segunda-feira, 30 de julho de 2007

Politicamente incorrecto, eu sei, mas o mundo pula e avança

Não gosto que pensem que fujo às questões, mesmo quando sobre elas tenho de adoptar uma atitude politicamente incorrecta. Vem tudo isto a propósito do resultado da carta educativa para Soalhães. Foi-se a votos. Eu votei. E votei no sentido de que a solução encontrada é razoável. Oxalá se cumpra o que está decidido.
Sobre o assunto, há várias atitudes.
Se eu fosse presidente da Junta, bater-me-ia com unhas e dentes para que houvesse uma 'Secundária' em Soalhães. E, se não conseguisse, bater-me-ia para que Soalhães tivesse contrapartidas. Parece que foi isso o que aconteceu. Oxalá, agora, que as contrapartidas se cumpram.
Ainda bem que não sou presidente da Junta de Soalhães. Ainda bem que não prometi nada em campanhas eleitorais sobre o assunto. Ainda bem que tenho uma visão mais alargada do concelho. Ainda bem que tenho uma concepção mais alargada da vida.
Uma 'Secundária' em Soalhães seria boa para Soalhães. Admito que sim. Mas seria boa para os adolescentes de Soalhães? E seria bom para o concelho? E seria bom para o sistema nacional de ensino?
Duvido.
Se eu tivesse - hoje - a idade dos adolescentes de Soalhães, não quereria uma 'Secundária' em Soalhães. Como não tive, quando fui adolescente. Nem quis. Preferi fazer a pé, muitas vezes, o trajecto Soalhães-Marco-Soalhães, do que a clausura de estar em Soalhães. Ir para o Marco, naquela altura, abria-me horizontes, os horizontes que não tinha se tivesse que ficar em Soalhães.
Há uma altura da vida, em que temos de aprender a viver um tempo de mais liberdade. E esse era o tempo. Presumo que os meus pais pensassem de forma diferente. Mas é mesmo isso o conflito de gerações. O conflito que faz avançar o mundo.
Faria algum sentido uma 'Secundária' em Soalhães? Dava jeito. Como dava jeito se fosse em Tabuado. Ou em Rio de Galinhas. Ou em Paredes de Viadores. Ou em S. João da Folhada. Por que razão os estudantes das freguesias vizinhas haveriam de preferir ir estudar para Soalhães, em vez de irem para a cidade? E por que razão seria racional uma 'Secundária' numa freguesia periférica, como é a nossa?
Dirá o meu amigo José Carlos Pereira que essa seria uma forma de potenciar Soalhães. De combater a desertificação. É uma boa perspectiva. Mas não é a melhor. Não podemos pensar que a desertificação se combate artificialmente (há coisas em que estou completamente de acordo com o governo de Sócrates). Uma 'Secundária' em Soalhães ajudaria a combater a desertificação de Soalhães? Talvez. E a desertificação das freguesias limítrofes, também? Não me parece.
Soalhães está a quantos minutos da cidade? Cinco? Dez? O que Soalhães precisa é de transportes rápidos para a cidade, ali tão perto. E o combate a desertificação terá de ser feito de outra forma: com a imaginação dos que ali vivem e dos que gostam de Soalhães. Tornando Soalhães num sítio tão atractivo e pujante que justifique uma 'Secundária' sem ser por favor.
Não é nova esta minha perspectiva. Há meses, numa reunião do Conselho Consultivo do PSD-Marco, transmiti-a. Expliquei a minha ideia de progresso e de desenvolvimento. Não pedi segredo. Resumindo: eu queria uma grande 'Campus' escolar no perímetro da cidade (para além daqueles que já existem no concelho). Um sítio onde houvesse todas as condições para um ensino de qualidade. Uma estrutura modelo, onde não houvesse lugar à luta de 'capelas'. Claro que ninguém me ligou. Era um projecto muito arrojado, eu sei, mesmo quando continuo a sentir que é viável. O problema é que ninguém descola das 'capelas'...

domingo, 29 de julho de 2007

Inquérito TMQ - Tempo de Férias

Esta semana auscultaremos os nossos leitores sobre a forma como ocupam o seu tempo de férias.

A votação estará disponível sempre até Domingo, dia 5 de Agosto.

Para votar basta procurar o inquérito disponível nesta página, que se encontra no fundo da barra de lateral da esquerda.

Participe opinando!

Inquérito TMQ - Soalhães e a Carta Educativa - Resultados



As medidas aprovadas na Carta Educativa para Soalhães são:

Boas 2 (6%)

Razoáveis 7 (24%)

Más 18 (62%)

Desconheço as medidas 2 (6%)

No total registaram-se 29 votos. Obrigado aos que manifestaram a sua opinião.

sábado, 21 de julho de 2007

Notas à margem da Assembleia Municipal

De passagem pelo Marco, ontem, acabei por passar pela Assembleia Municipal. Era uma reunião extraordinária e com poucos - mas importantes - pontos na agenda. Mesmo assim, à cautela, "tirei bilhete" até às 4 horas da madrugada. Acabou pouco depois da 3. O que significa que fiquei com um cédito de quase 1 hora.
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Um dos "pormenores" mais interessantes, à margem da AM, era ver o ambiente no PS, depois de, esta semana, o Secretariado concelhio ter retirado a confiança política ao vereador Luís Almeida. Pelo que vi, Luís Almeida não está muito perturbado. À cautela, decidiu aparecer de gravata... cor-de-rosa. Artur Melo passou pela Câmara, já muito tarde e por pouco tempo. Não chegou a haver encontro entre os dois socialistas desavindos. José Carlos Pereira, António Madureira e Hernâni Pinto solidarizaram-se com o vereador. Não sei se houve mais algum, porque nem sempre estive na sala.
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Lindorfo Costa, ex-presidente da Câmara, fez um interessante discurso de defesa do actual contrato de concessão privada do abastecimento da água e saneamento. Não concordo minimamente com o que disse. Mas o homem explica-se bem. Tive o cuidado de lhe dizer, cá fora, que ele é o demagogo mais perfeito que conheço.
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O vereador José Mota (PSD) teve uma excelente tirada de resposta a Lindorfo Costa, quando se falava no facto de o anterior executivo não ter dado prioridade ao abastecimento de água e à rede de saneamento do concelho. Disse Mota que talvez as coisas tivessem sido diferentes se houvesse a moda de dar o nome do anterior presidente da Câmara a equipamentos desta natureza. E eu imaginei logo uma ETAR Avelino Ferreira Torres.
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Palpita-me que as coisas na área do CDS andam um tanto azedas. Garantiram-me que Norberto Soares está a trabalhar para uma candidatura independente em 2009. E que, inclusive, já tem feito reuniões com presidentes das Juntas. Pelo que vi, as suas relações com Lindorfo Costa são distantes. É de prever que Norberto, candidato independente, terá como adversário também alguém do CDS. Ferreira Torres?
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Manuel Moreira está mais contido nos seus longos discursos. Mas, ainda assim, terá de "rapar" um pouco mais, cingindo-se ao essencial.
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A cadeira do vereador Fernando Torres, nas Assembleias Municipais, continua vazia. À semelhança, aliás, do que já acontecia no mandato anterior.
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Quando apareço nestas reuniões da AM, sinto que sou bem recebido pela generalidade das pessoas. De todos os quadrantes. Mas também há quem não esconda alguma hostilidade. Alguns dos que gostam de me ver, costumam perguntar-me quando regresso às lides políticas locais. Explico-lhes que nunca voltarei. O meu papel já foi cumprido. O que talvez sossegue aqueles que mascaram mal a sua hostilidade.
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Depois da reunião, fiquei à conversa com os mais resistente, entre os quais José Carlos Pereira e Luís Almeida. Sobre férias. Manuel Moreira apanhou-nos quando saiu. Ficou por ali uns minutos. Aproveitei para lanças duas ou três provocações assumidas. Sobre o momento político. Confessei ao presidente da Câmara que sou um provocador. Ele também acha. Melhor: «Tu sempre foste um provocador, só que agora estás mais refinado». É verdade.
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Se o ambiente não anda bom pelo lado do PS, fui notando, aqui e ali, que também grassa alguns descontentamento nos hostes do PSD. Sobretudo por parte de autarcas. Garantem-me que haverá algumas novidades a este nível nos próximos dias.

