sábado, 30 de junho de 2007

Activada a moderação de comentários no TMQ

Por decisão do administrador deste espaço foi activada a moderação de comentários neste espaço.

Assim antes de ser publicado qualquer comentário este estará sujeito a aprovação do Administrador TMQ.

Perde-se um pouco da interacção do espaço, bem sei, mas ganha-se na responsabilização das opiniões que aqui se publicam, evitando-se assim problemas futuros.

Conjuntamente com a activação da moderação de comentários foi dada a possibilidade de serem efectuados comentários anónimos que podem ser usados por quem não está inscrito no Blogger ou queira, por alguma razão, manter o anonimato.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

II Feira Cultural de Soalhães - 25 a 27 de Maio de 2007 - As imagens

Foi-nos solicitada, pela Dra. Cristina Vieira, Presidente da JF de Soalhães, a publicitação no TMQ das fotos das diversas actividades que compuseram a II Feira Cultural de Soalhães.

Eis algumas das fotos que nos foram enviadas:

terça-feira, 26 de junho de 2007

Divertido

Estou divertidíssimo com a polémica que o meu amigo Jaime Teixeira (Marco Hoje) desencadeou, esta noite, na blogosfera local, a propósito da "contratação" que este blogue fez quer do GR (a O Escudo), quer de mim, de lado nenhum, uma vez que continuo nos sítios onde estava: n' O Anónimo (pouco, nos últimos dias), no Incursões (ainda menos) e no Marco Hoje (há praticamente um ano como colaborador eventual). Percebo o Jaime: o MH anda um bocado anémico e ele vê-se a braços com o "menino". Logo depois, vejo o AM (de O Escudo) a entrar no debate.
Não imaginam como fico contente. Não pelas referência pessoais que me fazem. Mas porque em meia dúzia de dias conseguimos mostrar que os de Soalhães não são apenas os que mataram e queimaram ou os que invadem campos de futebol. Também temos jogadores apetecíveis por equipas maiores.
Ora tomem lá!
  • ADENDA: Já estava deitado e vim aqui, agora em tom mais sério, fazer um esclarecimento. Quando iniciei os blogues no Marco, com o Marco2005 e, depois, o Marco Hoje (e mais tarde com o malogrado A Idade da Inocência), houve quem dissesse que eu tinha uma "agenda secreta" que passava por uma recandidatura à Câmara do Marco, depois de um primeiro ensaio em 2001. Creio que a realidade acabou por esclarecer o assunto e que, hoje, já ninguém pensa nisso. Mas com a polémica que agora se instala, espero que ninguém se lembre de pensar que participo neste blogue a pensar nas eleições para a Junta de Freguesia de Soalhães. Podem estar sossegados! Não que eu não tivesse muito orgulho em sê-lo, porventura até mais do que em ser presidente da Câmara do Marco, que - quem me conhece sabe - nunca fez parte dos meus planos de vida nem das minhas ambições. Teria orgulho, mas não faria qualquer sentido. Teria orgulho, porque eu entendo a política como uma forma de dedicação à causa pública, seja em que cargo for, desde que o faça com emoção. Não faria sentido, porque não vivo em Soalhães e entendo que há em Soalhães quem possa fazer melhor do que eu. Por isso, meus caros, a mim basta-me dar uma ideia ou outra que seja boa para Soalhães. Nem todas serão boas. Mas, entre três ou quatro inviáveis, haverá sempre uma que se aproveite.

