quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Médico de Família, uma espécie em vias de extinção?

A par do Lince Ibérico, praticamente extinto em solo português, uma das espécies mais ameaçadas, correndo mesmo sérios riscos de ser varrida definitivamente do mapa, é o médico de família do Sistema Nacional de Saúde SNS).
A extinção desta importante espécie, ao contrário do que se poderia pensar, não se está a verificar simultaneamente em todo o território. As zonas rurais do interior do país, em contraponto com o litoral e a imediação das grandes cidades, são os locais mais afectados. A degradação das condições do habitat (Centros de Saúde com instalações degradadas e parcamente equipadas, condições pouco aliciantes que motivem os elementos desta espécie a fazerem o seu ninho em zonas distantes dos grandes aglomerados populacionais, etc), o preconceito, muito português, de que médico de família é sinónimo de médico de segunda categoria, o aumento exponencial dos seus predadores naturais (leia-se clínicas e hospitais privados), a escassez de politicas de apoio, incentivo e motivação capazes de proteger esta espécie, são algumas das causas para o seu declínio.
Pelo que leio aqui e aqui, Soalhães encontra-se inserida na área de extinção de uma espécie de importância capital para a sobrevivência das demais.
Na verdade, os habitantes de Soalhães não estão sozinhos. Só no distrito do Porto 200 mil utentes não têm médico de família. No entanto, a este número, já de si assustador, teremos de somar os milhares de utentes que, mesmo tendo médico de família atribuído, não conseguem aceder a este em virtude de o mesmo ter abandonado o seu posto, se encontrar de licença, de baixa médica ou por outra qualquer razão.
São milhares, aqueles que, de forma involuntária, engrossam a procissão dos excluídos do SNS. Um SNS que, ao não conseguir motivar, cativar e manter os seus médicos de família, pode caminhar para o colapso. Pois, como se sabe, os Centros de Saúde representam a base da pirâmide deste.
No passado dia 31 de Agosto, o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, e a sua homóloga espanhola, Cristina Narbona, presidiram à sessão pública de assinatura do acordo de cooperação entre Portugal e Espanha para o programa de reprodução em cativeiro do Lince Ibérico, com vista ao futuro repovoamento do território português. Será que um acordo deste tipo, entre os ministros da Saúde dos dois países, não poderia ser uma solução viável para o repovoamento das serranias portuguesas com médicos responsáveis pelos serviços de saúde primários?

Prognósticos antes do fim do jogo (6)

ARTUR MELO É O MAIS PROVÁVEL... MAS SÃO VÁRIAS AS DIFICULDADES
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Atenta a tradição que existe no Partido Socialista, Artur Melo, como presidente da Concelhia local, é o mais provável candidato à Câmara em 2009. E tem feito por isso. Desde que assumiu o cargo, tem-se desmultiplicado em intervenções. Às vezes desconcentra-se do essencial, mas teve já alguns tiros bem dados.
Artur Melo enfrenta, contudo, duas dificuldades.
A primeira, é que, antes de 2009, haverá ainda eleições internas no PS-Marco e não é garantido que as ganhe. Alguns dos seus apoios poderão não se repetir. Resta saber se colherá outros e se haverá novos militantes que possam suprir esta dificuldade.
A segunda dificuldade de AM é que se arrisca a chegar a 2009 com um partido profundamente dividido por guerras internas.
Esta divisão foi já patente - com maus resultados - nas eleições em que Luís Almeida foi candidato à Câmara. Daí para cá, foi sempre a agudizar-se. Pelo caminho, Melo retirou a confiança política a Luís Almeida e removeu José Carlos Pereira da liderança do grupo parlamentar na Assembleia Municipal. O convite de Francisco Assis à sua oposição interna para uma viagem a Bruxelas, acabou por fazer estalar o verniz.
Hoje, as principais figuras do PS-Marco - pelo menos as mais visíveis - estão de costas voltadas, o que é bem patente na desintonia das posições públicas.
AM mostrou que é um homem decidido e, em vez da paz podre, optou por triturar os seus opositores, que não devem estar muito interessados no seu sucesso eleitoral.
De qualquer modo, creio que será AM o principal prejudicado pela situação. E isto, porque é ele que pretende ir a votos em 2009 e as divisões afectam-no mais do que aos seus opositores. Para ultrapassar estas dificuldades do aparelho, AM tem necessariamente que se impor fora do PS. E, para isso, precisa de correr muito.
AM tem, aparentemente, o beneplácito da Distrital do PS. Mas também é verdade que os seus opositores terão apoios entre autarcas e outras figuras da região. A situação poderá tornar-se insustentável, a prazo.
É é precisamente daqui que pode nascer a tão falada terceira via: a imposição de uma figura que possa aglutinar as várias frentes. Não será fácil a escolha. Cristina Vieira, para além de ainda ter caminho para percorrer, levantaria grandes resistências no grupo de Luís Almeida. Ainda que não consensual, só vejo um nome passível de aceitação por parte deste grupo e que AM acolheria: Nuno Lameiras, que, no entanto, não deve estar com vontade.
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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Prognósticos antes do fim do jogo (5)

Conseguirá Artur Melo - o triturador - levar a cabo o seu objectivo de ser o candidato do PS nas próximas autárquicas? Ou será que os seus opositores - o grupo da varinha mágica, também conhecido por grupo de Bruxelas, ancorado em Francisco Assis - vai conseguir recuperar espaço? Ou será que, por força dos conflitos, nascerá uma terceira via? E ela nascerá dentro ou fora do PS?
E no PSD? Se Manuel Moreira for candidato terá as mãos livres para fazer a sua equipa? E se não for candidato? O PSD vai balcanizar-se ainda mais do que o PS? E quem serão as figuras emergentes?
Respostas a não perder em próximos capítulos.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Prognósticos antes do fim do jogo (4)

LINDORFO COSTA? MONTEIRO DA ROCHA?

Na eventualidade de Ferreira Torres não ser candidato ao Marco, quem poderá assumir uma candidatura pelo CDS-PP?

Norberto Soares dificilmente poderá desempenhar esse papel. Depois de, recentemente, se ter desfiliado do partido e de se ter distanciado de do "torrismo", seria de muito mau tom que regressasse a "casa". De resto, é bem visível o seu distanciamente em relação a Lindorfo Costa mesmo nas reuniões da Assembleia Municipal, onde, não raro, Costa vota em sentido diferente do que o actual vereador vota nas reuniões de Câmara.

Lindorfo Costa será, assim, a figura emergente. Mas tem um problema pela frente: o judicial, decorrente da sua actividade enquanto autarca, cujo julgamento não tarda. Mesmo que a lei possa ainda não lhe vedar a possibilidade de uma candidatura, será sempre uma candidatura fragilizada. Uma situação que Lindorfo Costa talvez ainda não tenha ponderado devidamente. Há quem garanta que ele encara esses problemas com demasiado optimismo.

Julgo, contudo, que Lindorfo Costa gostaria de ser candidato. É um dos poucos que veste a camisola do CDS e não deixará que o CDS não tenha candidato em 2009. Do que tenho dúvidas é de que, não sendo ele, possa encontrar alguém que surja de novo para encabeçar um projecto antigo. Por isso, creio que a solução passará por lançar alguém que já tenha trajecto. E, neste caso, Monteiro da Rocha, que durante muitos anos presidiu à Assembleia Municipal e continua muito activo neste órgão, poderá ser uma solução.