Inquérito TMQ - Soalhães e a Carta Educativa

No sentido de dar voz à opinião de cada um (mesmo daqueles que se escondem em silêncios convenientes), todas as semanas, a partir de hoje, levaremos à apreciação dos nossos leitores temas que vão influenciando o nosso dia a dia.

Para começar auscultaremos a opinião dos nossos leitores quanto à recentemente aprovada Carta Educativa Municipal, no que diz respeito às suas implicações na nossa freguesia.

A votação estará disponível sempre até ao Sábado seguinte, neste caso até dia 28 de Julho.

Para votar basta procurar o inquérito disponível nesta página, que se encontra no fundo da barra de lateral da esquerda.

Participe opinando!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Rock and Ball 2007

Da JS Marco recebemos o seguinte e-mail:


«A Juventude Socialista do Marco de Canaveses irá organizar, nos próximos dias 20 e 21 de Julho de 2007, a 3ª Edição do seu Torneio “Non Stop de Futsal”, designado por “Rock n’ Ball 2007” que terá inicio pelas 21 horas do dia 20.

Como tem sido hábito, pretendemos aliar o exercício da prática desportiva, à confraternização e ao divertimento. Para o efeito, calendarizamos um conjunto de actividades (Campismo, Internet, muita música, etc), que estarão à disposição tanto dos participantes como dos visitantes que se deslocarão às instalações do G.D. Constance.

O entusiasmo vivido nas edições transactas, permite-nos enfrentar esta edição com especial optimismo, facto pelo qual agradecemos à Juventude Marcoense e a todos os que têm colaborado connosco ao longo dos anos.

Aproveitamos também para comunicar que as equipas interessadas deverão efectuar as inscrições através do número 919676920, e convidar todos os Marcoenses a juntarem-se, uma vez mais, a uma festa que já é sua!!!

Juventude Socialista do Marco»

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Aqui, mulher não entra?!

Agora reparo! Este blog, à figura do Marco Hoje, é um autêntico clube masculino.

Das duas uma:
Será este facto propositado?

Ou

Será que as mulheres do Marco querem que uma blogosfera mais atractiva?


terça-feira, 17 de julho de 2007

A história da ruptura no PS-Marco

Quando, há dias, aqui, abordei a questão do clima de guerrilha no PS-Marco, eu já previa este resultado: a Comissão Política Concelhia, liderada por Artur Melo, decidiu retirar a confiança política ao vereador socialista Luís Almeida (ver notícia abaixo).
O conflito entre estas duas figuras remonta já ao tempo da preparação das candidaturas autárquicas de 2005. Cruzada a informação, conclui-se que o então líder do PS-Porto, Francisco Assis, terá gerido o caso do Marco de forma pouco hábil, impondo praticamente o nome de Luís Almeida como candidato, sem levar em linha de conta a opinião dos que, na altura, eram as faces visíveis do PS do Marco: Nuno Lameiras e Artur Melo.
Nuno Lameiras - talvez porque já fosse essa a sua intenção - praticamente afastou-se das lides políticas. Mesmo assim, apareceu em algumas actividades da campanha de 2005. Tal como Artur Melo. Mas facilmente se verificou - eu pude ver - que nem Lameiras e Melo o faziam com entusiasmo, nem Almeida os acolheu com particular cortesia.
Meses depois, a tensão agudizava-se. Animado pelo mau resultado autárquico, Artur Melo decidiu avançar para a liderança do PS-Marco, que era ocupada por Luís Almeida. Melo achou que era chegada a sua hora. Almeida talvez devesse não ter avançado. Melo ganhou, com o apoio do sempre presente José Neves, de Alpendorada, que sempre teva a fama e o proveito de controlar o aparelho local. Não era difícil prever que o conflito iria entrar em escalada.
A primeira baixa viria a registar-se pouco depois. O nosso conterrâneo José Carlos Pereira, que tinha assumido, como independente, a candidatura do PS à Assembleia Municipal e que, entretanto, cimentara a sua ligação a Almeida, colocou o seu lugar de líder do grupo do PS na AM à disposição de Melo, que aproveitou para o deixar cair. Grande erro de Artur Melo! JCP era e é, muito justamente, considerado o melhor deputado da Assembleia Municipal. E, logo aí, Melo não foi eficaz na gestão da escolha de um novo líder parlamentar que, fosse quem fosse, seria sempre uma sucessão de recurso.
Enquanto isto, Artur Melo dedicou grande parte do seu tempo, desde que foi eleito, a tentar marcar a agenda política. Algumas vezes bem, outras nem tanto. Mas, para o que aqui interessa, um dado ficou claro: não havia o mínimo de coordenação entre as posições da Concelhia e as posições assumidas nos órgãos autárquicos por Almeida (na CM) e Pereira (na AM). Melo esgrimia a sua legitimidade de líder do PS; os dois autarcas, a legitimidade dos votos nas autárquicas. Melo queria uma oposição mais activa ao PSD; os dois autarcas têm optado por uma oposição mais suave. Enquanto isto, muito legitimamente, o PSD e Manuel Moreira foram cavalgando a existência de dois PS no Marco.
O golpe final aconteceu há cerca de duas semanas. A convite de Francisco Assis, Luís Almeida, José Carlos Pereira e mais algumas pessoas mais próximas, deslocaram-se a Bruxelas. Artur Melo entendeu a viagem, que passou à margem da Concelhia, como uma afronta, tanto mais que Assis, para além de deputado europeu, é dirigente distrital do PS. Melo terá manifestado o seu protesto através de um fax considerado muito duro e que Almeida considerou conter um ataque pessoal inadmissível. Na semana passada, Melo, numa reunião do PS-Porto, anunciou o que iria fazer. Esta segunda-feira, o Secretariado concelhio aprovou a sua proposta de retirar a confiança política ao vereador, o que, no entanto, não implica que Almeida não possa continuar a exercer as suas funções.
Resta saber quais serão os efeitos desta ruptura a prazo. É sabido que Artur Melo quer ser o próximo candidato do PS à Câmara do Marco. Mas também é certo que, antes disso, terá de ganhar as eleições internas do PS. Nada esta assegurado.
Certo é que as divisões no PS-Marco extravasaram já a questão política para se transfomarem numa questão pessoal. O que é pena, sobretudo quando para trás fica uma grande amizade.
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segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ainda o Parque Infantil - Opinião da Dra. Cristina Vieira

