Tempos mais tarde, já não sei como, colocou-se a questão de eu ir como observador ao Congresso onde Luís Filipe Menezes foi consagrado líder o PSD. Eu tinha-lhe dito que ia e V. até me ligou, estava eu perto de Burgos, e eu confirmei que ia e depois não fui, porque, disse-me V. que tinha-se esquecido de enviar as fichas (o que me irritou um bocadinho), também me lembro bem: foi no dia do lançamento da primeira pedra da revitalização das margens do Tâmega e andei a brincar com a sua pequenota, que até gostou de mim, porque as crianças são assim, gostam dos tontos.

Depois disso, ligou-me V. para fazer parte de uma lista para delegados à Assembleia Distrital do PSD. Perguntei-lhe quem eram os outros e V. chutou para canto, disse-me que era uma lista única e abrangente (eu até fui votar e tudo, fui dos poucos, menos do que os da lista), porque acho que não me quis dizer e eu percebo.

Quando fui votar, olhei de relance para a lista afixada na parede e vi que, nela, estava um dos irmãos Cruz - não sei qual deles, porque não é relevante a distinção - e pensei: Sou mesmo um tipo tolerante!
E fui eleito.

Eleito, tive de andar a explicar que não tinha aceitado por acaso. Expliquei aos meus amigos, que não tinham percebido, ao que ia. Agora, terei de explicara ao que vou.

Lá estarei.
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ADENDA: Agradeço, Rui Cunha (ou qualquer outro cidadão), que me avise quando vir o presidente da Câmara a passear de braço dado com os manos na Alameda, engravatados. Eu quero ir ver...
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Aos poucos, vou percebendo

Acreditem, que é verdade: depois de ler os postais abaixo, sobre os conflitos políticos que por aí andam - aí, em Soalhães -, tive que enviar um email a Nuno Pinto para saber quem era quem. Não estava a perceber. Como NP teve a amabilidade de me esclarecer, já percebi. Isto é: percebi vagamente. Claro que já tinha descortinado que a discussão anda acesa entre o PS que lidera a Junta e o CDS liderou a Junta. Também já sabia que havia conflitos entre figuras do PS local. O que eu não sabia é que elas eram tão grandes dentro do PS. É a vida, como diria o camarada Guterres.
E é mais vida ainda quando percebo que os conflitos entre PS's é mais visível do que os do PS com os outros - com o CDS e com o PSD. O que terão os representantes destes dois partidos a dizer sobre a questão? Como é que foi a última reunião da Assembleia de Freguesia? Vá lá, discutam, que os blogues não têm lepra... Educadamente, claro... :-)
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Explicações, versões e outras que tais….Por parte de quem lá esteve e ouviu…. - Por José Teixeira

Do leitor Soalhanense José Mário Vieira Teixeira (devidamente identificável pelo Administrador) recebemos o seguinte e-mail:

«De facto o dito comentário, proferido pela Presidente de Junta, foi no âmbito dessa intervenção de um elemento do público que, na minha opinião, não deve existir qualquer problema em referir nomes, pois o que foi lá dito é público e quem lá esteve ouviu.

Passando ao facto propriamente dito, quando o elemento do público (Maria Adelaide Vieira) iniciava a sua intervenção com as seguintes palavras “não venho aqui comentar blogues nem cartas anónimas…” e prosseguiu com o seu discurso, a Presidente de Junta fez um comentário com um tom menos próprio, dizendo “então eduque o seu filho que também lá escreve”. Daquilo que eu percebo destas palavras (e o problema está no “que também”) é que todos os que aqui escrevem estão a precisar de serem educados.

Ou será que a Presidente de Junta só quer referir como “mal educados” aqueles que têm ideologias diferentes das dela ??? É porque se for, estamos num caso ainda mais grave…

Na minha opinião o 25 de Abril já foi há muito tempo, tanto no país, como no concelho….

P.S. Se a Presidente de Junta não se lembra daquilo que diz devia ter mais cuidado quando faz os comentários, é que pode estar sempre alguém a ouvir…

Quanto ao NP e todos os que puseram em causa as minhas palavras no meu primeiro (Assembleia de Freguesia de Soalhães…Eu fui…), espero que fiquem esclarecidos….

Gostaria que as palavras em baixo escritas tivessem vindo directas da Presidente de Junta. Pode ser que para a próxima tenha mais “sorte”…»

Explicações, versões e outras que tais... Por M. Adelaide

Da leitora Soalhanense, Maria Adelaide (devidamente identificável pelo colaborador J.S.) recebi, com pedido de publicação, a seguinte mensagem:

« Senhor Nuno Pinto:
Embora não seja leitora assídua de blogs, não nego que por vezes consulte o TMQ e aprecie o trabalho desenvolvido por todos os colaboradores e, em especial o seu. Já o referi, por diversas vezes, a amigos meus que se interessam por estas novas formas de comunicar.
No entanto, e como sou já de outra geração, nunca pensei necessitar de utilizar este meio para repor a verdade dos factos. Prefiro o “frente a frente”!