Quanto a Fernando Torres, parece-me absolutamente fora de causa.

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domingo, 28 de outubro de 2007

Prognósticos antes do fim do jogo (3)

O EFEITO AVELINO EM NORBERTO E MOREIRA

Se Avelino Ferreira Torres for candidato à Câmara do Marco, o CDS fica com o problema resolvido. E Manuel Moreira fica com um problema para resolver. Honestamente, eu não sei se o actual presidente da Câmara quererá um confronto com o seu antecessor. Julgo que preferiria evitá-lo. Por todas as razões, mas sobretudo por feitio. De qualquer modo, se AFT avançar, creio que MM não estará em condições de recusar ir à luta. Diria mesmo que os marcoenses jamais lhe perdoariam que não fosse. Ficaria muito mal na fotografia e, certamente, hipotecaria o seu futuro na política.
Num cenário destes, é difícil prever resultados. As opiniões extremam-se: há quem garanta que AFT já não tem hipóteses e há quem garanta que ganharia facilmente a MM. Não ouso fazer apostas. Diria apenas que AFT não deve ser subestimado e que tudo depende, ainda, do que MM for capaz de fazer pelo Marco nos próximos dois anos.
Apenas um pressentimento: acho que este confronto nunca irá acontecer, porque um dos dois - não sei qual - não estará em jogo.
Outra questão que se levanta é a de saber qual o espaço que Norberto Soares, caso AFT avance. Tanto quanto me dizem, NS manifesta intenção de avançar, mesmo que AFT vá a jogo. Mas esta poderá não passar de uma pia intenção. É que com AFT em jogo, muitos dos apoios que NS teve em 2005 tenderão a regressar ao passado. Tenho muitas dúvidas de que se trate de pessoas com liberdade suficiente para afrontar AFT. Um problema que, de resto, também recai sobre alguns dos apoiantes de MM.
Os votos de NS em 2005 não correspondem ao seu peso específico. Importa não esquecer que NS assumiu publicamente a herança de AFT e a grande maioria dos votos que recebeu são de pessoas que gostam dessa herança. Tenho muitas dúvidas de que NS consiga impor-se num projecto independente. Acho, contudo, que faz bem em começar a marcar o terreno. Por um lado, porque se se mantiver firme, dificulta o regresso de AFT; por outro lado, porque nunca se sabe se NS, num cenário de grande confusão e de omissões, poderá acabar apoiado pelo PSD.
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Prognósticos antes do fim do jogo (2)

AVELINO FERREIRA TORRES
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Será Ferreira Torres candidato à Câmara do Marco em 2009?
Acho que devemos começar por aqui. E começar por dizer o seguinte: AFT vai tentar voltar a ser presidente da Câmara. No Marco? Em Amarante? Não tenho dúvidas de que o homem preferia ser presidente da Câmara de Amarante, mas não recusará a hipótese de voltar ao Marco. Apesar do seu declarado amor a Amarante, AFT não se deixa levar por este tipo de emoções. Pragmático, tentará onde for mais fácil e, neste momento, nem ele sabe onde será mais fácil.
Em Amarante, AFT conta com uma fragilidade: o presidente Armindo Abreu, que não tem maioria absoluta, está em fase descendente. A piorar as coisas, incompatibilizou-se com um dos seus vereadores. Maioria ainda mais curta. Não sei se este conflito terá sido urdido por AFT - o que não me espantaria -, mas não tenho dúvidas de que Torres vai cavalgar esta onda de desacerto na maioria.
No Marco, as hipóteses de AFT dependem da forma como o actual presidente se impuser. Quem está no poder tem mais hipóteses. Mas também é certo que Manuel Moreira ainda não conseguiu empolgar os marcoenses. Ainda tem dois anos para o fazer. Resta saber se vai conseguir ou não. Para o conseguir, terá de mostrar mais do que tem feito (não confundir com mostrar-se). De outro modo, arrisca-se a ser a primeira vítima da excessiva tranquilidade da mudança que prometeu.
AFT vai começar brevemente a fazer sondagens em Amarante e no Marco. Aposto. E aposto também que no primeiro trimestre de 2008 vai dar sinais e não espantaria que fosse através do futebol.
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Prognósticos antes do fim do jogo (1)

No blogue Marco Hoje, João Monteiro Lima lança-me vários desafios para que discorra sobre as movimentações nos vários partidos (e mesmo em candidaturas independentes) nas autárquicas de 2009. Vou tentar corresponder, neste jogo de "prognósticos antes do fim do jogo". E vou fazê-lo por capítulos, sob pena de tecer por aqui um lençol demasiado longo. Como é óbvio, falta ainda muito tempo para o fim do jogo, o que torna todas as previsões muito falíveis. Mas não custa tentar.
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sábado, 27 de outubro de 2007

Encontro, casual, com Luís Filipe Menezes



Encontro casual, esta tarde, com Luís Filipe Menezes. O abraço de parabéns que ainda não lhe tinha dado e meia hora de conversa de mangas arregaçadas. O populismo, a imprensa, Santana Lopes, as mudanças na direcção das comissões parlamentares, o próximo Conselho Nacional, o referendo ao Tratado de Lisboa. Menezes sabe bem qual é o caminho em cada um destes temas. No fim, já depois das despedidas, lembrou-se do Marco. Uma das expressões é irreproduzível. A outra, foi para recordar que no Marco não tinha ganho as directas. Limitei-me a encolher os ombros.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Norberto vai a votos em 2009

Contam-me que na última reunião do executivo camarário, Norberto Soares decidiu ser mais cortante do que tem sido habitual. Tanto quanto me dizem, não gostou de ser colocado sob suspeita naquilo que parece ser o desaparecimento de um processo de loteamento em Telhe (Soalhães). Mas o mais relevante não foi isto: ao que parece, Norberto terá admitido, implicitamente, que será candidato a presidente da Câmara em 2009, ao afirmar mais ou menos isto: se têm alguma coisa a apontar-me, façam-no rapidamente, para eu ter tempo de me defender. Não esperem pela última semana de campanha eleitoral.
Quem ouviu ficou sem dúvidas sobre as intenções do vereador que foi eleito pelo CDS-PP, mas que depois disso se desfiliou do partido. Tentei confirmar a intenção junto de Norberto Soares. Embora admita ter dito o que acima se transcreve, quanto à sua candidatura não confirma nem desmente.
A confirmar-se o avanço, Norberto Soares deve apresentar-se como independente. As suas ligações aos senhores do velho regime já se perderam. Em qualquer dos casos, é bem provável que volte a baralhar as contas eleitorais.
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Novos acessos


(foto de António Santana, no MarcoHoje)