Da Presidente da Junta de Freguesia de Soalhães, Dra. Cristina Vieira, recebemos o seguinte e-mail:

«É com agrado que vejo serem debatidos aqui os assuntos que eu entendo serem de grande interesse para a freguesia. Como tenho a humildade de assumir que não sou detentora da verdade nem autora da genialidade de todos os objectivos enquanto representante da entidade executora deste projecto, terei em conta todas as opiniões aqui expressas.

Queria contudo realçar alguns aspectos:

1. Há que esclarecer sobre o espaço para a implantação do Parque Infantil (P.I.), que aqui se fala, na Avenida da Igreja. Não se propõe que seja construído na Avenida da Igreja, porque tendo em conta todos os considerandos, e muito bem levantados pelo Nelson, não seria possível, implantá-lo aí. O espaço físico e a envolvência não o permitem. A área está bem organizada funcionalmente, enquanto espaço verde, e sobretudo tem áreas com sombras! Teríamos sempre que ponderar o facto de também aí haver tráfego considerável, ter um desnível muito acentuado e de ser um espaço que não poderíamos vedar.
Outro espaço onde eventualmente poderia ser implantado o P.I., depois de analisadas as mais valias de um e outro, seria na área adjacente à parte final da Rua Padre Gregório. Contudo, também este espaço não apresenta a envolvência pretendida, nem a sombra necessária. Também entendo não haver muita segurança nessa área tendo em conta que as barreiras de protecção dos muros agora construídos, não são potenciadores de tranquilidade, tendo como pressuposto, que esta rua serviria de ”corredor pedonal” até ao P.I.. Contudo, poderemos fazer um estudo técnico com a câmara ou empresa da especialidade e avaliar melhor esta hipótese.

2. Em relação ao facto da revitalização dos espaços, eu entendo que o espaço da Avenida tem já factores auto-potenciadores de atractividade e de dinamismo. As cerca de 25 crianças que frequentam o ATL usam esse espaço diariamente para actividades de lazer (apesar de existir um baloiço no Complexo Paroquial), tal como os idosos da valência de Centro de Dia, as crianças da catequese e os forasteiros em geral.
A área junto à rotunda da variante à E.N. 211 é um espaço que se configura como o “cartão de visita” para quem entra na freguesia. É também um local de passagem das crianças que frequentam a E.B.1 de Eiró e o Jardim de Infância de Eiró e será, no futuro, o local de passagem de quase todas as crianças do 1º Ciclo para o Centro Escolar (a construir na Quinta do Casal e previsto na Carta Educativa).

3. A Junta de Freguesia só avançará com P.I. neste espaço, se for garantido por parte da Estradas de Portugal E.P.E., o reforço da segurança da lateral à variante à E.N. 211, plantadas árvores de maior porte no talude existente e no espaço do P.I., pois também temos consciência que as que existem não dão a desejada sombra.
Além desta questão de segurança, também este espaço seria vedado, delimitado e pavimentada uma área para estacionamento na faixa da frente, com uma lotação para cerca de 10 automóveis ligeiros. O acesso desde o passeio ao P.I. seria materializado por uma passadeira pintada no pavimento e respectiva sinalização vertical.

4. A questão da “legislação específica” não será descurada, pois temos como suporte das nossas escolhas, valores tais como segurança, bem estar das nossas crianças e cumprimento da lei, mas também é certo que poderei questionar, quantos P.I. no Marco, e fora do Marco estão licenciados.»

Soalhães: Datas que fizeram história (#02) ou Sonho de uma noite de verão

Ontem, dia 15 de Julho, completaram-se 493 anos sobre a criação, por foral de D. Manuel I, do (entretanto extinto) concelho de Soalhães.
Estava eu a matutar nesta data, que para a maioria dos filhos de Soalhães pouco, ou mesmo nada dirá, quando retive uma cogitação. É triste, ou no mínimo estranho, que sendo Soalhães uma freguesia com tão rico passado histórico, com um presente bem aceso e, pelo menos assim o prevejo, com um futuro risonho, ainda ninguém, pelo menos que eu tenha conhecimento, tenha publicado uma obra, tipo monografia, sobre esta freguesia. Muito embora, e isso eu sei, já alguns pensaram levar avante uma empresa desse tipo.
Ora, julgo eu, seria de todo o interesse, compilar em livro a diversa e dispersa informação sobre a nossa freguesia. Claro que, limitar esta obra a uma hipotética colecção de factos e locais de índole histórico e arqueológico seria redutor. O ideal seria ir mais além, fazendo um estudo sócio-cultural e demográfico da freguesia, o qual poderia ser completado com uma recolha sobre as necessidades actuais e uma visão sobre as perspectivas futuras da mesma.
Isto é apenas uma ideia, ainda que incipiente. Diria que é um embrião, fruto da fertilização in-vitro (ou de uma noite de insónia?), que aguarda ser transplantado para a barriga da sua futura mãe.
O meu sonho, era que este blog, quiçá já com a colaboração destes senhores, quisesse ser o útero deste pequeno embrião. Um embrião que, por certo, teria um longo e complicado período de gestação. Mas que, daqui a sete anos, por altura do 500º aniversário da criação do concelho de Soalhães, iria nascer de parto natural.

domingo, 15 de julho de 2007

SERÁ QUE NÃO PASSAM POR CÁ (DE FUGIDA) ?...