Mas passemos ao que interessa:
Para quem não sabe, sou assistente assídua, muitas vezes solitária, das Assembleias de Freguesia. Nas minhas intervenções e, exercendo o direito de cidadania, numa terra que julgava democrática, sempre uso de lisura e boa educação. Foi isso que fiz na última Assembleia. Não sou desconhecida na freguesia nem no concelho e, todos sabem que assim é.
Após ter assistido, durante uma hora, a comentários sobre blogs e cartas anónimas e, nessa sequência, no início da minha alocução proferi, única e simplesmente as seguintes palavras: “não venho aqui comentar blogs nem cartas anónimas”. Exactamente, no momento em que usava da palavra, a Exma. Sr.ª Presidente de Junta, Dr.ª Cristina Vieira, teria comentado: “então eduque o seu filho que também lá escreve”. Como ainda estava a falar, não me apercebi do comentário…de contrário não ficaria sem resposta e não estaria agora, aqui a comentar. Não sou de deixar passar nada em branco.
Já no exterior das instalações da Junta, alertaram-me desta ocorrência… Pensei esclarecer-me numa próxima Assembleia, mas entretanto os acontecimentos anteciparam-se, no que se pode ler nos posts abaixo.
Só tenho a lamentar que, na “versão” da Sr.ª Presidente, aqui publicada, se não recorde da exactidão das palavras que proferiu, mas tenha memorizado as palavras que eu nunca pronunciei.
Como tenho na minha conta de pessoas idóneas, sérias e verdadeiras, o Sr.Engº.Raimundo, a Srª.Professora Paula Pinto, que no momento ladeavam a Srª.P.Junta, bem como o Sr.Presidente da Mesa da Assembleia e os seus secretários, que também estavam próximos, assim como os restantes deputados, e público, comprovarão que mais não disse. Atestarão, com toda a certeza, do comentário despropositado da Srª.Presidente, Drª.Cristina Vieira.

Relativamente a esta questão, encerro os comentários e, não é minha intenção ocupar nos próximos tempos este espaço.

Grata pela atenção

Os meus melhores cumprimentos

Maria Adelaide»

Catastrófico

Depois de um longo período de calmia, regressam em força os telefonemas de marcoenses próximos do PSD. Pessoas preocupadas com o resultado das eleições para a concelhia do PSD. Não sei bem o que lhes possa dizer. O que tinha para dizer, já está dito, escrevi-o por aqui. Quanto ao mais, não sei. Também estou amargurado, indeciso entre esquecer-me do assunto ou levá-lo a sério e manter-me na trincheira.

O que sei é que o que aconteceu no PSD do Marco é uma catástrofe. O PSD volta a ser liderado pelo que há de pior. Por pessoas que não têm uma única ideia para o Marco. Por pessoas que não se interessam pelo Marco. Por pessoas que não têm mais do que um projecto pessoal de poder, onde nunca chegarão sozinhos e, por isso, estarão na disposição de ir às costas de quem quer que seja, nem que seja do diabo, se o diabo as levar.

E bem podem dizer-me - como já me disseram - que a distrital do PSD, liderada por Marco António Costa, está contente com o resultado. Admito que esteja: a Comissão Política de Rui Cunha (tal como o presidente da Câmara) apoiou Marques Mendes contra Menezes nas últimas directas. Mas eu também apoiei Menezes e estou descontente com o resultado. Atitudes. Não vejo a política com os olhos do tacticismo pobre que, no fundo, é a causa de todos os males, a causa do afastamento dos cidadãos da política, a causa do descrédito da classe política.

Dir-me-ão: mas então o pior que há no Marco não é o "torrismo"? Depende. No "torrismo" há alguma substância. Os apoiantes de Ferreira Torres são-no porque acreditam no homem. Estão no seu direito. Houve um tempo em que eu também acreditei. Em quem lidera agora o PSD não há nada que se aproveite. Não há, aliás, quem acredite neles - há quem os use. E eles não se importam de ser usados, desde que ganhem alguma coisa com isso. O Marco é que não ganha nada, seguramente.
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domingo, 13 de janeiro de 2008

Estranhas abstenções

Torrão decidiu dar o nome de Avelino Ferreira Torres a uma rua local. A proposta foi apresentada na última reunião do Executivo da Câmara. O vereador Fernando Torres não votou porque entendeu - e bem - que havia incompatibilidade, já que era o nome de seu pai que estava jogo. Norberto Soares não estava presente. O PSD absteve-se. Valeu o voto contra do vereador-do-PS-sem-confiança-política, Luís Almeida, para que a proposta fosse chumbada. Repito: o PSD absteve-se.
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Estranhos esquecimentos

Nota-se, nas declarações que prestou ao JN, que Rui Cunha ficou agastado com o comportamento de algumas figuras que lhe deviam apoio e empenhamento e não o manifestaram. Não foi só Manuel Moreira que omitiu um sinal de apoio. Rui Cunha fala, também, de pessoas com altas responsabilidades na Assembleia Municipal que não pagaram as quotas e, por isso, não puderam votar. Não diz quem e não sei a quem se refere. Mas há uma pessoa que eu sei que estava nessas condições: António Coutinho, presidente da Assembleia Municipal. Lamentável.
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Assembleia de Freguesia de Soalhães - Comentário de Rui Azevedo

Do leitor Soalhanense Rui Azevedo (devidamente identificável pelo Administrador) recebemos o seguinte e-mail:

«Fiquei muito triste ao ler esta noticia [n.d. "Assembleia de Freguesia de Soalhães…Eu fui... - Por José Teixeira"] e penso nas mãos em que os Soalhanenses estão envolvidos. A Senhora Presidente, não deve ter ideia de concorrer às próximas eleições ou está tentar imitar alguém.