domingo, 24 de junho de 2007

Tradição do dia de S. João

Soalhães sempre foi terra de tradições. Os festejos dos santos populares são disso exemplo. Porém, nos últimos anos, a maioria das actividades relacionadas com estes festejos não tem tido continuidade. As cascatas caíram em desuso, já ninguém salta à fogueira e não se enfeitam as ruas ou a entrada das casas. As marchas, sempre tão coloridas e alegres, depois de alguns anos de interregno, ao que tudo indica, estão de volta.
À primeira vista, pois a gente de Soalhães adora arrastar o pé, salvam-se os bailaricos. Contudo, há uma tradição relacionada com os festejos dos santos populares que, muito por culpa da salutar irreverência da juventude, nunca caiu no esquecimento. Refiro-me à noite, ou noites, das travessuras.
Na noite das travessuras (véspera do dia dos Santos Populares), hostes de jovens, mais ou menos organizados, calcorreiam a freguesia, pulando muros e cercas, procurando despojos que possam ser utilizados, por norma, no “enfeite” do pelourinho ou dos cruzeiros da freguesia. Quase tudo serve, mas a preferência vai para os vasos de plantas e as alfaias agrícolas. De facto, nem os animais domésticos escapam à “roubalheira”. Contam-se histórias de burros, cabras e ovelhas, por certo com aptidões para tocarem carrilhão, que foram atados ao sino da igreja. Por vezes, a brincadeira vai um pouco longe, e penduram-se nas árvores ou em postes eléctricos carros de bois e alfaias agrícolas, dificultando sobremaneira o “salvamento” dos mesmos.
Nesta noite de ritual, pois julgo que é disso que se trata, quem não foi diligente e precavido a arrumar os seus haveres, tem duas soluções: ou deita-se a dormir descansado e no dia seguinte, para reaver os seus pertences, vai ter de galgar a freguesia à procura dos mesmos ou, em alternativa, passa à noite acordado.
Este ano não sei o que se passou, mas estou em querer que o ritual das travessuras não deixou de se realizar.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Alterações no Executivo da JF de Soalhães - Esclarecimento da Dra. Cristina Vieira

A Dra. Cristina Vieira, Presidente da JF de Soalhães fez-nos chegar o seguinte esclarecimento via e-mail:

Bom dia,

Como presidente de Junta, quero esclarecer que o Executivo da Junta, desde do dia 15 de Junho, sofreu alterações. O Tesoureiro desta Junta, pediu a demissão, alegando "desentendimentos" com a Presidente de Junta.

Na Assembleia de Freguesia de dia 15/06/2007, por proposta minha foi substituído pela cidadã, Ana Paula Pinto, que era efectivamente a 1ª Secretária da Assembleia.Houve também eleição de um novo 1º Secretário que é agora, Orlando Serra, e o 2º Secretário passou a ser o António Barros.

Apesar de esta situação ser efectivamente pública, admito que algumas pessoas ainda não saibam, mas creio esta ser uma das noticias para a próxima edição do Jornal A VERDADE, e logicamente nas minhas intervenções públicas terei a oportunidade de apresentar esta situação aos Soalhenses.

Cumprimentos,
Cristina Vieira

Provocações bem intencionadas

Percebi, há dias, em conversa com um nosso conterrâneo, que existem conflitos entre membros do PS que estão no executivo da Junta de Freguesia. Que terá havido demissões, mas não se sabe bem. Alguém pode explicar? Designadamente as pessoas que integram o executivo? Presumo que tenha interesse para a freguesia.

Percebi, também, que há fortes divisões políticas em Soalhães, entre quem está no poder e quem esteve no poder antes.

Fica o desafio: alguém da Junta explica as alegadas dissenções, e a oposição local poderia, talvez, fazer um balanço da actividade da actual Junta. Não lhes parece boa ideia discutir as coisas com clareza e frontalidade?

Já agora: e o meu amigo Norberto Soares? Não será altura de começar a explicar em que pé é que está politicamente?

Como facilmente perceberão, eu não pretendo criar conflitos entre as pessoas. Pelo contrário: gostava era que as pessoas debatessem abertamente as suas posições e as suas diferenças. É que, no fim, vamos todos descobrir que, afinal, o que nos une é muito mais importante do que o pequeno poder.
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Acção de Limpeza no Rio de Galinhas

Recebemos da Dra. Cristina Vieira, Presidente da Junta de Freguesia de Soalhães, por e-mail o pedido de divulgação de uma Acção de Limpeza do Rio Galinhas, organizada pela Associação dos Amigos do Rio Ovelha e com a colaboração da JF Soalhães e outras Associações de Soalhães. Eis o comunicado da AARO:

Olá

No próximo dia 30 de Junho, das 9h ás 12h30 (aproximadamente) vai-se realizar uma acção de limpeza no rio de Galinhas (ribeira de Juncal).

O objectivo desta limpeza é principalmente sensibilizar as populações locais para a importância em preservar e cuidar dos cursos de água doce (ribeiras e rios) pois eles são fundamentais para a nossa qualidade de vida.