Ao fim do dia desta 5ª feira, tive se dar um salto rápido a Soalhães. No regresso, decidi passar pelo Marco, para experimentar o novo trajecto que resulta da supressão da passagem-de-nível de Rio de Galinhas, obra da Refer que há muito se reclamava e que é inaugurada hoje à tarde. Fiquei contente. Pareceu-me - sublinho: pareceu-me - que na segunda rotunda a via de rodagem ficou um bocado estreita. Mas isso resolve-se, se for o caso. Já aqui deixei, há dias, a minha ideia sobre o que poderia ser feito, no âmbito desta obra, em relação à montanha-russa que corresponde aos desníveis da Av. Mota Pinto e 25 de Abril. Presumo que seja obra grande e para esperar. Enquanto tal, talvez fosse mais fácil rectificar o traçado da via que passa na Capela Velha e no acesso do ex-Lenço-das-Três-Pontas até à variante que leva a Soalhães e Baião. Não basta ter vias rápidas (mesmo quando elas são tão perigosas...): também é necessário criar bons acessos à vias rápidas.
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(Também reparei que, nos novos acessos, não se esqueceram das placas que indicam Soalhães)
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Comparações

Para quem acha que, com a eleição de Luís Filipe Menezes, a eventual recandidatura de Manuel Moreira à Câmara do Marco fica em risco, e para quem acha que a recusa da adesão do Marco ao Eixo Atlântico tem a ver com isso, é importante ler o JN de ontem. Ali, diz-se que Rui Rio pondera uma recandidatura à Câmara do Porto, com apoio da Distrital e da Concelhia do PSD e sem obstáculo da nova liderança do PSD. Ora, se Menezes aceita o seu arqui-rival como candidato à Câmara do Porto, a que propósito iria fazer diferente com a candidatura de Manuel Moreira?
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

PSD-Marco em Convenção

O PSD do Marco promove a II Convenção Autárquica, no próximo dia 27 de Outubro, às 15h00, no auditório municipal, na cidade do Marco.
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Secundária: Artur Melo ladeia a polémica e avança

Artur Melo decidiu passar à margem da polémica sobre a associação dos antigos alunos da Secundária e, pelos vistos, deu passos em frente. Sauda-se que a associação avance, embora eu preferisse que o meu amigo Artur tivesse assumido uma posição mais distante. Para evitar más leituras. Poder-se-á dizer: que se lixem as más leituras! É um ponto de vista legítimo. O problema é que as más leituras podem prejudicar o sucesso da boa iniciativa. Ou talvez não, sei lá. Afinal, quem está, está; quem não está, paciência...
Eis o que nos diz Artur Melo no blogue A Idade da Inocência:

  • A Associação já mexe!
    É verdade, vamos finalmente poder celebrar a contituição da nossa Associação. E desde já com uma surpresa: um colega nosso, também ele sócio-fundador, sensibilizado com este facto, doará uma verba de 3.000,00€, bienal, que se detinará a ajudar quem quiser prosseguir os estudos univeritários e tiver carências de ordem financeira. Fá-lo em memória de sua mãe e de uma forma anónima. Já está garantida verba para os quatro primeiros biénios e se a vida lhe correr bem, talvez mais!
    Será competência da nova direccção regulamentar este prémio, mas é sem dúvida um bom
    começo para todos nós.
    Parabéns e obrigado.

    Publicada por Artur Melo e Castro

Marco não integrado no 'Eixo Atlântico' - Comentário de José Carlos Pereira

O Dr. José Carlos Pereira deixou um comentário no post "Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular - Marco de Canaveses de fora " do Nuno Pinto que, para maior visibilidade, aqui se transcreve:

«A Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, a proposta da Câmara para adesão à Associação Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular apenas no passado dia 2 de Outubro (depois das directas de que falas, Joaquim!). Apesar de não ter ficado claro o que é que a autarquia verdadeiramente queria ganhar com esta adesão, porque falar em eventuais projectos e iniciativas de interesse para o Marco é demasiado vago, a Assembleia entendeu não se opor a essa proposta.É certo que o presidente da Câmara disse logo que não era seguro que o Marco fosse admitido à primeira tentativa, exemplificando com o caso de Penafiel, que já estava há muito tempo à espera da admissão.No entanto, se se soubesse na altura que a decisão ocorreria tão poucos dias depois, haveria por certo quem alertasse para o facto de ser demasiado curto o tempo disponível para promover a candidatura do Marco. De todo o modo, seria bom saber-se os fundamentos do parecer negativo da Comissão Executiva do Eixo Atlântico. Para clarificar, para se pôr cobro a especulações e para se aprender com os (eventuais) erros.»

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Então aqui vai a minha visão do jantar de ex-alunos

A ideia de criar uma associação dos antigos alunos da Secundária do Marco tem, pelo menos, dois anos. Foi falada, uma vez mais, no jantar do ano passado. Artur Melo tomou a iniciativa de avançar com um projecto de estatutos, de que nessa altura deu conta.
Ninguém colocou quaisquer reservas, a não ser aqueles típicas de um jantar-convívio. Foi tacitamente mandatado Artur Melo para reunir um grupo que fosse outorgar a escritura de constituição da associação, que teria, entre outros o objecto de apoiar ex-colegas em dificuldades, ou apoiar actuais alunos que se destacassem, mas que não tivessem meios para prosseguir os estudos. Por outro lado, incumbiram-me de construir um blogue, onde pudéssemos ir falando uns com os outros. No dia seguinte o blogue estava criado - A Idade da Inocência -, que não teve a adesão que se previa, mas ainda existe.
Sobre a associação, foram escritos alguns posts no blogue. Em determinada altura, Artur Melo explicou que para constituir a associação era necessário pagar cerca de 500 euros. Tenho quase a certeza de que escrevi um comentário a sugerir que os que fossem outorgar a escritura entrassem com o dinheiro, que seria cobrado no jantar que houvesse a seguir. Procurei, mas não encontro o comentário. De qualquer modo, estou certo de que cheguei a dizer isso mesmo, pessoalmente, a Artur Melo.
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No último jantar, brincando com os da minha mesa (o Azevedo, a Ludovina, o Ismael, a Olga, o Zé Carlos Pereira, O Zé Mota, a Lúcia e o Quim Mota), eu questionei: «Então o Artur não fala? Tenho que o pôr a falar...» E, olhando para a mesa de trás: «Ó, Artur, e a associação?» Ele fez-me um sinal para aguardar.
Já antes tinha brincado com outros assuntos. Quando apareceu um músico a tocar concertina, brinquei: «É, lá, se o presidente da Câmara passa lá fora e ouve música, está já aí...» Alguém me explicou que o presidente não andava pelas imediações, até que, por mero acaso, acabei por descobrir que ele estava nesse preciso momento a discursar num jantar em sala próxima. Voltei a brincar: «Bem, se ele ousa vir cá sem ser convidado, acho mal. Se ele sabe que nós estamos aqui e não se digna vir cá cumprimentar os ex-alunos da Secundária, também acho mal». Estava a ser divertido o jantar, como se vê. Boa disposição em todas as mesas.
O assunto da associação acabou por ser introduzido pelo nosso ex-professor, Dr. Rocha Marques, que explicou o objectivo. A seguir, o Artur Melo retomou o tema. Quis colocar o assunto à discussão. Como achei que o assunto já estava mais do que debatido e tive um vago pressentimento de que ia haver borrasca, sugeri que se passasse de imediato à votação. Vi rostos cerrados. Nesse momento, percebi que AM deveria ter arranjado uma justificação para não continuar à frente do projecto, o que, atentas as circunstâncias, se teria revelado mais avisado. Nesse momento, Quim Mota pediu para falar, para dizer que seria bom que fossem lidos os estatutos antes de votar. Ainda tentei explicar ao QM (ao meu lado) que esse assunto já tinha sido debatido. Mas já não valia a pena. Do sítio onde estava não conseguia ver, mas percebi que várias pessoas aplaudiram QM.
Artur Melo ficou um bocado atarantado e respondeu a Quim Mota. Em tom cordato, mas que já reflectia a crispação. O Dr. Rocha Marques decidiu intervir para tentar recentrar o assunto. QM disse que retirava o que tinha dito, mas o Dr. Rocha Marques - que saiu logo de seguida, não sei se por causa do diferendo - cortou para dizer que, retirando ou não o que fora dito, várias pessoas o tinham aplaudido.
A proposta foi a votação, ninguém votou contra, mas houve uma meia-dúzia de abstenções. As pessoas começaram a contribuir, mas houve mais algumas - para além das que se tinham abstido - que também não contribuiram.
O mau-estar estava completamente instalado. O que foi mau. De um momento para o outro, a criação da associação tinha-se transformado num assunto político. Artur Melo é, como se sabe, líder do PS-Marco. E tem oposição interna. E é oposição ao actual poder autárquico do PSD. Curiosamente, foram precisamente as pessoas que, por um ou outro motivo, não estão com Artur Melo, que, ou se abstiveram, ou não contribuiram.
Os factos são estes - sujeitos a contraditório, como é óbvio. Não tiro conclusões. Deixo-as para quem ler estas palavras. A única conclusão que posso retirar, é que cada vez tenho menos paciência para estas coisas. E duvido que volte a brincar com elas, não vá ainda alguém zangar-se por falta de sentido de humor.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Antigos alunos