Um abraço.

Rui Azevedo»

Assembleia de Freguesia de Soalhães…Eu fui... - Por José Teixeira

Do leitor Soalhanense José Mário Vieira Teixeira (devidamente identificável pelo Administrador) recebemos o seguinte e-mail:

«Como habitante atento aos assuntos da freguesia, por convite neste blogue da Presidente e ainda por ter constatado nos últimos tempos a existência de alguns factos polémicos, através deste blogue, decidi assistir à Assembleia de Freguesia.

Culpa minha ou por falta de experiencia não intervim nesta assembleia, mas como sei que este blogue é lido por um grande número de habitantes de Soalhães e não só, decidi escrever acerca do que observei nesta Assembleia.

Depois de muita discussão estéril, sobre o que foi escrito no blogue por parte de um elemento da Assembleia (Sr. José Barão), em que a Presidente tentou justificar o injustificável, passou-se à Assembleia propriamente dita.

Depois de discutidos os pontos em agenda em que a oposição questionou sobre varias verbas, de valor a meu ver considerável, inscritas no P.P.I/Plano, de forma incorrecta, e assumidas pela Presidente como tal, este plano foi, para espanto meu, “APROVADO” ( 4votos a favor, 4contra, 1abstenção), com voto de qualidade do Presidente da Assembleia. Não andarão os senhores deputados distraídos a aprovarem irregularidades ???

Passando à intervenção do publico:

1. O Sr. Paulo advogou-se em defensor dos eleitores do “PS”. Sendo eu elemento da Juventude Socialista, e votando nas ultimas eleições no meu partido (PS) não lhe reconheço autoridade moral para por em causa a idoneidade do deputado do PS (Domingos Teixeira) que por acaso é meu pai. O facto de ter sido eleito na lista do Partido Socialista do qual é militante, não é obrigado a estar sempre de acordo com as ideias de quem lidera, muito menos com irregularidades. Será que em Soalhães temos uma ditadura??? Não poderemos nós Socialistas ter ideias diferentes??? Ou será que é só nas “concelhias, distritais ou nacionais” que se pode divergir???

2. Quero registar que as palavras proferidas pelo Sr. Adjuto foram muito oportunas, pois o Presidente de Assembleia tem que exercer bem o cargo para que foi eleito.

3. Relativamente ao caso da rotunda do Ramalhais, realmente só não vê quem não quer, lamento que a Presidente de Junta se desculpe dizendo que não é Eng. ou técnica e que remeta os Soalhenses/Soalhanenses para a Assembleia Municipal ou para o Presidente da Câmara. Do outro lado desta obra (Rio de Galinhas) não me consta que o Presidente de Junta seja Eng. ou técnico, no entanto, a obra fala por si….

P.S. Senhores leitores, os escritores deste Blogue foram hoje apelidados, pela Presidente de Junta, de “mal-educados”. Esquece-se, essa senhora que também usa este blogue para opinar.

Gostei!!!!!!!!!!!!

Vou aparecer mais vezes…»

Nada na vida é garantido

A notícia do JN sobre as eleições no PSD-Marco:

PSD muda de líder em clima de divisão

As eleições no PSD/ Marco de Canaveses ditaram a derrota da lista tida como próxima a Manuel Moreira e que era liderada por Rui Cunha. No acto eleitoral, realizado, anteontem à noite, a Lista B de José Cruz venceu as eleições por sete votos de diferença. A Lista A teve 138 votos e a Lista B 145. O novo líder da concelhia, José Cruz, não dá por garantida a recandidatura de Manuel Moreira nas próximas eleições autárquicas. (...)

Ler mais aqui:http://jn.sapo.pt/2008/01/13/porto/psd_muda_lider_clima_divisao.html

sábado, 12 de janeiro de 2008

Confusões

Houve quem me dissesse, na tarde desta sexta-feira, que a vitória da lista liderada por José Cruz nas eleições para o PSD do Marco seria uma vitória do CDS sobre o PSD. E isto, não só porque significa um regresso ao tempo das confusões entre uma e outra coisa, mas também porque Norberto Soares estaria envolvido na candidatura que acabou por ganhar. Está bem. Se é assim, somos obrigados a concluir que o CDS ganhou duas eleições no espaço de uma semana: a dos bombeiros, contra o PS, e a do PSD contra o PSD. Só há aqui um pequeno problema: é que Norberto Soares já não é do CDS. Aliás, Norberto sempre afirmou que é do PSD, mas, coisa e tal. O que pensará Ferreira Torres desta confusão?
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Sinais