Realçamos o facto de esta acção de sensibilização ser já a 5ª acção de limpeza que se realiza no concelho de Marco de Canaveses, o que demonstra o grande nível de civismo da população marcoense. Desta vez, as entidades organizadoras são a Associação dos Amigos do Rio Ovelha (associação ambientalista), a Junta de Freguesia de Soalhães e as colectividades da freguesia de Soalhães, nas quais se contam o Grupo Desportivo de Soalhães, a Casa do Povo, o Rancho Folclórico de Quintã, o Rancho Folclórico de Ramalhais, Grupo de Jovens, escolas e Jardins de Infância, Clube de Caçadores, entre outras associações. A Câmara Municipal de Marco de Canaveses apoiará esta iniciativa com o transporte para remover os resíduos e com algum material.

Há semelhança das outras limpezas realizadas, esta incidirá principamente na remoção do lixo e resíduos que se encontrem nas margens e no leito do rio.

A organização espera que uma vez mais a população marcoense, e não só, se junte a mais esta acção de sensibilização mostrando uma vez mais que à semelhança do que se passa no resto do mundo, também aqui no Marco de Canaveses as pessoas são responsáveis e preocupadas com a preservação da natureza e a defesa do meio ambiente.

O ponto de encontro é pelas 9 horas junto à sede do rancho folclórico de Quintã, no dia 30 de Junho. No final da actividade realizar-se-á um convivio no qual a organização oferecerá uma sardinhada entre outros petiscos.

Para qualquer informação contactar para geral@rioovelha.com ou com a Junta de Freguesia de Soalhães. Contamos consigo!!

A organização, Augusto Barbosa (AARO)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Em coma?!

Para que as coisa mudem, é preciso falar nelas. E regresso aos incidentes da final da Taça do Município. Ontem, o meu amigo Eugénio Queirós, jornalista do Record, deixou este comentário no meu blogue. É claro que nós não somos este padrão e o Eugénio quando fala da Terra do Mata e Queima refere-se a todo o Marco. Mas, infelizmente, foi com Soalhães que aconteceu.

  • eugenio disse...
    Doutor, então o árbitro que foi vítima de mais um padrão cultural da terra do mata e queima só saiu do hospital esta semana, depois de ter estado alguns dias em coma?

É O APELO DA TERRA...

Meu caro Nuno, não tem que se admirar pelo facto de entre os quatro contribuidores do Blog apenas você residir em Soalhães. Não sei se o convite foi extensivo a mais residentes. Se o foi e não entraram nesta "aventura" como escrevi no meu primeiro post, talvez não seja porque não sintam vontade de o fazer, apenas como diz o nosso companheiro de aventura, Coutinho Ribeiro, o medo da exposição por vezes inibe a vontade de ir mais além. É evidente que gostaria de ver aqui outras pessoas, reconhecidos amantes dessa "terra do mata e queima" e que ao longo do tempo muito têm contribuido para o que se tem feito por essas paragens. Não citarei nomes, mas poderia fazê-lo. Quero acreditar que o tempo que tudo resolve, traga á liça outros descomplexados da escrita e amantes da nossa terra, para connosco partilharem recordações, anseios, criticas construtivas, devaneios e acima de tudo, ideias para o futuro. O facto de entre quatro contribuidores, três não residirem em Soalhães, para mim, apenas tem uma explicação. É O APELO DA TERRA...
A distância não muda as raízes. Assim como o tempo não muda os sentimentos.
Como se explica o regresso sazonal de todos aqueles que labutam noutros países ás suas origens ? É O APELO DA TERRA...
Nós, os que estamos fora, sentimos com maior intensidade a necessidade de expressar a nossa ligação ás raízes. Sentimos como ninguém o que nos parece menos bem e rejubilamos com uma intensidade maior com o que de bom vai acontecendo por aí. Já reparou que até o simples facto de termos um conterrâneo subindo na categoria dos árbitros, é mote para sentidos elogios, de pessoas que nem o conhecem ? Só que o
APELO DA TERRA é mais forte e "um dos nossos" valerá sempre muito mais que "um batalhão dos outros".
Acredito piamente caro Nuno, que o efeito bola de neve há-de acontecer. E daqui lanço o meu repto aos que aí residem, que diáriamente contactam com a realidade nua e crua, que se dispam (salvo seja) de preconceitos e comecem a fazer uso deste espaço, para nos irem dando conta a nós que estamos fora, do que por aí se vai passando. Ao Nuno, caberá por certo uma quota importante na divulgação e motivação das pessoas que têm a felicidade de continuar a viver por aí.
Soalhães, não é só história de bruxarias e facadas. Soalhães é sinónimo de muitos êxitos : Advogados, médicos, engenheiros, economistas, arquitectos, professores... muitos professores. A estes últimos lanço o meu desafio, cumpram neste local privilegiado a vossa missao social de chamar á "aventura" os contadores de histórias da nossa terra.
Este pode ser um espaço, de humor também, porque não ?
Quantas histórias de fazerem rir "as pedras da calçada" como diz o nosso povo, não estarão adormecidas nas mentes de todos nós, vividas por aí e que partilhadas aqui, seriam certamente um bom lenitivo para aproximar os que estão arredios e espicaçar os que têm medo da critica. Aqui não há espaço para criticar quem de bom grado quer contribuir. Não é um espaço de obra literária, mas de explosão de sentimentos.
Vamos a isso caro Nuno. Aos que estão fora, deixem brotar O APELO DA TERRA...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O meu estatuto editorial