Tenho pena, mas não consigo aceitar de bom grado que mesmo as mais pequenas coisas se transformem em armas de arremesso político. E tenho pena que o arremesso político se transforme em lutas pessoais.. E tenho pena que os actores políticos não saibam quando é o momento de se colocarem de lado, para não suscitarem leituras perversas. Enigmático? Talvez. Mas tudo para dizer que não correu bem o jantar dos ex-alunos da Escola Secundária do Marco, sábado passado. Claro que ninguém andou às turras, que a coisa passou, mas é importante que se salvaguarde o essencial da iniciativa. Como é óbvio, que ninguém pense que eu vou estar sequer no acto de formalização da associação dos antigos alunos - apesar de a ter defendido e de ter contribuído -, que é o que parece ter criado confusões. Mas quero dizer ao José António, à Daniela e ao Morais que podem contar comigo para o verdadeiro espírito académico. Por isso, meus caros, se no próximo ano precisarem da minha ajuda para organizarem o jantar, contem comigo. Porque, da próxima vez, não quero voltar para casa com a sensação de que o espírito se perdeu.
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PS: as próximas eleições autárquicas no Marco, a avaliar pelo que vejo, vão ser muito engraçadas. Posso comprar já bilhete para assistir?
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sábado, 20 de outubro de 2007

O pão e o circo

Quando me dizem - tantas vezes - que no Marco (em Soalhães também) se vive de festas multiplicadas, encolho os ombros. Parece que as pessoas querem assim. Mas, quando, a seguir, vejo que o PIDDAC de 2008 não reserva nada para o Marco, retraio-me. Claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Ou terá? É uma questão de concentração. Quem anda obstinado pelo "circo" sucessivo, tende a esquecer o "pão" essencial. E, depois disto, escrever missivas ao Governo não resolve coisa nenhuma. Concentrem-se, senhores, concentrem-se.
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Diz que é uma espécie de engenheiro

Leio, no Marco Hoje, um postal de António Santana, onde se diz que que está terminada a obra de supressão das passagens de nível em Rio de Galinhas. Excelente! Mas creio que se perdeu uma grande oportunidade de resolver um problema grave que está relacionado. Já repararam na montanha-russa que é a Avenida 25 de Abril e aquela que lhe é subsequente (não me recordo do nome), que passa no Tanoeiro? Com alguma visão, a construção de um viaduto a partir da 25 de Abril até ao topo da outra, "rapada" no topo, e com a elevação da rotunda que lhe fica no fim, poderia ter sido ali construída uma grande avenida, com declive aceitável. Não que eu saiba de engenharia, mas parece-me uma questão de bom senso. E, com um bocado de jeito, a Refer também pagava essa obra.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Placas e lombas

Já várias pessoas me disseram que faltam placas de sinalização de trânsito em Soalhães. Comecei por rir. Mas alguém se engana em Soalhães? Depois deixei de rir. Claro que faltam! Nós sabemos e não precisamos. Mas quem passa de fora precisa. E cada vez mais, por causa dos gps. Por exemplo: quem tem gps e marca Soalhães (centro) como destino, quando chega à rotunda é enviado para a primeira saída - para o Casalinho. E, aí, tudo pode complicar-se para sair dali.
Por outro lado: para que servem as monumentais "lombas" perto da escola primária? Para fazer "cavalinhos"? (Isto para não falar dos sinais luminosos que ninguém respeita...)
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Zero?!

Por momentos, julguei que estava a ficar vesgo. Internet a mais, pensei eu.
Porém, ao fim de quase cinco minutos, nos quais estive completamente vidrado no ecrã do computador, não consegui vislumbrar o nome do município do Marco de Canaveses na lista dos projectos e subprojectos do PIDDAC 2008 do Distrito do Porto.
Será que, por lapso informático, “transferiram” o Marco de Canaveses para o Distrito de Vila Real ou de Viseu?
Não, nestes Distritos também não consta.
Foi então que, já cansado de olhar para tantos números, descobri o mapa com os totais por Concelho.
Ora cá está! Para o Marco, o PIDDAC reserva…
Estranho!
Nada?!
Nicles?!
Rien?!
Niente?!
ZEROOOO?
Será que alguém apagou os números?
Nem um mísero Euro?
Eu sei que o Marco de Canaveses é um dos Concelhos desenvolvidos do Distrito do Porto, mas caramba: ZERO?!



domingo, 14 de outubro de 2007

Eu já tenho o meu!