Antes das eleições para a Concelhia do PSD, não vislumbrei que Manuel Moreira tenha tomado posição pública de apoio a qualquer das listas. Embora tenha partido do princípio que apoiava a lista de Rui Cunha, fiquei à espera que desse um sinal de apoio a quem o apoiou quando precisou. Agora, fico à espera de ver qual a posição de Manuel Moreira perante os resultados das eleições.
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PSD como o caranguejo

A lista B ganhou as eleições para a Concelhia do PSD do Marco. Por cinco votos de diferença. José Cruz é o novo líder. Rui Cunha perdeu. E houve mais quem perdeu. Uns mais do que outros. E, alguns, ainda não se sabe até que ponto perderam. Eu também perdi, porque votei na lista vencida. Mas eu sou dos que perdeu pouco porque, em qualquer caso, não tinha nada a ganhar. Do que não tenho dúvidas é que o Marco fica mais pobre.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Por que voto em Rui Cunha

Confirma-se: há duas listas candidatas aos órgãos locais do PSD, na eleição da próxima sexta-feira. Rui Cunha, por um lado, José Cruz, por outro. Que desde já fique claro: vou votar na lista de Rui Cunha, cuja candidatura, aliás, subscrevi, muito antes de ser conhecida a alternativa. E afirmo-o num momento em que - dizem-me - qualquer resultado é possível.

Escolho Rui Cunha por razões várias. Em primeiro lugar, porque sei que tem feito um esforço para unificar o PSD local; em segundo lugar, porque sei o quanto é difícil ser líder partidário quando o partido em causa está no poder ao nível local.

Daí que, numa reunião do Conselho Consultivo do PSD-Marco, há mais de um ano, eu tenha avisado Manuel Moreira que o sucesso do PSD passava não pela Comissão Política, mas pela imagem que o executivo municipal tivesse junto dos marcoenses. Pouco dado a ouvir conselhos - e em particular os meus -, Manuel Moreira não ligou muito ao aviso. Preferiu afastar-se das pessoas em quem podia confiar, começou a ver adversários onde eles não existiam, julgou-os concorrentes ao lugar apenas porque não concordavam com a forma como em alguns casos tem gerido a autarquia e, pelo caminho, perdeu de vista que, em silêncio, havia quem fosse urdindo uma teia para a conquista do poder.

Mas a razão principal por que voto em Rui Cunha é esta: Manuel Moreira merecia levar um abanão. Uma eventual vitória do segmento liderado pelos irmãos Cruz e seus aliados de sempre trará dificuldades à sua recandidatura, tanto mais que, como é sabido, esteve com Marques Mendes contra Luis Filipe Menezes, circunstância que os seus adversários internos não deixarão de explorar. Mas confesso também que prefiro que Manuel Moreira não apanhe o tal abanão, do que assistir ao regresso dos irmão Cruz ao poder no PSD local.

Acreditem que esta minha posição já não tem nada a ver com as malandrices que o PSD de 2001 me fez, enquanto candidato à Câmara e, depois disso, enquanto vereador. Já esqueci. O que eu não perco de vista é que esse PSD significa um grave passo atrás no clima político que o Marco tem vindo a conquistar. Será o regresso da confusão política entre PSD e o "torrismo", será o jogo de cinturas pelas conveniências pessoais - um verdadeiro regresso ao passado.

E, no fim, pode ser que, mesmo sem a vitória dos irmãos Cruz, Manuel Moreira tenha aprendido alguma coisa sobre o Marco. E sobre os seus próprios fantasmas.
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Agitam-se as águas no PSD do Marco

Na próxima sexta-feira há eleições para a Comissão Política e para a Mesa do Plenário do PSD do Marco. Rui Cunha candidata-se a novo mandato e, tanto quanto sei - que é pouco -, as figuras são mais ou menos as mesmas. A grande novidade poderá ser o aparecimento de uma lista concorrente. Segundo algumas fontes, a alternativa será liderada por um dos irmãos Cruz. Segundo outras, o projecto estará a ser instigado por Almir Vieira da Silva. Uma coisa não prejudica a outra. Dizem-me, ainda, que houve inscrição recente de militantes, supostamente por iniciativa do projecto alternativo. O que pode baralhar as contas.
Na hipótese de ganhar a lista concorrente, o ambiente ameaça tornar-se turbulento para o PSD do Marco. É sabido que os irmãos Cruz sairam da política em choque com Manuel Moreira e têm-se mantido afastados. Sabe-se, também, que depois de ter sido um fervoroso apoiante de Moreira na última campanha eleitoral, Almir - destacado funcionário da Câmara -, entrou em ruptura com o poder político autárquico.
Manuel Moreira que se cuide.
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ADENDA - Já depois de ter escrito este postal, encontrei, por mero acaso, um texto de 19 de Setembro de 2005) do Marco2005 - esse blogue que foi o mais divertido de todos - que vem mesmo a propósito. O cenário é o comício de apresentação de candidatura de Manuel Moreira, em Alpendorada:
  • Almir e o sinal de Deus