Nos tempos atribulados que correm, os blogues são aquilo que os cafés eram há uns anos atrás: um sítio onde as pessoas se juntam para trocar opiniões. É uma tertúlia virtual onde se fala de tudo. E é de tudo que se deve falar. Elogiar quando se deve e criticar quando é merecido. E, nos blogues, tal como como era nos cafés, os mais visados serão sempre os agentes políticos, aqueles que têm responsabilidades na governação da comunidade. Pela minha parte, podem estar certos de que assim será. E espero ser justo.
Quem são os demais colaboradores do blogue? Em bom rigor, conheço Célio Soares, mas não sei qual o seu partido. Conheço mal, muito mal, GR, e aprendi a conhecê-lo melhor do seu "Escudo", pelo humor e pela qualidade da escrita. Não faço a mais breve ideia do espectro político em que se vê. Nuno Pinto, que já vi certamente e sei de quem é, mas nunca nos falámos, julgo, a não ser das conversas trocadas na blogosfera. Não faço a menor ideia de qual é a sua tendência política. Obviamente, não me interessa rigorosamente nada saber qual a tendência política dos meus companheiros deste blogue.
Escrevo isto como uma espécie de linha editorial. A minha: pela minha parte, este nunca será um blogue de qualquer causa que não seja Soalhães. Desiludam-se os que esperam ver nas palavras que escreverei por aqui algum tipo de conivência ou de hostilidade com quem está no poder ou com quem está na oposição, apenas pelo facto de estarem no poder ou na oposição. O interesse que me move é discutir e tentar que as pessoas discutam. Sobre a nossa terra.
Tenho praticamente a certeza de que é o espírito de todos os que aqui estão. Por isso, não há motivo para desconfianças. Os que estão agora no poder querem debater ideias? O espaço está aberto. Os que estão na oposição querem rebater ideias? Força, que é para isso que o blogue existe. Não lhes parece melhor ideia debater seriamente as coisas, com responsabilidade, com frontalidade, com elevação democrática do que o enxovalho das cartas anónimas que de vez em quando se soltam?
Ficamos à espera da contribuição dos protagonistas políticos locais. Não precisam de agradecer a amabilidade. Mas nós agradecemos. Mas não morreremos se não vierem.
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sábado, 16 de junho de 2007

ALCANÇA QUEM NÃO CANSA...