Faz hoje um mês que iniciei a minha participação neste blog, a convite do Nuno, ou melhor, fiz-me convidado.
Acreditem que o tempo não é muito para estas coisas, mas a motivação para participar não escasseia e mesmo vivendo "fora" não fico alheado do que por aí se passa. E, foi de tal maneira, que até me tem motivado a reflectir e a procurar assunto para aqui ir lançando as memórias e as histórias de outros tempos, mas de todos nós.
Os participadores são escassos apesar do esforço do NP, mas parece-me, que são persisitentes e oportunos (que nada tem a ver com oportunistas).
E no meio destas reflexões e de aguns posts que aqui vou deixando, aberto sempre a todas as possíveis críticas, mas também com a esperança de ir aqui e ali captando a atenção dos "olheiros" (e são muitos ao que julgo saber) que vão passando por aqui, algumas interrogações me assaltam. Porque será que somos tão poucos ? O NP já explicou e bem, que muitos foram os convites e poucas as respostas. Lamentável meus caros "olheiros", que por trás da tela de um computador vão lendo o que aqui se vai escrevendo, mas não têm a coragem de dar o passo seguinte, que é passar para dentro da tela - entrar em cena.
E ao falar do entrar em cena, há nomes que me deixam algo incrédulo, porque não entraram ainda em palco, eles que ao longo da vida sempre estiveram sob os focos da ribalta. Onde anda o Norberto (meu primo) que sempre andou afanosamente na frente de batalha, junto do povo? Onde anda o Zé Arouca (meu irmão) que ao longo da vida se mostrou um "animal de palco" sem medo de enfrentar os holofotes (artesanais pois então, em tubos de PVC) e que também ele esteve em várias lutas junto do povo? Onde anda o Barão que também liderou os destinos desta terra? Onde anda o meu grande amigo Fernando Vieira, um verdadeiro "Inginheiro" que sempre teve dotes para a escrita (amigo lembas-te daquela tentativa literária de há mais de 20 anos?) ? Onde andam os seus irmãos Ilidio e Velhote ? Onde anda a familia Serra, habituados aos holofotes dos arraiais e palcos desta vida ? Célio Ribeiro, porque não presentear-nos também com os teus escritos, tu que estóicamente enfrentaste a montanha debaixo de inumeros olhares nas estradas deste país (muitas vezes "agarrado" pelo teu irmão) e que continuas a pedalar como se tivesses 20 anos, indiferente aos olhares?
Poderia enumerar um sem numero de outros ilustres filhos de Soalhães, que aí continuam felizmente a residir e que certamente terão muito mais para nos narrar e opinar.
A todos lanço o meu repto e a alguns não desculpo se não vierem - estes sabem a quem me refiro.
Uma dúvida me assalta neste momento. Dada a já significativa dimensão deste espaço em numero de posts em tão pouco tempo, dados os temas pertinentes aqui tratados ( e a qualidade dos seus autores, porque não), todos aqueles que neste post eu referencio, "SERÁ QUE NÃO PASSAM POR CÁ (DE FUGIDA)?...
Um abraço a todos, e desculpem qualquer coisinha...

ASSIM, NÃO...

Sobre o meu post subordinado ao título acima, publicado em 12 Julho 2007, esperava eu ter despertado maior atenção, de quem de direito, para este acto inqualificável e que nada dignifica as gentes de Soalhães, com comentários reprovadores do mesmo.
Apenas os contribuidores deste blog, NP, CR e Gr se pronunciaram sobre este acto de puro vandalismo.
Com tanta gente que se apressa a dar opiniões e a emitir esclarecimentos sobre os mais variados assuntos, seria de bom tom que algo fosse feito neste caso. Como ainda não voltei ao local do "crime" para constatar se já foi corrigido, aqui fica o meu desafio á Junta de Freguesia.

sábado, 14 de julho de 2007

Retratos com memória desvendam fragmentos da nossa história #01

Depois de um longo monólogo interior, na vã tentativa de escrever um texto que fosse digno de ilustrar esta fotografia, desisti de tal façanha. A culpada por esse abandono, ao contrário do que possam estar a pensar, não foi a esterilidade das minhas ideias, mas sim, imaginem só, a própria fotografia. Então não é que a atrevida, se virou para mim e, num tom mordaz, sentenciou:

- Olha lá, achas que, mesmo que fosses artista no manejo das palavras, conseguias revelar, de forma digna, bela e verdadeira, tudo aquilo que eu represento?

Como eu, um pouco surpreso e amedrontado – pois era a primeira fez que uma fotografia se me dirigia naqueles termos – me limitei a um tímido encolher de ombros, ela continuou:

- Então, pára de pensar e deixa que eu fale ao mundo! Pois, além de, mesmo calada, me expressar melhor que tu, o calor libertado pelos teus miolos a fritar, visto eu ser feita em papel, pode causar grave dano.

Para aqueles que, por este ou aquele motivo, não entendem a "linguagem" da fotografia, deixo aqui algumas elucidações.

Muito embora não tenha certeza absoluta, esta foto, de meados dos anos 50, foi tirada por alturas de um cortejo de oferendas, o qual tinha por objectivo arranjar dinheiro para fazer obras na casa paroquial.
Uma particularidade deste retrato, é de que nele figuram vários soalhanenses, muitos deles infelizmente já não estão entre nós, que de uma forma ou de outra, estão intimamente ligados a pessoas que (quer como membros efectivos, quer como comentadores) participam neste blog. Alguns exemplos, sem citar os nomes dos retratados e salvo qualquer erro ou omissão:
O pai do Coutinho Ribeiro, a avó e vários tios e tias do Célio Soares e do José Carlos Pereira, o pai deste último, um tio de Carlos Aguiar, a minha mãe e vários tios e primos.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parque Infantil – a necessidade de repensar…

Voltando a um tema já aqui referido por NP, relativamente à possível, e já estudada criação de um espaço de recreio activo infantil junto à rotunda no centro de Soalhães, alerto para alguns factos que podem, caso não esteja enganado, levar à necessidade de repensar a localização deste espaço. É certo que não sei quais os planos do executivo da junta de freguesia para este projecto, muito menos como decorreu o seu processo de criação, mas penso que os responsáveis por ele deviam ter atenção a alguns aspectos.
Começando por analisar a Natureza e o Ambiente do espaço escolhido pela autarquia local para a implantação deste espaço, coloca-se uma questão. Sendo este um espaço marcado pela actividade de crianças, a inexistência de vegetação adulta, cria um problema… a ausência de sombras, certo? Isto será sinónimo de uma grande exposição solar, de um espaço extremamente quente em épocas quentes (que por acaso até são as épocas de maior afluência de utentes num parque infantil), e de um possível problema para a saúde das crianças. Certamente que os pais e responsáveis das crianças utentes desse espaço não gostariam da possibilidade de colocar as suas crianças na rota das gripes e dores de cabeça.
É verdade que já existe alguma vegetação no local. Ainda numa fase muito jovem mas existe. Mas penso também que é verdade que a ideia da construção deste parque, em relação à vegetação, não seja esperar que as árvores atinjam a sua forma adulta…
Analisando outro tema, mais especificamente a protecção contra o trânsito de veículos, os espaços de jogo e recreio devem estar isolados do trânsito, restringindo-se o acesso directo entre esses espaços e vias e estacionamentos para veículos por meio de soluções técnicas eficientes, devendo ser observadas as seguintes distancias, contadas a partir do perímetro exterior do espaço até aos limites da via ou do estacionamento de, pelo menos:
  • 20m em relação às vias de distribuição local com continuidade urbana e estacionamentos, admitindo-se afastamentos mínimos até 10 m, apenas quando a velocidade dos veículos seja fisicamente limitada a valores muito reduzidos e desde que sejam previstas soluções técnicas eficientes de protecção contra o transito de veículos (Decreto-Lei n.º 379/97 de 27 de Dezembro – Artigo 7.º - Ponto 1 – Alínea b);
  • 50m em relação às restantes vias de circulação de veículos com maior intensidade de tráfego, devendo os espaços de jogo e recreio estar fisicamente separados destas vias. (Decreto-Lei n.º 379/97 de 27 de Dezembro – Artigo 7.º - Ponto 1 – Alínea c).