O GDR Soalhães, na senda dos grandes clubes nacionais, lançou o “Kit Novo Sócio”. Este Kit, com o preço de 15 euros, inclui o cartão de sócio, um poster do GDRS, um cachecol, um emblema do clube (na caixa, julgo que por lapso, a este emblema é dada a designação de galhardete), vales de desconto em diversos estabelecimentos comerciais e um guia de vantagens em ser sócio do GDRS.
Na caixa do Kit Novo Sócio uma frase sobressai: “Vamos tornar o GDRSOALHÃES o MAIOR CLUBE DO CONCELHO!”. Ora, com esta brilhante acção, a direcção do GDRS demonstra que, pelo menos no campo do espírito de iniciativa, da organização, da originalidade, da vontade de singrar pelos próprios meios e do marketing, ganha por cabazada a grande parte dos emblemas do município.
Por tudo isto, o GDRS está no bom caminho para conseguir os seus intentos, tanto mais que, e é com tristeza que o escrevo, o FC Marco, esse potente aspirador de antigos orçamentos municipais, já ficou para trás.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

As facções (V)

A avaliar pelo que escrevo abaixo, sobre ranchos folclóricos, não tarda nada e a entrada do GDRS nos distritais de futebol, vai animar a criação de novos clubes. Outra vez a política partidária? Parece que andam por aí alguns descontentes com os resultados. Isso é o pretexto para tudo. Mas, vejam bem: não seria melhor conjugar esforços para que Soalhães tivesse um campo onde a equipa de todos pudesse jogar para todos?
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As facções (IV)

Soalhães é uma freguesia grande, eu sei. Mas será que se justifica que tenha 3-ranchos folclóricos-3? Não seria melhor conjugarem esforços e sabedoria para fazerem 1-rancho-1 melhor? Ou também tem a ver com política?
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As facções (III)

Há quem desminta e há quem não e não há quem queira explicar. Mas uma coisa é certa: o núcleo duro que geria a Casa do Povo de Soalhães dissolveu-se. E eles que eram tão unidos! Terá isto a ver com a Casa do Povo, ou é a política partidária a funcionar? Espero é que as divergências não prejudiquem Soalhães.
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As facções (II)

E também vou sabendo, aqui e ali, que Cristina Vieira espreita a hipótese de ser candidata do PS à Câmara, em 2009, como forma de ultrapassar as divergência no PS-Marco. Más línguas, certamente... É que, aqui, terá duas facções contra ela.
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As facções (I)

Tanto quanto vou sabendo, aqui e ali, há uma facção do PS que se prepara para fazer a vida negra a Cristina Vieira, nossa presidente da Junta eleita pelo PS. A mesma facção que esteve na primeira linha de apoio à autarca nas eleições de 2005. Talvez isto justifique as movimentações a que Nuno Pinto se refere, em postalagem mais abaixo.
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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ainda sobre as votações

Repare, NP, no que as coisas dão. Antes de eu ter dito o que disse sobre as votações desta natureza, o presidente da Câmara avançava com um (des) confortável "suficiente". A partir do momento em que a questão foi aqui levantada - e se anotou que as pessoas podiam votar todas as vezes que quisessem -, o homem passou a ser maioritariamente "péssimo". O que, confesso, é injusto, mas, confesso também, bem melhor do que o anódino "suficiente", porque não há nada pior do que o rótulo de "suficiente". "Suficiente" não é nada em política. Um "suficiente" é, quando muito, um coitado.
Qualquer pessoa pode entender que, no papel de presidente da Câmara do Marco, seria capaz de fazer mais e melhor do que o Dr. Manuel Moreira. E, sobretudo, qualquer pessoa pode entender que faria diferente. Mas é um absoluto exagero dizer que ele é um péssimo presidente da Câmara. Logo, da mesma forma que nos blogues existem os "profissionais" dos comentários, também existem os "profissionais" das votações. E são eles que desvirtuam o sentido de uma auscultação de opiniões, porque, no seu afã, não lhes interessa se estão ou não a votar em consciência - basta-lhes sentir que estão a agir como se fossem uma claque de um clube de futebol.
É esta a minha reserva em relação a este tipo de iniciativas. Mas faz bem em levar a palco a Dr. Cristina Vieira. Já agora, comem todos por igual. Claro que não votei na anterior e também não vou votar agora. Mas arrisco a avançar que o resultado vai ser parecido, porque os votantes serão porventura os mesmos.
Aquilo que eu gostava mesmo, era que os votantes dissessem o que pensam, nome por baixo e com posição justificada. Mas eu sei que isso é um bocado mais difícil. É pena.

Inquérito TMQ - Balanço da actuação da Dra. Cristina Vieira na Presidência da JF Soalhães.

Completam-se hoje, 9 de Outubro, dois anos após o acto eleitoral que levou os actuais órgãos autárquicos ao poder.

Depois da Presidência da CM Marco de Canaveses chega a vez de ouvir os nossos leitores sobre a actuação da Dra. Cristina Vieira na Presidência da JF Soalhães.

A votação estará disponível até Domingo, dia 4 de Novembro.

Para votar basta procurar o inquérito disponível nesta página, que se encontra no fundo da barra de lateral da esquerda.

Participe opinando!

Esclarecimento: Este inquérito não pretende ser nenhuma sondagem sustentada em critérios cientifico/técnicos, mas apenas um reflexo aleatório da opinião de quem livremente quiser participar. Assim, confinemos a análise do resultado a todas as condicionantes aqui colocadas. A opinião dos Contribuidores TMQ é independente de qualquer tendência revelada pelo inquérito. Administrador TMQ

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Inquérito TMQ - Balanço da actuação do Dr. Manuel Moreira na Presidência da CM Marco de Canaveses - Resultados



Como classifica a actuação do Dr. Manuel Moreira na Presidência da CM Marco de Canaveses?

Excelente - 5%

Muito Boa - 2%

Boa - 7%

Suficiente - 24%

Medíocre - 19%

Má - 5%

Péssima - 34%

No total registaram-se 107 votos. Obrigado aos que se manifestaram.

Esclarecimento: Este inquérito não pretendeu ser nenhuma sondagem sustentada em critérios cientifico/técnicos, mas apenas um reflexo aleatório da opinião de quem livremente quis participar. Assim, confinemos a análise do resultado a todas as condicionantes aqui colocadas. A opinião dos Contribuidores TMQ é independente de qualquer tendência revelada pelos resultados do inquérito. Administrador TMQ

domingo, 7 de outubro de 2007

?

Alguém sabe dizer-me como ficou o jogo Soalhães-Croca?

Tâmega melhor

Fui ao lançamento da primeira pedra da obra de reabilitação das margens do Rio Tâmega, na zona de Canaveses. Um dia importante para o concelho, sobretudo quando está prometido que a obra vai estar pronta em Julho de 2008. Dei os parabéns ao Dr. Manuel Moreira. Não porque ele sabe tocar bombo, mas porque aquela obra emblemática arrancou.
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ADENDA: a notícia do JN desta segunda-feira:
  • A construção do Parque Fluvial do Tâmega na entrada sudoeste da cidade do Marco de Canaveses, teve, anteontem, início simbólico com o lançamento da primeira pedra e assinatura do auto de consignação da empreitada, no valor estimado de 1,4 milhões de euros. A obra é uma das bandeiras eleitorais do presidente da Câmara, Manuel Moreira, que se desdobrou em contactos para recuperar um velho projecto, readaptando-o a tempo de o candidatar a fundos comunitários. Aliás, o projecto inicial tinha já recebido apoio governamental, aquando da assinatura do Pacto Territorial de Desenvolvimento para o Baixo Tâmega, despachado pela então ministra do Planeamento do Território, Elisa Ferreira, no Governo de António Guterres, mas o dinheiro, se entrou na Qutarquia, terá sido desviado para outros fins. De lá para cá o projecto caiu nas calendas gregas. E nem os cartazes em véspera de eleições, de quatro em quatro anos, serviu de impulso para que a obra arrancasse. Assente em três pólos de atracção, o Parque Fluvial do Tâmega contará com fluvina, centro náutico e restaurante, plataformas para pesca desportiva e eventos culturais e bares. Num cenário de rara beleza enriquecido pelas igrejas de S. Nicolau e Santa Maria de Sobretâmega, em cada uma das margens do rio , a zona ribeirinha e principal entrada no Marco de Canaveses sairá enriquecida com o projecto. "O lançamento da primeira pedra constitui um marco importante, é o primeiro passo num futuro melhor que desejamos para a nossa terra, criando uma imagem de maior qualidade e dignidade à mais importante porta de entrada na cidade do Marco de Canaveses", explica Manuel Moreira. Segundo o caderno de encargos, a obra terá um prazo de um prazo de execução de 12 meses. António Orlando

sábado, 6 de outubro de 2007

AINDA BEM QUE JÁ HÁ GPS...