"A bodas e baptizados, só vão os convidados"
Foi com este "desafio" que me fiz convidado e eis senão quando, o repto era aceite e o convite para a "boda" estava feito. Desde já os meus sinceros agradecimentos pelo convite a participar neste blog da minha irrenegável "Terra do mata e queima" e os meus parabéns ao autor da ideia.
Espero poder estar á altura do desafio e tentar ser assiduo na escrita despretenciosa, mas sentida, sobre Soalhães e as nossas gentes. Vejo com agrado que já está nesta aventura o nosso caro Dr. Coutinho Ribeiro, meu caro amigo de infância e que me habituei a tratar apenas por Quim Manel. Vejo que já por cá passou o nosso caro Dr. José Carlos Pereira, meu primo e amigo que apenas trato por Carlos. Espero vê-lo também a ele aqui nesta aventura e outros que saibam dignificar esta terra que nos acolheu e á qual regressamos mais ou menos assiduamente, para retemperar forças e rever cantos e recantos da nossa infância e gentes que tal como nós vão vendo os anos passar.
Meu caro Quim Manel, a ideia bonita da "Idade da Inocência" não morreu, apenas tem estado em estado de hibernação, estado este que aproveitei para lhe fazer um "peeling" na tentativa de que voltem todos os que sempre acreditaram num espaço onde poderíamos recordar, sem outras pretensões que não fossem as de mantermos viva a memória ...
Mas é neste blog da "Terra do mata e queima" que agora estamos e este se bem conheço o que para todos nós significa esta expressão, (senão meu caro Quim Manel, não terias tirado desforço naquele jogo de futebol de um qualquer "desbocado" que usou a expressão), não vai sequer ter tempo para esmorecer quanto mais para hibernar.
Para saudar todos os que entraram já nesta aventura e cativar os que ainda vão entrar, eu diria tal como Miguel Torga : "Em qualquer aventura,o que importa é partir, não é chegar."
Chegar, significa o fim. Partir, significa movimento, proactividade, vontade de fazer...
Aqui fica, com um abraço para todos. Obrigado Nuno pelo convite.
Viagem
Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar."

Miguel Torga - 1962

Célio Soares junta-se a este Espaço

Célio Soares, respondeu afirmativamente ao convite do Administrador deste espaço e é desde agora um dos Contribuidores do TMQ.
Seja Bem-vindo!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Uma sugestão para o Ladário


Nasci no Ladário e passei boa parte dos meus dias de menino um pouco mais abaixo, na loja do meu avô João Coutinho, paredes-meias com o «Bairro». Na loja do meu avô, nas férias, ajudava os meus tios a aviar os fregueses, comia uns rebuçaditos, lia o jornal e os livros e fazia corridas de contra-relógio com o meu irmão, à vez, entre o fundo do «Bairro» e a loja, sob a cronometragem rigorosa do meu tio António.

Depois, fui viver para a «Rua». Pode parecer que não, mas entre um e o outro local, tão perto um do outro, havia uma enorme distância, que decorria da falta de casas de permeio. E, pouco-a-pouco, deixei de ser do Ladário e o «Bairro» tornou-se mais distante.

Depois, já não sei quando, a «Tapada» deixou de ser a «Tapada» e passou a ser o Campo de Futebol. Mesmo em frente ao «Bairro». Nenhum mal por isso. O que foi mesmo mau, foi aquele horroroso muro que ali foi construído para proteger o campo de futebol e que tornou o «Bairro» ainda mais deprimente. Para quem ali vivia e para quem ali passava. Aquele muro tapou a vista que havia para o lado de Paredes de Viadores, vista bonita como voltamos a saber agora, quando acedemos a Soalhães pela via-rápida. E o «Bairro» tornou-se cada vez mais um gueto.

Já há tempos falei com a nossa presidente da Junta, a Drª Cristina Vieira, e sugeri-lhe que era preciso fazer alguma coisa pela parte baixa do Ladário. E ela pareceu-me aberta à ideia. Não sei quais as condicionantes que existem, nem os proprietários a quem é preciso pedir colaboração. Mas tudo é possível.

E o que é possível? Acabar com o «Bairro», que não tem quaisquer condições de habitabilidade e, aliás, está praticamente desabitado. Mudar o campo de futebol para outro lado, o que, de resto, já esteve previsto. Demolir aquele muro. Construir uma praça nos terrenos que que ficam disponíveis. Uma praça grande, onde se construam casas casas bonitas, com uma magnífica vista para os montes do outro lado, o que hoje é mais fácil porque a estrada já só praticamente serve o trânsito local. É assim que se acaba com o que de Soalhães não interessa e se constrói Soalhães que interessa.