Por último, em relação à envolvência do local, um espaço deste tipo, na grande maioria dos casos, é colocado em zonas em que habita ou se movimenta um número justificável de crianças. Existe então a necessidade de se planear a sua localização num local de algum movimento infantil. Na zona pensada pela junta de freguesia não encontro qual a justificação (dentro deste tema) para a sua execução. As escolas mais próximas têm as suas próprias zonas de recreio, da qual as crianças, dentro do horário escolar, não devem sair (por uma questão de segurança); a população infantil habitante naquela zona é, penso eu, escassa; e, por fim, não existe qualquer tipo de condições para os pais ou responsáveis pelas crianças acompanharem a sua actividade, quer a nível de estacionamento de viaturas (porque ocupar a via de circulação não é opção), quer a nível de lazer, pois eles não vão simplesmente ficar a ver os carros passar enquanto esperam pelas suas crianças.
Como sugeriu CR no seu comentário, este parque deveria ser implantado na zona da Avenida da Igreja. Pois eu sou totalmente da mesma opinião. Aqui há sem dúvida um grande movimento de crianças: a catequese, o ATL, os eventos religiosos e as festas e feiras da freguesia. Não quero com isto dizer que todos os projectos se devem concentrar numa só área, pelo contrário, sou adepto da expansão de infra-estruturas pela freguesia. Obrigar as pessoas as circularem pela terra que é delas. Mas neste caso, e depois de analisarmos as características da área e do público-alvo deste parque, penso ser a melhor aposta. A própria dinâmica e animação do espaço seriam favorecidas.
Não quero com este artigo criticar ou desvalorizar a iniciativa da Junta de Freguesia, pois sou admirador deste tipo de projectos, quero sim, contribuir para que seja feito o melhor pela nossa freguesia. Projectos pensados e repensados, discutidos e analisados, sem precipitações...

P.S.: Se alguém quiser consultar o Decreto-Lei n.º 379/97 de 27 de Dezembro, eu posso fornecer. Trata-se do regulamento que estabelece as condições de segurança a observar na localização, implantação, concepção e organização funcional dos espaços de jogo e recreio, respectivo equipamento e superfícies de impacte.

A política local anda agitada

Já aqui falei no assunto e a Dr. Cristina Vieira confirmou: o PS-Marco anda às "turras" e o ambiente pode tornar-se explosivo nos próximos dias. É a consequência de transformar a luta política numa guerra de pessoas. Ou será mais do que isso, já nem sei bem.
Mas os problemas não estão só no PS. O PSD-Marco, que tem, este mês, uma agenda cheia de actividades (talvez valesse a pena enviar o programa para aqui), também poderá enfrentar problemas nos próximos tempos. Não propriamente a nível partidário, mas ao nível autárquico. Esta quinta-feira, no Tribunal do Marco, garantiram-me que uma Junta do PSD pode caír, em conflito com a maioria social-democrata da Câmara. A confirmar-se, será um acontecimento com uma forte carga simbólica.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

MEMÓRIA, COM SAUDADE (3)


Mas o tempo não pára...
E ainda do fundo do baú, retiro esta foto, que não é mais que a versão melhorada da equipa "outsider" anterior, agora já com sponsor de peso - A Casa do Povo de Soalhães.
Quiseram os dirigentes de então, criar condições condignas para a prática do futebol a um grupo de miúdos que tenazmente tentavam avançar, mas que apenas tinham a vontade e o "famoso" equipamento vermelho...
Nascia assim, uma equipa de gente boa, que não tinha lugar no GRDS (que se bem me lembro também atravessava momentos menos bons de crises directivas) , e que com um forte apoio de rectaguarda e condições únicas, que iam dos equipamentos completos, de qualidade, aos transportes para os jogos e direito a lanche no final das competições, também souberam levar o bom nome de Soalhães com dignidade, educação e acima de tudo muito "fair play", a que não está alheio o facto de ter como treinador, um homem também ele integro, educado e que sabia como ninguém impor o respeito nas vitórias ou nas derrotas, aos atletas que comandava. O meu tributo aqui e hoje ao "velho" Sr.Queirós, na foto do lado direito (não envelheceu meu amigo)...
Memória com saudade...porque já nem todos os que posam na foto, estão neste mundo dos vivos.
(Clicar na foto para ampliar)

MEMÓRIA, COM SAUDADE (2)


Esta é mais uma recordação esquecida no baú.
E dela se poderia dizer muito, pois tratava-se de uma equipa "outsider", cujos atletas se juntaram mais ou menos nesses anos de 1982. E por nem todos terem lugar na equipa dos "maiores" do GDRS resolveram organizar-se e constituirem-se em grupo autónomo e sem comissão directiva.
Curiosidade...
Como não havia dinheiro para suportar a aquisição de equipamentos, e garanto-vos estes eram "novinhos em folha", fomos uns quantos, cheios de coragem e fé, falar com um homem que muitos idolatram e outros tantos odeiam, pedir que nos ajudasse a comprar os benditos equipamentos. A resposta foi pronta e positiva.
Mandou-nos á "Casa Atleta" (creio que se chamava assim) e que pedissemos o que precisavamos que ele depois iria pagar.
O que é certo, é que lá fomos e já havia ordem para nos darem os equipamentos "novinhos em folha", dos quais ainda guardo a minha camisola de sempre.
Acreditem ou não, esse homem chama-se (quer se goste ou não dele), Sr.Ferreira Torres. Daqui o meu tributo pela alegria que então nos proporcionou.
Memória com saudade... porque já nem todos os que posam na foto, estão neste mundo dos vivos.
(clicar na foto para ampliar)

MEMÓRIA, COM SAUDADE (1)



Ontem, deu-me para falar no Brazão do GDRS. Hoje para não variar volto ao tema, mas apenas para recordar com saudade, momentos únicos que permanecem no fundo do baú das nossas memórias.

Foi no fundo do baú, que fui buscar esta foto esquecida pelos anos, de um dos muitos torneios inter-lugares de Soalhaes. Esta, data de 1982 (25 anos passados) e é da equipa da "Rua" que ganhou o torneio. Não posso deixar de sentir alguma nostalgia, ao ver o que éramos e o que somos. "Figuras" bem conhecidas da nossa terra, que sem qualquer esforço reconhecerão, com o "demodè" brazão bem visivel ao peito.