Há dias, um médico meu amigo, precisando de se deslocar a Soalhães, para ver uma casa antiga que estaria á venda, pediu a minha ajuda para lhe explicar o caminho a seguir.
-"É muito fácil... segue a A4 até á saída para o Marco de Canaveses e depois chegado aí, é só seguir as placas que indicam Baião. Terá forçosamente que passar por Soalhães".
Despedimo-nos e passados alguns minutos, tomei consciência da aberração que acabava transmitir a esse meu amigo, que nada comentou, mas deve ter pensado que Soalhães deveria ser uma "aldeola" nos confins do mundo. Por momentos, parei para refazer mentalmente este percurso e foi aí que tomei consciência da aberração que vos falava. Senão vejamos :
Chegados á entrada do Marco e passada a Ponte de Canaveses, a primeira placa indica-nos á direita "Marco de Canaveses" e em frente, Baião e Tabuado.
A minha informação estava certa : "seguir as indicações de Baião"...
Mas, aqui começa a aberração, o ridiculo e a minha revolta.
Tabuado ? Mas que eu saiba, Tabuado é uma freguesia do Marco, tal como o é Soalhães. Então o que terá de tão mais importante esta freguesia, que Soalhães não tem, para ter
honras de figurar nas placas indicadoras de localidade? Talvez mais á frente, pensei...
Mais á frente, a minha informação continuava certa : "seguir as indicações de Baião"...
Mas aqui, a minha revolta acentuava-se .
Não bastava, que continuassem a existir indicações de "Tabuado" (o que até está correcto), mas pasmem meus caros amigos, agora acrescentava-se a indicação de "Rio de Galinhas"... de SOALHÃES nem sinal...
Rio de Galinhas, que também é uma freguesia do Marco e também com direito a honras de figurar nas placas indicadoras de localidade...o que também está certo.

E a saga continua :
Alguns metros á frente, um "reforço" da informação, não fosse o incauto automobilista, passar sem reparar que tinha uma saída para duas freguesias do Marco de Canaveses : Tabuado e Rio de Galinhas... mas de SOALHÃES nem sinal !
E o mais curioso disto tudo, é que Soalhães é a freguesia com maior área (24,03km2), sendo que Tabuado tem 6,83km2 e Rio de Galinhas 2,1km2.
E no que diz respeito á população residente, Soalhães tem 3.817 (a 2ª freguesia mais populosa), Tabuado 1.389 e Rio de Galinhas 1.838 habitantes.
Finalmente, a tão almejada placa indicadora de "Soalhães".
Mas se repararem bem, as minhas indicações continuavam certas : "seguir as indicações de Baião"...
Mas aqui não tinha nada que enganar, pois a barreira de cimento, não deixava outra alternativa que não fosse virar á esquerda com Soalhães alguns metros adiante, bem á vista e sendo assim, podiam ter poupado uma placa, ou talvez alguma tinta, para escrever "Soalhães". Bastaria seguir a estrada , pois aqui não dá muito jeito seguir em frente , sob pena de bater no muro de betão. Sinceramente, é ridiculo e acima de tudo revela falta de respeito pela maior freguesia do Concelho.
Senhor Presidente da Câmara, Senhora Presidente da JF, Senhores Deputados Municipais , todos eleitos TAMBÉM com os votos dos eleitores de Soalhães, é tempo de junto das entidades competentes, fazerem ouvir a vossa voz, (que os eleitores vos deram)para que seja corrigida esta lamentável aberração .
Talvez, Senhores Deputados Municipais, consigam arranjar um tempinho no intervalo de uma animada sessão, para debate de "coisas tão importantes" como "lavar o passado" com as mudanças na toponímia da cidade ou do nome do Estádio Avelino Ferreira Torres, para encontrarem soluções para resolução de assuntos de "somenos" importância, como este de dar visibilidade igual a todas as freguesias. Apesar de eu saber que todos, do Senhor PC, á Senhora PJF e aos Senhores DM, sabem o caminho para Soalhães (quando mais não seja na altura das eleições), há outras pessoas como o meu amigo, que não sabia. Mas acima de tudo, é a dignidade que Soalhães e o seu povo merecem.
Tenham paciência... e desculpem qualquer coisinha...
Ainda bem que já há GPS...

IMAGENS DA MINHA TERRA (36)

Bela imagem esta : uma obra quase perfeita...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

PARA MEDITAR-2...

"Nunca ande pelo caminho trilhado, pois ele conduz somente até onde os outros foram."
Alexandre Graham Bell

PARA MEDITAR-1...

"A única pessoa que pode mudar de opinião é aquela que tem alguma".
(Edward Westcott)

PARA MEDITAR...

"Quando apontares um dedo, lembra-te de que há três dedos virados para ti".
(Provérbio inglês)

Leonor e o Marco

Como provavelmente repararam, não engrossei o coro dos que ficaram indignados com o texto de Leonor Pinhão, no Correio da Manhã, sobre o facto de o Marco ser a terra de Carmen Miranda e o resto não interessa, porque são as ruas, avenidas, estádios, bustos e coisas que tal de AFT, ao jeito terceiro-mundista.
Confesso que não tenho qualquer espécie de consideração especial pela senhora, nem pelo seu ar de aparência calculadamente mal lavado, menos ainda pela seu estatuto de spin doctor de alternadeiras ressabiadas, guionista de filmes underground e por aí. Mas, ainda assim, tendo a dar-lhe razão em algumas coisas. Vejamos. É claro que o Marco é muito mais do que relata LP. Mas também me parece claro que a imagem que o Marco tem no exterior é aquela que LP dá no Correio da Manhã. O que eu já sofri por causa disso! E, sendo assim, a culpa não é de quem nos olha - é de quem é do Marco, é de quem deixou que essa imagem do Marco passasse. É de todos nós.
Filhos ilustres do Marco que desmentem a tese de LP? Está bem. Então, em vez de fustigarem LP, mostrem que a senhora está enganada. Não gritando que ela está enganada. Mas provando-lhe que ela está enganada. E isso é que é tarefa difícil.
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(Célio: não lhe perguntei, mas estava capaz de jurar que o José Carlos que comenta a notícia do CM não é o teu primo).
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Daqui a pouco dizem que culpa é minha