    Almir Silva também é engenheiro e presumo que também seja pragmático. E, para quem não saiba, é o responsável máximo pelos serviços técnicos da Câmara do Marco há vários anos. O que muitos poucos saberão é que Almir é imbuído de uma forte espiritualidade. No seu discurso no comício do PSD em Alpendurada, teve uma tirada no mínimo bizarra, ao dizer mais os menos isto: "Sinto que estar aqui é uma espécie de sinal de Deus!" (Ó Almir, se não foi assim, corrige...).
    Isto de trazer Deus para a política não lembra ao diabo, meu caro amigo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Agradecido ao Dr. Cláudio Ferreira

Agradeço - e muito - a amabilidade do Dr. Cláudio Ferreira em ter respondido ao meu desafio, mais abaixo, para se pronunciar sobre a validade das acusações que lhe foram dirigidas pelo Dr. Artur Melo, na recente eleição para os corpos sociais dos bombeiros. Desmente que tenha havido irregularidades no processo eleitoral, nomeadamente que não tenham sido disponibilizados os cadernos eleitorais aos seus adversários.
E sou obrigado a concordar quando afirma que não tem culpa que a Rádio Marcoense só o tivesse entrevistado a ele. De facto, o candidato não tem responsabilidades na linha editorial da RM. Mas não deixa de ser estranho que a RM faça entrevistas a pedido...
Depois de ler a resposta, fui ao MH à espera da um vigoroso desmentido de Artur Melo às afirmações de Cláudio Ferreira. Era o mínimo que podia esperar, depois do vigor dos ataques que desferiu. Vejo que não: Artur Melo dá o assunto por encerrado, diz que não quer chafurdar mais, mas alega que tem provas testemunhais e documentais do que afirma. É pena que não as mostre. Porque nestas questões, não se trata de chafurdar: é uma questão de princípio.
Desejo ao presidente dos bombeiros um bom trabalho.

Eleições BV Marco - Pedido de divulgação de Cláudio Ferreira

Do Dr. Cláudio Ferreira recebemos o seguinte e-mail:

«Sobre a notícia que saiu ontem, no JN e no Marão Online, exerci o direito de resposta, no qual transcrevo:

Assunto: Exercício do Direito de Resposta e Rectificação.

V/Refª.: Artigo publicado in pag. 17, do diário Jornal de Noticias, nº 220, ano 120, segunda-feira, 07 de Janeiro de 2008, sob o título “PP vence PS nas eleições dos Bombeiros”.

Exmo. Senhor Director do Diário Jornal de Noticias (e tb para o responsável do Marão Online):

Cláudio Soares Ferreira, com o B.I. nº 0000, residente ------, vem nos termos e para os efeitos previstos no art. 24º e 25º da Lei da Imprensa (Lei nº 2/99 de 13 de Janeiro com as alterações introduzidas pela Lei nº 9/99 de 4 de Março) exercer o direito de resposta e rectificação à notícia supra identificada.

Quero começar por lamentar profundamente que o JN (e o Marão Online) tenha colocado como titulo “PP venceu PS”, numa eleição para os Órgãos Sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, atribuindo-lhe um cariz puramente político.

Quero dizer-vos em nome pessoal, como em nome das pessoas que estão comigo que não nos revemos neste título.

Mais: não estou filiado em nenhum partido político. Foi na condição de cidadão que acredita na causa humanitária desenvolvida por esta Instituição e por considerar que com o meu trabalho e empenho posso contribuir para o melhoramento da mesma, que concorri às eleições para a presidência dos Bombeiros Voluntários. Mas mesmo que me quisessem ‘colar’ a um partido, neste caso ao CDS-PP, uma vez que no passado fui nas listas do referido partido às ultimas eleições autárquicas, e contrariamente ao que foi dito, fui em 4º lugar e não em 2º, quero aproveitar a oportunidade para dizer que desde Janeiro de 2006, desvinculei-me e estou na qualidade de Deputado Independente na Assembleia Municipal.

Falam ainda em foguetes. Que culpa tenho eu se alguém os lançou?! O que garanto é que não pedi a ninguém, nem as pessoas que me estão próximas para o fazer. E ainda hoje, desconheço quem os lançou.

Sobre a parte da noticia que diz que os “dirigentes dos bombeiros em exercício” durante o período eleitoral terem negado o acesso aos cadernos eleitorais, é puramente mentira, uma vez que disse pessoalmente ao Dr. Artur Melo, e enviei carta resposta ao Sr. António Mota, que os cadernos estavam disponíveis na secretaria-geral dos Bombeiros.

Relativamente à minha entrevista à Rádio Marcoense, ela foi solicitada por mim, via fax, no dia 20 de Dezembro, ainda nem sequer sabia se haveria ou não outra lista concorrente. Dou nota que a lista do Dr. Artur Melo só a apresentou no dia 28 de Dezembro. Tudo o resto não cabe a mim comentar, uma vez que não sou responsável pela programação da referida rádio.