Por curiosidade, sabem porque está de fato e gravata o Zé Carlos (que espero ver aqui qualquer dia), ele que era um defesa-central de raça ? É que na véspera desta final com o eterno rival "Ladário", teve um acidente de automóvel na recta do Portal da Quinta e não pode jogar.

Memória com saudade...porque já nem todos os que posam na foto, estão neste mundo dos vivos.

(clicar na foto para ampliar)

Uma palavrinha ao Carlos Aguiar, sobre bicicletas


Conheci, é verdade, o Carlos Aguiar em 2001, quando andava por aí atarefado com a minha candidatura à Câmara. Muito mais novo do que eu, não o conhecia quando se me apresentou, mas cheguei logo lá quando me disse "de quem era". Falámos várias vezes. Algumas de política. Mas de outras coisas também.
Recordo-me, até, de uma conversa sobre bicicletas. Dizia-me o CA que o meu irmão lhe tinha contado que muitas vezes, quando treinávamos juntos, eu chegava ao Ramalhães e "agarrava-me" a ele na subida e que, depois, ao chegar a casa, como eu era mais rápido, chegava sempre à frente. Só depois da conversa - eu penso nas conversas depois - percebi que havia um vago tom de censura nas palavras de CA. E recordo-me que cheguei a comentar alegremente o assunto com o meu irmão.
Todo este tempo depois, sinto-me na obrigação de esclarecer o CA. Para lhe dizer o quê? Que "agarrar", na gíria no ciclismo, não é palavra para se levar à letra. "Agarrar" é, apenas, "seguir na roda". Isto é: é tentar seguir o adversário mais forte em determinado terreno. Ora, como o meu irmão era (para além de mais velho) melhor trepador do que eu, eu sabia que só conseguia chegar primeiro a casa se conseguisse "seguir-lhe na roda" durante a subida. O que nem sempre conseguia.
Mas lembro-me bem que - creio que em 1977 -, saímos de Soalhães, seguimos pela estrada Entre-os-Rios até ao Porto e, em Rio Tinto, eu deixava a minha bicicleta e pegava numa nova - grande máquina que o meu pai me comprou na altura - na loja do Império dos Santos, e regressámos depois pela EN 15 outra vez a casa. Reforçado pela a máquina nova, cheguei ao Ramalhães e decidi "mandar" naquilo. Ritmo forte, o meu irmão na roda, a arfar, impressionado, e eu decidi que, naquele dia, ele não ia humilhar-me na subida. Antes de entrar em Bouças, ataquei e fui-me embora sozinho. E ele, lento, a ficar para trás. Era o meu dia de glória! Só que nem uma bicicleta nova faz milagres: na curva do Alentejo senti-o atrás de mim, cheio de ganas, e eu já estava "sentado". Ele passou para a frente, com ar irónico, acelerou forte e eu a dar tudo, a sofrer como um cão. Mas "agarrei-me", sem força, mas com orgulho na bicicleta de titânio nova. Mais morto que vivo, ali pelo "bairro", salto de trás, ganho uns metros e cheguei primeiro que ele a casa.
Caro Carlos Aguiar: como nunca mais tive oportunidade de lhe explicar a coisa ao vivo, fica agora a justificação para o "agarrar". (E toca a escrever :-)

ASSIM, NÃO...



Como já puderam perceber, eu ando por aí de máquina em riste, á procura de "novidades". Pois é, e no último sábado como já disse, fiz uma incursão por Soalhães. O tempo suficiente para "apanhar" um "positivo" e um "negativo" .
Acreditem que não conheço o Dr.Manuel Moreira, nem sei se merecia ou não ter em Soalhães esta distinção. Mas acredito que se esta placa lá foi colocada, merecia pelo menos o respeito que é devido ao património público e ás pessoas que decidiram reconhecer o Dr.Manuel Moreira com esta distinção. Acredito que é coisa de crianças, mas mesmo assim não é bonito.
Assim, não...
(cliquem na foto para ampliar e verem melhor a "traquinice"...)

ASSIM, SIM...


No passado sábado, fiz uma incursão rápida por Soalhães e não pude deixar de reparar na placa toponimica que junto, com uma enorme satisfação.
Satisfação, por ver que há preocupação em perpetuar o nome de pessoas que marcaram esta terra, que nada levaram dela porque a morte é despojada, mas deixaram algo de si com "uma marca" vincada.
Poder-se-á guardar boas ou menos boas recordações. Mas certamente, que todos os que durante décadas conviveram com o Padre Gregório, não ficarão indiferentes ao que era o seu estilo, a sua personalidade controversa ou não, ou mesmo á sua forma de pregar a fé a quem o ouvia.
Mas em Soalhães, quantas pessoas haverá que não recordarão do Padre Gregório
um dos sacramentos da Igreja : baptizado, comunhão solene, crisma, casamento e até os últimos sacramentos de um familiar que já partiu ?
E quem de nós, os que usavam noutros tempos, antes do GDRS, o adro da igreja como campo de futebol, hoje impossivel (ai aqueles candeeiros), não ouviu um raspanete do Sr.Abade por faltar ao terço no mês de Maio ?
Eu pessoalmente, congratulo-me com esta ideia.
Ninguém passa pela nossa vida sem levar um pouco dela; mas também ninguém passa pela nossa vida, sem deixar um pouco de si.
Assim, sim...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Nosso Festival de Paramotores

Da Direcção da Casa do Povo de Soalhães recebemos o seguinte e-mail, que a seguir se transcreve:

«Olá Amigos.

Foi pena, o clima do passado Domingo 8 de Julho, não nos ter permitido realizar o espectáculo da forma que atempadamente tinha-mos planeado.

O vento instável e as rajadas ocasionais, impediram os 6 pilotos de fazerem a descolagem no alto da encosta de Soalhães.

No entanto, foi de louvar a persistencia de alguns pilotos que optaram por descer para pontos bem mais baixos, e que, após várias tentativas conseguiram levantar, deliciando o público que os esperavam impacientemente.

O lançamento dos brindes publicitários "camisolas, bonés, cachecois e rebuçados", foi um dos pontos altos, atraindo a correria dos mais jovens, no intuito de os apanharem.

Ficou desde já a intenção de se repetir o evento ainda este ano, possivelmente nas comemorações do aniversário da Casa do Povo, sendo que, o mesmo será realizado da parte de manhã, por ser normalmente esta parte do dia mais estável no que se refere a ventos.

José Correia
Secretário Direcção»

SIMBOLOS / EMBLEMAS E BRAZÕES...