No blogue Marco Hoje, o meu amigo Jaime Teixeira pronuncia-se sobre o diferendo que anda no PS do Marco e, pelo caminho, vai dizendo que eu, no caso concreto - como em muitos outros - fui provocador. É verdade que nestas coisas da política sou um bocado provocador e já o reconheci em coisas que escrevi. E mais refinado com a idade, como já me disse o nosso presidente da Câmara.
Mas engana-se Jaime Teixeira no caso concreto. E tenho a certeza que qualquer dos implicados na contenda pode confirmar isso mesmo, que não houve da minha parte qualquer intuito de provocar o que quer que seja, a não ser uma clarificação de posições. Por um lado, pretendi que José Carlos Pereira explicasse publicamente as razões que o levaram a sair da sala no momento da votação sobre a retirada do nome de AFT do estádio, como efectivamente - bem ou mal - explicou; em segundo lugar, pretendi que a situação fosse clarificada no PS, o que parece que não vai acontecer, pelo que temo que episódios do género venham a repetir-se no futuro.
E por que o fiz? Não, seguramente, para fomentar a discórdia. Pelo contrário. E, também aqui, qualquer um implicados pode confirmar que até tentei evitar que as dissenções chegassem onde chegaram. Se qualquer um deles quiser explicar o sentido do que aqui escrevo, fica desde já autorizado.
E tentei evitar esta situação, porquê? Não apenas porque sou amigo dos divergentes, mas porque sempre achei que a luta política não devia toldar as relações pessoais, do mesmo modo que não de deve fazer política por causa das questões pessoais. Por outro lado - bem ou mal -, também acho que o Marco tem tudo a ganhar com um PS forte e com um PSD forte. Este é o nosso seguro de vida, esta seria a garantia de que estamos a caminhar para sermos uma terra normal. Se o PSD e o PS forem fortes no Marco, estaremos mais a salvo de derivas de outras paragens, o que, não tendo nada a ver com os outros partidos, tem a ver com outras pessoas.
Creio, por outro lado, que tive uma posição bastante equilibrada nesta matéria. Acho que os meus amigos desavindos têm todos as suas razões, mas que todos poderão acabar por perdê-las se continuarem assim. E creio, também, que no meio de todos eles haverá outros que não resistem a uma intrigazinha pela calada, que em nada os ajuda.
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(Quero dizer, ainda, ao JT o seguinte: o facto de eu ter deixado o Marco Hoje com o argumento - um deles - de que estava cansado da política no Marco, não significa que tenha deixado de observar a política local e de a comentar de vez em quando. De vez em quando. Como, aliás, tentei fazer a partir de certo momento no MH, já depois de deixar o leque de colaboradores regulares, o que não correu bem. No MH, eu sentia-me na obrigação de andar a carregar o piano, porque tinha o meu nome demasiado associado ao blogue. Aqui, sou um mero colaborador, com a graça de nem sequer ter poderes de administrador, o que é bom).
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A explicação do Dr. José Carlos Pereira

O Dr. José Carlos Pereira deixou um comentário no post "A explicação que José Carlos Pereira nos deve" do Dr. Coutinho Ribeiro, que pela sua importância e para maior visibilidade aqui se transcreve:

«Tal como tinha aqui anunciado, junto a declaração que foi lida, a meu pedido, no início da reunião de ontem à noite da Assembleia Municipal. É tudo quanto pretendo dizer sobre o facto de me ter ausentado da sala no momento da votação de uma proposta de mudança de nome do Estádio do município. Não me parece que deva trazer para o domínio público avaliações de comportamento pessoal e político, e até de carácter, que enquadraram a minha atitude.


“Na última reunião ordinária, realizada no passado dia 28 de Setembro, ausentei-me da sala no momento da votação de uma proposta sobre o nome do Estádio do município. Tratou-se naturalmente de um gesto deliberado, mas que procurei assumir com a maior discrição possível.

No entanto, como esse facto deu azo a interpretações nos órgãos de comunicação social e pode ter causado dúvidas no espírito de algumas pessoas, devo esclarecer o plenário e os marcoenses em geral que a minha ausência da sala se deveu, em primeiro lugar, ao facto de essa proposta do Grupo Municipal do PS ser do meu inteiro desconhecimento. Com efeito, apesar da mesma ter sido pré-anunciada nos jornais, não me foi permitido discutir a proposta ou sequer tomar conhecimento do respectivo teor. Nessas condições, julgo que todos compreenderão os fundamentos da minha atitude.

Por outro lado, não tenho duas caras nem duas palavras. Em Dezembro de 2005, redigi uma proposta, subscrita pelos membros do Grupo Municipal do PS e apresentada pelo seu actual líder, na qual se propunha “a criação de uma Comissão Municipal de Toponímia, com o objectivo de proceder a uma revisão geral da toponímia municipal e dos topónimos dos equipamentos municipais e definir os princípios gerais que vão determinar a escolha de novos nomes para o futuro.” Dizia-se então que, apesar de se tratar de uma competência da Câmara Municipal, o Grupo Municipal do PS entendia “que a toponímia do concelho deve ser um elemento consensual e agregador e retratar o reconhecimento generalizado dos marcoenses em relação a determinadas personalidades e entidades, deixando de estar subordinada a vontades e interesses particulares. À semelhança do que acontece em outros municípios, este órgão consultivo deve ser composto por personalidades de reconhecido mérito na vida do concelho, indicadas pelos partidos com assento nos órgãos autárquicos.”

Esta posição foi reafirmada numa minha intervenção no período de antes da Ordem do Dia da sessão de 29 de Junho último e nunca mereceu quaisquer reparos no seio do Grupo Municipal a que pertenço. Por esse facto, não tendo as propriedades de um cata-vento, não poderia ter agora uma posição diferente da que sempre defendi, contribuindo ainda por cima para sujeitar a Assembleia Municipal a fazer uma votação sem qualquer poder vinculativo.

Não me revejo, nesta matéria, em deliberações conjunturais, tomadas a pensar em casos concretos e individualizados. Aliás, por que razão a Câmara substituiria o nome do estádio do município e deixaria intacta a designação de algumas ruas e avenidas, do pavilhão desportivo, do auditório municipal e de outros equipamentos do concelho?

Julgo que as pessoas que acompanham a minha acção política sabem que jamais defenderia a atribuição do nome de certas personalidades a quaisquer arruamentos ou equipamentos municipais. Por isso, apresentei no mandato anterior, com outros deputados, declarações de voto em oposição a que fossem incluídos nos roteiros toponímicos do concelho os nomes de personalidades que se encontravam ainda no desempenho de cargos públicos e em plena actividade, dizendo que a consagração do nome de uma personalidade no roteiro toponímico deve ser, pelo contrário, a homenagem a uma carreira terminada e amplamente reconhecida pelas populações.

Continuo a pensar da mesma forma e contribuirei, naquilo que me for possível, para que a autarquia adopte princípios gerais em matéria de toponímia que permitam construir consensos e corrigir deliberações tomadas num passado recente e que não prestigiam a nossa terra.


José Carlos Pereira
Deputado independente eleito pelo PS” »

E agora?