Por ultimo, lamento ainda, não ter sido ouvido antes da publicação da citada noticia e consequentemente ter que fazer uso dos direitos que me assistem à rectificação e resposta à notícia para garantia da liberdade de imprensa e dos direitos dos cidadãos de serem informados.

A bem da verdade,
Cláudio Ferreira»

Eleições BV Marco - Resposta de Cláudio Ferreira a Coutinho Ribeiro

Do Dr. Cláudio Ferreira recebemos o seguinte e-mail:

«Caro Coutinho Ribeiro,

Quando digo: “virada a página… vamos pôr mãos-à-obra”, quero me referir somente ao acto eleitoral, e na vontade enorme em recomeçar a desenvolver uns e a iniciar outros projectos que entendo serem indispensáveis e urgentes pô-los em marcha em prol dos Bombeiros Voluntários.
Enquanto Vice-Presidente, infelizmente presenciei durante um período de cerca de dois anos, provavelmente uma das situações mais difíceis nos Bombeiros Voluntários em termos de comando. E sei muito bem o quanto isso ‘fracturou’ internamente esta Instituição e as consequências muito negativas que trouxe para a mesma, não permitindo muitas das ideias e iniciativas previstas terem sido executadas. Daí entendi eu, não por ‘medo ou querendo fugir ao debate’ não alimentar mais polémicas, optando sim, pela via da pacificação, que é o que os Bombeiros mais precisam neste momento. E baseio-me na minha experiência profissional, que estas situações dentro de uma estrutura, seja ela uma Instituição ou empresa, leva a que esta tenha muitas dificuldades em sobreviver.

E o resultado das eleições foi fruto, na opinião de muita, muita gente, não só pelo trabalho desenvolvido em apenas três meses na AHBVMC, mas também, como escrevi nas minhas propostas às “ ideias e projectos, dentro de um espírito renovador, moderno e leal, …”, e que lamentava “… que este espírito não tenha ‘contagiado’ certos opositores à minha lista, refugiando-se em questões falsas, justificando o seu vazio de ideias”, ainda com a desvinculação da minha equipa, “… a projectos políticos ou partidários…”. Quem me conhece sabe que é assim, e graças ao meu trabalho profissional diário, transmito esta empatia as pessoas que comigo trabalham.

No entanto, respondendo objectivamente às suas questões quero lhe dizer o seguinte:

1. Em relação aos cadernos eleitorais, disse pessoalmente ao Dr. Artur Melo, e por carta ao Sr. António Mota, que os cadernos estavam disponíveis na secretaria-geral dos Bombeiros para consulta, dentro dos prazos previstos;

2. Relativamente à minha entrevista a Rádio Marcoense, ela foi solicitada, via fax, no dia 20 de DEZEMBRO, repito, 20 de DEZEMBRO, ainda nem sequer sabia se haveria ou não outra lista concorrente. Dou nota que a lista do Dr. Artur Melo só a apresentou no dia 28 de Dezembro. Tudo o resto não cabe a mim comentar. A gestão da rádio não passa por mim. O que eu lhe garanto, uma vez que não me conhece ainda muito bem, é que sou uma pessoa de princípios, que não pactua com ‘habilidades’ que alguns querem passar. E querem fazer deste acto eleitoral uma bandeira disso mesmo. Esforço-me todos os dias por ser um profissional dedicado, leal a minha equipa e aos projectos que tragam mais valias para as instituições, para as empresas, para as pessoas, …, independentemente da raça, religião ou cor politica.

Penso que com o meu esclarecimento tenha tirado as suas dúvidas, bem como aos leitores do blog que muito considero e entendo ser um canal de comunicação importante.

Para terminar, quero ainda dizer que julgo ser altura de não falarmos constantemente do passado sempre pela negativa, querendo ligar-me a esse mesmo passado, porque nem tudo foi mal. Com certeza que se cometeram erros, e devemos aprender com os erros cometidos para que não se voltem a repetir, mas sinceramente, temos quer ter uma imagem positiva do presente e acreditar com toda a justiça, num futuro melhor. É legítimo questionar: quando é que essas mesmas pessoas terão um discurso diferente do presente?!

Esta minha visão do presente e do futuro, é o que eu desejo à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Marco de Canaveses, e farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar, tendo como alicerce a minha equipa e todo o universo da Família Bombeiros. Esta nobre Instituição não merece continuar no tema dos jornais por estes motivos. E se ‘dizem’ que gostam mesmo dos Bombeiros Voluntários, então façam este favor.

Um abraço,
Cláudio Ferreira»

Sobre o jornalismo "bafiento" de António Orlando

António Orlando é jornalista. Começou, creio, na Rádio Marcoense, aquilo não correu bem (não sei porquê, mas presumo), mudou-se para a Rádio Clube de Penafiel, foi correspondente para a região do Tâmega n'O Comércio do Porto, depois passou para o Jornal de Notícias, creio que continua na RCP e, por tudo isso, escreve notícias sobre o Marco. António Orlando é da Pontinha, Marco de Canaveses. É um mal-amado pelos marcuenses ou, pelo menos, por alguns marcoenses, ou o contrário, não sei bem. Lembro-me bem como conheci António Orlando: foi uma noite, no Trenó, era 2001 e eu dirigi-me a ele para me apresentar. Eu, candidato à Câmara, ele jornalista, que me diziam ser homem de esquerda e não sei se é. Nunca falei com ele sobre o assunto, porque isso não tem nada a ver com a coisa. Para mim, António Orlando era jornalista. Isso bastava-me. Eu queria conhecer o jornalista António Orlando, do Marco e queria que ele soubesse quem eu era. Depois disso, falei quatro ou cinco vezes com ele, sempre conversas rápidas, excepto uma mais longa no Triplex, encontro casual.