Empenhemo-nos na sugestão, se a acharem boa. E, a partir de hoje, ela deixou de ser minha para passar a ser de todos os que a vejam boa.
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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Soalhães: Datas que fizeram história (#01)

Foi no dia 14 de Junho de 1853, há precisamente 154 anos, que numa sessão da Câmara, foi proposto pelo então presidente, Dr. José Nogueira Soares Vieira, a venda da casa de foral e cadeia existente, no lugar de Eiró, do então já extinto concelho de Soalhães. O produto da venda deste imóvel, o qual, com a criação do concelho de Marco de Canaveses, se tinha tornado desnecessário, seria aplicado nas obras da nova Câmara Municipal ou da ponte de Aliviada.

(Fonte:P.M. Vieira e Aguiar (1947) ”Descrição Histórica, Corográfica e Folclórica de Marco de Canaveses” Pag. 102.

Neste episódio, um facto de realce: os fundos da venda deste imóvel, património da freguesia de Soalhães, não foram aplicados, pelo menos directamente, em prol das suas gentes. Bem sei que os tempos eram outros, mas fica o registo. Porém, algumas ideias e dúvidas, por certo tolas, de quando em quando, assaltam a minha mente:
Será que a criação do concelho do Marco de Canaveses, por Decreto de 31 de Março de 1852, terá sido a grande responsável pela letárgica hibernação, de mais de um século, da freguesia de Soalhães e das suas gentes?
O que teria acontecido a Soalhães se o concelho não tivesse sido extinto?

Um assunto ao qual, por certo, voltarei um dia destes.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

G.R. (Gregório Ribeiro) junta-se a este Espaço

O G.R. (Gregório Ribeiro) juntou-se como Contribuidor deste espaço.
Por razões pessoais a sua contribuição poderá não ser imediata, mas nós pacientemente esperaremos.
Seja Bem-vindo!

Vamos lá, então, ver quem gosta de Soalhães



Descobri o Terra do Mata e Queima num momento de pousio. Andava, ainda, o Dr. Nuno Pinto a fabricar a coisa e apanhei-o em plena laboração. Fiquei atento. Um blogue sobre Soalhães, ainda por cima com o nome de Terra do Mata e Queima é sugestivo - é o mais fundo que há nos habitantes de Soalhães (não digo soalhenses, porque acho que é soalhanenses, mas não tenho a certeza, mas, agora, teremos que apurar isso, por causa do rigor. Porque, para além disso, não gosto que o Dr. Manuel Moreira, nosso egrégio presidente da Câmara diga que nós somos de Sólhães - e digo isto sem qualquer maldade). Num repente, recebi um convite para colaborar. Aqui estou. Com todo o gosto. E, como é claro, com todo o empenhamento. Fico com curiosidade para ver quem são os de Soalhães que vão aderir. O GR - espero - não tarda aí. Outros virão. Os que gostam de Soalhães, do nosso canto entre o Marco e Baião. Da raíz. Dos que não querem nada, a não ser que Soalhães ande e não se estrague. Que tenha luz própria. Que tenha duas "ruas", que sempre foi o meu objectivo (mais tarde explicarei melhor a ideia). Que possa ser o recanto da montanha do Concelho.
Diz o GR que a Terra do Mata e Queima ficou por causa de Santareno. Tenho dúvidas. Acho mais que foi o acaso. Por exemplo: há muitas crianças desaparecidas, mas só uma conta: Maddie.
Com Soalhães deve ter acontecido uma coisa do género. Hoje já não custa muito, mas lembro-me bem que, há muitos anos, num torneio de futebol inter-freguesias, em que eu jogava (?) por Soalhães, contra Fornos, saí do Campo da Tapadinha, a meio do jogo, para dar um estalo num rapazola que esteve de princípio a fim a chamar-nos Mata e Queima. Acho que fui irradiado ou coisa parecida, porque não voltei a jogar futebol, o que não deve ter tido influência no resultado final, até porque perdemos, salvo-erro, po 15-1.
Vejo, caro NP, que refere o livro de António Pereira Coutinho e Guilherme Pinto na apresentação do blogue. Presumo que saiba que APC era meu tio, advogado e professor, pouco mais que meu irmão mais velho e que já cá não está. O Guilhermo Pinto, meu amigo e colega em Coimbra, que foi estagiário de APC, é hoje o presidente da Câmara de Matosinhos.
Vamos a isto.
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Dr. Coutinho Ribeiro junta-se a este Espaço

Em fase de lançamento e querendo fazê-lo em bases sólidas o Terra do Mata e Queima começa a ter novos interessados. O Dr. Coutinho Ribeiro juntou-se como Contribuidor deste espaço.
Seja Bem-vindo!