José Carlos Pereira teve a amabilidade de me enviar um e-mail com a declaração que ontem fez na Assembleia Municipal, a justificar o facto de ter abandonado a sala quando foi votada a proposta apresentada pelo PS - ou por alguém do PS, vá-se lá saber... - sobre a questão do nome do estádio municipal. O que diz na declaração é o mesmo que já me tinha dito. Acrescenta que enviou o texto, em comentário, para o TMQ. Ainda não consegui ler o comentário aqui, mas também acho que não devo colocar aqui o e-mail, porque não sou o administrador - que hoje deve estar de folga... :-). Depois de ler o e-mail, fiquei a pensar o mesmo que pensava antes. Com uma agravante: depois do que está dito, parece-me que só há uma de duas saídas: ou Artur Melo (líder do PS-Marco e autor da proposta) retira a confiança política a JCP, como já fez a Luís Almeida, ou JCP abandona, por sua iniciativa, o Grupo Municipal do PS que, pelos vistos, não o ouve em questões fundamentais. Ou haverá outra solução?
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

RECADO A D.LEONOR PINHÃO - 2

Pude agora verificar que parte do meu comentário ao assunto em causa, que escrevi no Correio da Manhã, não foi publicado. Parece que o´"lápis azul" ainda vai funcionando discretamente. Para que conste, o texto original é o que consta no meu post anterior. Mais uma vez (e agora para o Correio da Manhã) , LAMENTÁVEL...

RECADO A D.LEONOR PINHÃO

Apesar de andar um pouco ausente deste blog, por razões profissionais, que me têm obrigado a algumas viagens consecutivas, não posso deixar de diáriamente dar uma "espreitadela" ao que aqui se vai escrevendo. E nesse contexto, não poderia de modo algum, ficar insensível ao post do NP sobre a "opinião" da D.Leonor Pinhão.
Tenho visto neste blog esgrimirem-se opiniões sobre a toponimica da cidade e sobre esse assunto também tenho a minha opinião, que logo que possível expressarei.
Mas neste caso não poderia deixar de dar um "recadinho" á D.Leonor. Fi-lo no local próprio, ou seja na secção de opiniões do Correio da Manhã, para que lhe cheguem os ecos da revolta dos Marcoenses indignados. Apelo a que façam o mesmo. Já lá existe um "recadinho" do José carlos, que será creio eu, o meu primo José Carlos Pereira. Apelo a que mais gente do Marco e de Soalhães em particular o façam. Eu fiz a minha parte :

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=260169&idselect=93&idCanal=93&p=200
Exma Sra D.Leonor Pinhão,
Marco de Canaveses é a terra de Carmen Miranda... mas "o resto" é bom "que se saiba". Marco de Canaveses não é só AFT, nem sequer é AFT. Marco de Canaveses é muito mais. Pena que a D.Leonor Pinhão se debruce sobre o acessório e esqueça o essencial. Deverá ler mais sobre a história do Marco, suas gentes e filhos ilustres. Da minha parte, só um comentário : Lamentável...

Célio Soares

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

PSD: sobre o excesso de formalismo

Quem votou no Marco nas directas do PSD, foi confrontado com a exigência da apresentação do bilhete de identidade ou do cartão de eleitor. Parece-me um enorme exagero. A secção de voto era composta por uma mesa e tinha representantes de ambas as candidaturas. Vejamos o meu caso, por exemplo: já fui candidato do PSD à Câmara, faço parte do conselho consultivo local, ambos os membros da mesa são velhos amigos e os representantes de ambas as candidaturas conhecem-me bem há muitos anos. Era escusado tanto formalismo. E não venham cá dizer-me que se trata de uma questão de lisura de procedimentos. A questão é muito simples: se alguém se apresentasse a votar e alguém - bastava que uma só pessoa da mesa ou das candidaturas - tivesse dúvidas quanto à sua identidade ou qualidade de militante, era perfeitamente compreensível que se exigisse um cartão identificativo. De outra forma, é puro excesso de zelo e coisa de burocratas. É claro que eu não levo estas coisas a mal. Mas houve quem não tivesse gostado nada de tamanha exigência, maior do que aquela que se requer para outorgar uma escritura pública.
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(Espero que o funcionamento da Câmara não reflicta este formalismo. É que, se assim for, então percebe-se melhor a lentidão autárquica)
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Lindorfo e Rocha também?

O JN diz-nos também que Lindorfo Costa e Monteiro da Rocha, duas das mais emblemáticas figuras do «torrismo», abandonaram a sala antes da votação sobre o nome do estádio. A não ser tenham boas explicações para o facto, é uma omissão que também causa a maior das estranhezas.
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EM TEMPO (2/10/08 - 15.20H): informam-me que os dois deputados referidos estavam fora da sala e não terão percebido que era a hora da votação. E que, de resto, Monteiro da Rocha até terá feito uma intervenção a defender a manutenção do nome do estádio. Fica o esclarecimento possível...

Mais logo, sobre o zelo

Mais logo, se puder, escrevo sobre o excesso de zelo que marcou as eleições para a liderança do PSD no Marco.
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Ironia infeliz

Contam-me que na última Assembleia Municipal, o deputado socialista António Machado terá tido uma saída infeliz. A ser verdade o que me contam, foi uma tirada mesmo muito infeliz. Não seria tão grave se não se desse o caso de ter ofendido uma senhora, ainda por cima vereadora. É óbvio que não vou reproduzir aqui as expressões. Seria pior a emenda que o soneto. Só quero deixar assinalado que o uso da ironia em política precisa de ser bem medida.
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A explicação que José Carlos Pereira nos deve

Este post não é sobre se o nome de Avelino Ferreira Torres deve ou não ser removido do estádio municipal. Nem mesmo sobre se o nome do autarca deve ou não ser removido de ruas, praças, e edifícios espalhados um pouco por todo o concelho. Isso é outra conversa. E poderemos tê-la um dias destes.
Este post é sobre a atitude do meu amigo José Carlos Pereira, deputado municipal independente, eleito nas listas do PS, em quem votei, como, na altura própria, revelei publicamente.
Com toda a clareza, impõe-se que clarifique: JCP é o melhor deputado municipal da actual Assembleia. Tem um pensamento estruturado, tem calo político, é combativo, é frontal e, sobretudo, estuda bem as matérias em discussão. E é por tudo isto me espanta que, sexta-feira passada, tenha optado por abandonar a sala quando se votou a proposta - apresentada pelo PS - para a remoção do nome de AFT do estádio municipal. Aliás, espantou-me a mim, e a muitas outras pessoas. Mas, nesse caso, estou em vantagem: a mim, já se explicou. Concordo com parte dos argumentos e discordo da maioria. Importa, agora, que se explique aos demais eleitores.
Não vou, obviamente, relatar aqui o que JCP me disse sobre o assunto. Foi uma conversa privada. Leio, todavia, que a notícia do JN sobre o assunto (um pouco abaixo), alude às divergência políticas entre Artur Melo - promotor da proposta - e JCP e o vereador socialista Luís Almeida. Não andaremos, por isso, muito longe se se disser que o atitude de JCP é uma consequência directa dessas divergências e, provavelmente, do processo que a proposta seguiu até ser apresentada.
A ser assim, gostava que assim não fosse. Preferia que o prestigiado deputado municipal tivesse votado e votado conforme a sua consciência, independentemente de concordar ou não com o processo que levou à apresentação da proposta. Ou, então, se achava que tinha motivos para não votar, que os tivesse explicado logo ali.
JCP fez o pior que podia ter feito: ao sair da sala sem qualquer explicação, colocou a cabeça a jeito para todas as especulações, até as mais disparatadas. Gostaria, por isso, que o meu amigo JCP esclarecesse rapidamente este assunto.