E por que é mal-amado António Orlando pelos marcoenses-marcuenses? Por um lado, porque é jornalista; por outro, porque é jornalista nascido na Pontinha. As duas coisas juntas, para marcoenses-macuenses pouco avisados e um bocado elitistas, é um bocado explosiva, como é explosiva para os ignorantes invejosos. A coisa seria menos grave se António Orlando fosse jornalista, mas não fosse da Pontinha e sem pedigree. Mas é. Como eu sou de Soalhães. Eu tenho a vantagem de ser filho de pedreiro convertido em industrial medalhado e, por isso, a coisa compõe-se e vão-me tolerando, e tolerou-se quando eu fui jornalista (não tratava de coisas regionais, é certo), mesmo quando ainda custa, mas é incontornável, e se não me tolerassem mandava-os à merda, devagarinho, mas com as letras todas, explicando que ninguém tem um direito natural (ou dinástico) sobre a terra.

Se AO não fosse da Pontinha e tivesse pedigree, por certo não leria as coisas inenarráveis que se escrevem sobre ele pelas coisas que escreve. Confesso: nem sempre concordo com o ângulo de abordagem das notícias de AO. Mas isso faz parte da função - é a objectividade possível. E há uma coisa que me agrada em AO: já o vi fustigado pelo antigo regime, já o vi fustigado pela maioria que manda na Câmara e já o vi fustigado pelo PS. É bom, para um jornalista, quando toda a "clientela" rosna. E também já ouvi, por todos eles, que as suas notícias são de "encomenda". Volta a rosnar a "clientela". Não sabem eles - nenhuns deles - do que falam. E, aí, está o cerne da questão. António Orlando faz o que é notícia. No caso concreto da eleição nos bombeiros, fez a notícia muito bem - não podia ser outra. Pelos mesmos motivos, quando jornalista, tive processos-crime por todos os lados. Dos lado em conflito, num dossier concreto. Também não agradei a ninguém. Essa é a minha grande medalha. Não se preocupe, pois, AO, quando lhe atribuem actos de "jornalismo bafiento". Essa pode ser também a sua medalha.

(Sei que, para as cabeças mal-pensantes, não contribuí para lhe "lavar" a imagem. Mas não era isso o que pretendia. Você não precisa. E essa é a sua grande arma. Mas também sei que não vai levar a mal que o tenha feito. V. não me deve nenhum favor. Eu também não lhe devo nenhum. E vai ser sempre assim. Um destes dias, voltamos ao Triplex - ou a outro sítio - e explicamos melhor um ao outro. Sem falarmos sobre o Marco, claro).

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

E, assim, percebem melhor?

Se dúvidas houvesse quanto à leitura que iria ser feita dos resultados da eleição nos bombeiros do Marco, o Reporter do Marão online dissipa-as quando escreve:


  • MARCO DE CANAVESES: CDS-PP GANHOU AO PS A ELEIÇÃO PARA OS BOMBEIROS, CLÁUDIO FERREIRA PRESIDENTE

O presidente da direcção em exercício dos bombeiros do Marco de Canaveses, Cláudio Ferreira, foi eleito sábado para o próximo triénio, derrotando por 52 votos o outro concorrente, Artur Melo e Castro. Com 562 votos entrados em urna, o escrutínio teve a maior afluência dos últimos anos, a que não será alheio o facto de tratar-se de uma disputa por duas listas. Ambos os concorrentes são figuras destacadas da política local, Artur Melo e Castro (lista A) é o presidente da concelhia do Partido Socialista, enquanto Cláudio Ferreira (lista B) é deputado municipal pelo CDS-PP e secretário-geral da Associação Empresarial do Marco. (...)

Talvez agora, que não sou eu a dizê-lo, as pessoas percebam melhor onde eu queria chegar.
Ler mais aqui:
http://maraoonline.com/MARAO/MARAO_online/F0DB84EE-2958-423D-9C8E-E74883AB1612.html


  • ADENDA: leio, agora, que também o JN fez a mesma leitura:

    PP VENCEU PS NAS ELEIÇÕES DOS BOMBEIROS

    O presidente do PS no Marco de Canaveses, Artur Melo e Castro, perdeu as Eleições para a Associação Humanitária dos Bombeiros do Marco de Canaveses(AHBVMC) por 52 votos. O vencedor foi Cláudio Ferreira, secretário-geral da Associação Empresarial do Marco, nº2 da lista do CDS-PP à Câmara nas últimas eleições autárquicas. O acto eleitoral foi dos mais disputados de sempre com 562 votos. Aliás, foi inédita a visão de quem, ao final da tarde de sábado, passava em frente ao quartel filas de associados à espera para votar. No fim, até houve quem lançasse foguetes (...).
  • Ler mais aqui:

domingo, 6 de janeiro de 2008

Virar a página?