Comentário ao 'Post' 'Missão Impossivel?', pelo G.R.

Olá!

Nuno, antes de mais quero saudar-te por esta bela iniciativa. Espero que tenha sucesso.

Como diz o CR, o blog "tem um bom nome, uma catarse, um nome de que não temos que envergonhar-nos, porque vale o que vale." Na verdade, outras terras deram à luz crimes tão ou mais hediondos e brutais e mesmo assim não foram brindados com um estigma, aparentemente, tão doloroso. Melhor, o crime que tanta (má) fama deu a Soalhães, e por arrasto ao Marco de Canaveses, muito embora seja um crime terrível, não foi um acto de violência brutal e gratuita. O crime de Soalhães, ao contrário da maioria dos crimes com que somos confrontados hoje em dia, não foi movido pelo ódio, pela ganância, pela malvadez, pela vingança ou pela perversidade. As motivações do “nosso” crime foram a simplicidade, a ignorância, o analfabetismo, a crendice e a ingenuidade.

A meu ver, a marca "Terra do Mata e Queima" só perdurou no tempo graças ao Bernardo Santareno e ao seu "Crime da Aldeia Velha". Esta obra, assinalada e distinguida com o florescente lápis da censura, muito embora seja inspirada nos tristes acontecimentos do crime perpetrado em Soalhães, pouco ou nada tem a ver com este. No entanto, julgo que as gentes de Soalhães, em vez de sentirem vergonha por ostentarem este pesado estigma, devem tentar tirar partido dele. Este blog, poderá ser um passo interessante nesse sentido.

Abraço!

Nota: Como sabes, nos últimos dias tenho-me tentado manter afastado da tentação da blogosfera. Nas poucas vezes que ligo o computador, vou dando uma espreitadela aqui e ali, mas sempre com o teclado longe das mãos, para não cair em tentação. Hoje, dado o tema, não resisti. Prometo, quando tiver mais tempo e caso julgues de interesse, tentar colaborar com este blog.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Comentário ao 'Post' 'Missão Impossivel?', pelo Dr. Coutinho Ribeiro

Nada é fácil, e este blogue também não será. Mas tem um bom nome, uma catarse, um nome de que não temos que envergonhar-nos, porque vale o que vale. Há muitas outras terras onde os crimes foram piores e mesmo assim não ficou o estigma.

O pior não é isso. O pior é haver quem escreva, coisa que, como sabe, não é fácil. Pior ainda, é haver quem pense e queira escrever.

Os blogues de Soalhães não escreveram uma linha sobre o que se passou no Estádio, no fim-de-semana passado. Deviam. Sobretudo a direcção do GDR. Ficava bem um comunicado, nem que fosse a explicar, nem que fosse a pedir desculpa. Mesmo quando sabemos que a direcção não teve culpa, que eu bem vi, nem o treinador, o Toni, que estava desolado. Mas era um gesto bonito. Porque marcava a diferença entre a terra que somos e o que alguns fazem mal dela.

A sua geração, meu caro, é melhor do que a minha. A próxima será melhor do que a sua. Espero. Há que dar bons exemplos. Sobretudo os que estão por aí.

Está bonito Soalhães, ali à volta da Igreja. Muito bonito, mesmo. Mas falta ali alguma agitação, mesmo quando é perto do cemitério, o que é pena. Há que pensar nisso. Na agitação, claro.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Titulos

O nome 'Terra do Mata e Queima', para além se ser -reconhecidamente- pouco original, não surge com nenhum sentido pejorativo, mas quer queiramos quer não este nome está ligado à nossa terra de forma quase estigmática. Surge aqui como uma forma de 'exorcizar' as nossas consciências.
Se assim é encaremo-lo sem dramatismos.

O subtítulo usado, que no fundo justifica o titulo, foi retirado, com a devida vénia, do livro "O Crime da Queimada-Viva de Soalhães" de A. Pereira Coutinho e Guilherme Pinto.