Já em tempos, havia prometido falar sobre a mudança do simbolo do GDRS. Pois bem, acho que depois de ter lido atentamente a forma brilhante, como o Nelson explicou a mudança, aqui e ali até com explicações técnicas e de conceito dignas de realce, até porque é o autor do novo simbolo, EXITEI em voltar ao assunto - estava elucidado. Mas, entendo que devo contar a história do "defunto" simbolo, criado em 1979, era eu um miúdo.
Nesses anos idos, pós-revolução de Abril, um grupo de gente empreendedora e que deram muito a Soalhães, (permitam-me que não mencione nomes, apenas porque temo esquecer-me de alguns e porque há quem já não esteja entre nós) tomaram nas suas mãos a árdua tarefa de constituir o GDRS. Foram muitas horas de reuniões na Casa do Povo, muitas horas de discussão de pormenores e pormaiores, até chegarem ao que se tinham proposto. E conseguiram muito. Destaco em especial o "campo" onde eu próprio tantas horas passei e onde hoje um grupo de gente empreendedora e esforçada também, juntamente com atletas briosos, vão dando as alegrias que todos nós vamos tendo conhecimento.
Conseguidos os objectivos principais, legais e obrigatórios para poderem constituir um Grupo Desportivo, faltava o BI do clube - o simbolo / emblema / brazão, o que queiram chamar-lhe.
E a decisão saiu por unanimidade : "Far-se-á um concurso público, onde todos os que quiserem podem concorrer" - a Democracia no seu auge...
Meus caros, quero dizer-vos que apareceram creio eu, cerca de duas dezenas de projectos que foram analisados um por um, por esse grupo de "gente empreendedora" e levados a votação secreta (mais Democrático não podia ser)...
Não me recordo do numero de votos, mas sei que por larga maioria, o simbolo vencedor foi aquele que agora foi substituído, por "uma nova imagem gráfica, mais estilizada, rejuvenescida e adequada ao perfil actual dos seus sócios e simpatizantes."
Recordo aqui as palvras de Coutinho Ribeiro mais uma vez :
"...é visível que o antigo, quando foi feito, já denotava alguma modernidade para a época."
Também concordo.
E esta é a história (cá estou eu com a "história") do simbolo ou brazão institucional do GDRS, que pelas mãos de um grupo de "bravos" foi criado em 1979.

NOTA: Desculpem mas não resisto...o autor deste "demodé" brazão, foi este vosso amigo que aqui deixa este testemunho. Os que nessa época votaram, lembrar-se-ão e as actas se as houver, testemunharão.







Acção de Limpeza da Ribeira do Juncal até Rio de Galinhas

Da Direcção do GDR Soalhães recebemos o seguinte e-mail, que a seguir se transcreve:


«A Associação dos Amigos do Rio Ovelha, em parceria com a Junta de Freguesia de Soalhães, que por sua vez mobilizou as associações da freguesia, levaram a cabo no passado dia 30 de Julho, uma acção de limpeza da Ribeira do Juncal até Rio de Galinhas.

Participaram o Rancho Folclórico da Ribeira Quintã, o Rancho Folclórico do Ramalhais, Casa do Povo, Centro Social de S. Martinho e o Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães.


A mais valia desta acção, foi não só a concretização da acção de remoção de lixo da linha de água, mas foi sobretudo a acção pedagógica que tem na comunidade, além é claro, da animação e convívio no final da limpeza!

A Direcção do GDR Soalhães»

terça-feira, 10 de julho de 2007

Comentário da Dra. Cristina Vieira ao 'post' "TURRAS" do Dr. Coutinho Ribeiro

Da Dra. Cristina Vieira, Presidente da JF de Soalhães, recebemos um e-mail com o seguinte conteúdo:

«Infelizmente, todos os partidos têm aquilo que o CR designa de "turras", ou seja, é normal que entre um conjunto de pessoas que partilham da mesma ideologia politica, hajam divergências, sobre alguns assuntos. O que não é muito normal, é o partido não conseguir resolver essas "divergências" internas, e menos normal, que constantemente sejam dados indícios para o exterior do Partido, dessas mesmas divergências. É o que se tem passado no PS Marco. As divergências entre o Vereador e o líder da CPC são um facto. São contudo problemas de ordem politica, e do meu ponto de vista pessoais. Depois de algumas constatações, e de alguns factos menos agradáveis, o líder da CPC parece estar cansado, de "desperdiçar" energias com os conflitos internos. O melhor é resolvê-los de uma vez por todas.. Ou pelo menos, tentar.. E tentativas já foram realizadas muitas..
Brevemente se saberá qual o rumo do PS Marco!
Cristina Vieira»

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João Silva junta-se a este Espaço

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Um texto que perdi e o que resta dele

Tinha escrito um texto tão engraçado sobre a antiga Casa do Povo, os meus amigos José Arouca Soares, José Vieira Barão, Hernâni, a família Serra e o "Asas da Liberdade" - É moda, rapazes, é moda, o que é que havemos de fazer, se até elas mesmo dizem, que o que é bom é p'ra se ver... - e a minha tia Soledade, atenta anti-fascista que me indicava e ensaiava os poemas mais ou menos comunistas que eu debitava na Casa do Povo.
Quando ia publicá-lo, foi-se. Não é dramático. Mais dia, menos dia, recupero.

Registo de interesses

Estava ali, entre dormir e pensar e, como durmo pouco e mal, acabo por pensar alguma coisa, umas vezes bem, e outras mal. Moral da história: não vale a pena andarmos a discutir por aqui se o blogue deve ser assim, ou de outra forma. O blogue é ou não é. É, se quisermos que ele seja, escrevendo, dando sugestões, opinando, ouvindo este, agora aquele, o sim e o seu contrário, dando conta disso. Se andarmos em permanente discussão sobre o que deve ser, não vamos a lado nenhum. Este blogue tem um administrador, foi criado por uma pessoa que assume o seu domínio. Eu sou um colaborador. Se, amanhã, NP achar que eu estou a mais, dir-me-á e eu saio. Se eu achar que o administrador NP administra como eu acho que não deve ser um blogue onde eu sou colaborador, eu escrevo-lhe e digo-lhe isso e saio pelo meu pé. A não ser que o administrador me mande embora antes, coisa que eu acho que não fará, não porque eu seja importante, mas porque creio que NP já percebeu que eu sou disciplinado e tenho ideias formadas.

Turras

Dizem-me que os socialistas do Marco andam às turras e que a tendência é para piorar nos próximos dias. Os partidos não têm emenda.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O que nós ainda não temos

Só descobri hoje que a Casa de Quintã tem um site. Fui lá dar uma vista de olhos. Aquele solar é uma obra de arte! Não sei como estará a funcionar o seu turismo de habitação. Mas houve um pormenor que me saltou aos olhos: há no site uma deliberada tentação de explicar que a Casa de Quintã está a escassos 15 Km de Amarante. E com lógica. Amarante tem coisas que o Marco não tem para oferecer a uma clientela da classe alta. Tem golfe. Tem museus. Tem um centro histórico preservado. Tem um hotel de charme conhecido em todo o país (a Casa da Calçada). Conheço muitas pessoas que vêm de Lisboa passar o fim-de-semana a Amarante e conheço muito poucas que vêm passar um fim-de-semana ao Marco. O Marco?, perguntam-me, muitas vezes. Ah, não, vamos para Amarante e damos um salto ao Marco para ver a Igreja do Siza.
O desafio do Marco é mesmo esse: deixar de ser uma terra de passagem para passar a ser um sítio onde se vai passar o fim-de-semana. Ou uma férias. É necessária alguma criatividade para criar polos de interesse turístico. A Igreja do Siza não basta. O anho-assado é curto. Já repararam que o Marco não tem um hotel? Vamos ver até que ponto a reabilitação das margens do Tâmega em Canaveses pode catalizar novos equipamentos. Mas não fiquemos por aqui: Soalhães também pode ter uma palavra a dizer no relançamento turístico do concelho. Não temos rio, mas temos a serra. E que serra!