Desculpe, Dr. Cláudio Ferreira, mas ao ler o seu texto abaixo sobre as eleições do Bombeiros, fiquei um bocado intranquilo quando termina a dizer qualquer coisa do género: virada a página, há que pôr mãos-à-obra. Será que a página está mesmo virada? Por exemplo: há, por parte dos seus adversários nesta contenda, graves acusações sobre a forma parcial como decorreu o acto eleitoral - V. era presidente interino da instituição - e nem uma palavra sobre isso? Nem tem nada a dizer sobre o facto de o Dr. Artur Melo garantir que não lhe foram facultados os cadernos eleitorais, que não pôde obter cópias, apenas vê-los? Nem tem nenhuma explicação para o facto de ter sido o único dos dois candidatos a ter acesso a uma entrevista na Rádio Marcoense? Concorda com esta actuação da RM? Quer mesmo virar a página? Ou quer, apenas, que fique tudo como está? Eu sei que não sou sócio dos Bombeiros e tenho pouco a ver com o assunto. Mas enquanto for munícipe do Marco, acho que tenho direito a ser esclarecido. E os leitores deste blogue também. Claro que pode achar que não tem nenhuma justificação a dar e está no seu direito. Entretanto, fico à espera.

Eleições BV Marco - Pedido de Divulgação de Cláudio Ferreira

Do Dr. Cláudio Ferreira recebemos o seguinte e-mail:

«Quero começar por louvar a atitude de todos os Associados, mesmo daqueles que não puderam comparecer a este acto eleitoral, por variadíssimas razões. Sabemos que era noite de Reis, jantar com a família, noite de frio e de chuva, mas penso sinceramente que a nossa Associação merece este sacrifício. Foi uma participação muito positiva –dizem os mais antigos que nunca houve uma participação tão expressiva – que demonstraram uma vontade grande de dar vida e uma nova alma a esta Instituição.

Após ter conhecimento do resultado, tive o cuidado de cumprimentar o candidato da outra lista, desejando-lhe naturalmente saúde e felicidades, e ainda, que ninguém podia dizer que saiu vencedor ou vencido. Quem ganhou foi a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.

Como sempre referi os Bombeiros Voluntários precisam de tranquilidade, união, e principalmente, apoio de todos para elevar mais alto o nome da nossa Instituição.

Virada a página… vamos por mão-a-obra!

Um abraço amigo,
Cláudio Ferreira»

Brevíssima resposta a J. Teixeira e A. Melo

Jaime Teixeira e Artur Melo respondem, no Marco Hoje, ao meu postal sobre as eleições nos Bombeiros.

Muito haveria a dizer sobre as duas respostas. Mas não quero maçá-los, razão pela qual apenas dois ou três apontamentos:

Em relação a Jaime Teixeira, para lhe dizer que o texto dele assenta em vários equívocos.

O primeiro: não sou um político, ao contrário do nosso comum amigo Artur Melo. Fiz algumas incursões breves na política em momentos concretos, sempre de forma pouco convencional e a prova de que não me converti é que estou fora da política e tenciono estar para o resto dos meus dias. Por outro lado, também não me enquadro na categoria dos analistas ou pensadores. Deixo esse papel ao Jaime Teixeira, que o desempenha muito bem.

O segundo: tenho imensa estima por Jaime Teixeira por várias razões, a maior das quais porque sei que é amigo do seu amigo. Mas é precisamente aí que começa o seu segundo equívoco. Nem mesmo na política a amizade basta, por si só, para que estejamos sempre de acordo. Fazê-lo é, aí sim, estar no domínio da política convencional que quer o Jaime, quer eu, rejeitámos. Os meus amigos sabem que eu penso assim, seja quando sou eu que estou em jogo, seja quando são eles os actores. Logo, não basta ser amigo de Artur Melo para se estar sempre de acordo com ele.

Diz, por sua vez, Artur Melo que estas derrotas, em vez de o derrubarem, lhe dão mais força para continuar. Ok. Se assim é, meu caro Artur, continua, que estás no bom caminho.

Por fim: se o processo eleitoral decorreu como narra Artur Melo no seu postal, é lamentável que tal tivesse acontecido. Espero, por isso, que accione todos os meios legais ao seu alcance para esclarecer este assunto. Creio, aliás, que deveria ter apresentado uma providência cautelar para impedir que as eleições se realizassem nos termos que indica. É que, ao contrário do que possam querer ler, eu não perco de vista o que é essencial, mesmo quando aponto erros.
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(Claro que eu poderia demonstrar, com exemplos concretos, que JT não tem razão na maior parte das coisas que afirma. Mas não vale a pena. Num momento em que estou em fase de desacelerar a minha intervenção local, não há motivo para ir por aí)