GDRSoalhães - Modernização Gráfica do Brasão Institucional


Uma vez que nos últimos tempos se tem opinado acerca do novo formato do brasão institucional do Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães, aqui deixo as minhas explicações, como dirigente da associação e como criador do novo brasão.

Os anos de 2006 e 2007 marcam a consolidação do Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães como uma associação profissionalizada e apostada em garantir a sustentabilidade económica e desportiva. Para reforçar este posicionamento, o GDRS apresenta uma nova imagem gráfica, mais estilizada, rejuvenescida e adequada ao perfil actual dos seus sócios e simpatizantes.
A modernização da imagem institucional foi antecedida por alguns estudos de marketing estratégico e tem sobre ela uma lógica evolutiva que permitiu desenvolver um emblema coerente com o passado do GDRS e com a freguesia de Soalhães.
A nova solução gráfica é assim unificada e coerente. Sem romper com o passado, apresenta uma imagem contemporânea, institucional, popular e simultaneamente nacional: um reflexo da personalidade e ambição do GDRS, bem como das expectativas dos seus sócios e simpatizantes.
O enquadramento foi simplificado mantendo, no entanto, a cor amarela e o escudo, onde foi adicionada a cor que representa a freguesia de Soalhães – o verde; a inclusão de uma bola de futebol pretende um impacto reforçado da principal actividade da associação; a sigla GDR surge mais estilizada e legível, sendo acompanhada pelo ano de fundação da associação. Na coroa, a palavra “Soalhães” mantém-se, enfatizando a dimensão da associação e unificando o seu nome ao nível local, regional e nacional.
Este símbolo será aplicado em todos os suportes institucionais da associação, demarcando uma viragem que, além de visual, é essencialmente estratégica e espelha a aposta na criação de um conjunto de iniciativas profissionalizadas e rentáveis, e na consolidação da liderança nas áreas desportivas em que está presente.


Carlos Aguiar junta-se a este Espaço

Carlos Aguiar, respondeu afirmativamente ao convite do Administrador deste espaço e é desde agora um dos Contribuidores do TMQ.

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domingo, 8 de julho de 2007

Sobrevoar Soalhães

Hoje, numa organização da Casa do Povo de Soalhães, teve lugar, na nossa freguesia, um inédito festival aéreo de Paramotor.
Foi bonito, e até comovente, ver o céu de Solhães ser brindado pelo admirável voo dos Paramotores. Contudo, estou certo, os praticantes de Paramotor que, nesta tarde soalheira, sobrevoaram Soalhães também foram obsequiados com uma grande oferenda.
Sim, não tenho a menor dúvida que aqueles que neste Domingo pairaram sobre as ruas, as casas, as gentes, a serra, as florestas, os riachos, os campos, os montes e os vales do nosso imenso Soalhães, são um privilegiados.
Ah, como te invejo condutor do Paramotor!

A tradição e o ruído


Estive este Sábado em Soalhães. Não por muito tempo. Mas ainda vi parte do desfile dos Ranchos Folclóricos. Engraçado, mesmo para quem, como eu, não vibra com a modalidade.
Menos engraçada é a praga da motos. Não é coisa nova. Mas quem vive no sítio onde vivem os meus pais, é, de facto, muito desagradável aquele vai-vem de motos ensurdecedor. Um vai-vem absolutamente desnecessário, porque facilmente se vê que não se trata da deslocação normal. A "Rua" parece transformada numa pista de testes de máquinas, os "cavalinhos" habituais, a condução desregrada. Depois de uma hora sentado no exterior de casa, concluí que, vivendo na cidade, vivo num sítio bem menos barulhento. É pena. E um paradoxo.

sábado, 7 de julho de 2007

Ladário, uma visão intermédia das coisas…

Faz algum tempo que o Dr. Coutinho Ribeiro publicou neste espaço uma sugestão de reabilitação para a zona do Ladário, mais especificamente o “bairro” e o campo de futebol. A substituição do bairro e do campo de futebol por uma praça e algumas casas dignas desse nome foi o sugerido. Posteriormente a Sra. Presidente de Junta referiu que o assunto estava a ser estudado, e que a substituição do “bairro” por uma habitação social poderia ser a solução. CR respondeu apelando para a não construção de um novo bairro, uma vez que os problemas iriam manter-se.
Toda a gente sabe que a fama daquele local mantém-se no que diz respeito aos seus habitantes, e a simples mudança das suas pequenas casas para um prédio não iria alterar em nada a situação actualmente vivida. Pois bem, a minha sugestão cai um pouco entre ambas as opiniões…
A hipotética mudança do campo de futebol para outro local da freguesia traria, para além de melhores condições para o GDRS que até quer federar-se, a possibilidade de se negociar a utilização de uma grande extensão de terreno para a reabilitação de uma zona e de um grupo de pessoas que à muito morre no seu próprio ambiente social. A construção de casas lindas proposta por CR sobrepõe-se claramente à habitação social proposta por CV, ainda que poderiam juntar-se as duas ideias e juntar mais qualquer coisa… Porque não criar a tal habitação social mas em formato de uma moradia unifamiliar ou mesmo bifamiliar? Essas moradias seriam depois espalhadas por vários pontos da freguesia já urbanizados (terreno certamente não falta), podendo mesmo manter-se uma a duas delas no local em questão. Assim, além de se conseguir reabilitar a zona do Ladário, também se conseguia uma reabilitação social das famílias que à muito respiram os ares daquele local, bem como, a eliminação de um espaço que há muito se tornou num ponto negro da freguesia. Existem já casos de famílias que se mudaram de do “bairro” para outras zonas da freguesia, em que, grande maioria resultou.
Se for possível mudar tudo isto de uma vez só, facilmente se conseguirão atrair novas massas humanas e investimentos para o Ladário.A reabilitação a nível arquitectónico e de espaços da zona do “bairro” e do campo de futebol pode ser outro tema a debater neste blog... Existem alguns tipos de espaços e serviços que poderiam tornar-se úteis, esteticamente agradáveis e funcionais para aquela área e certamente para Soalhães.

Imaginem...

Desde o lançamento deste blog que faço questão em ler quase todos os artigos nele colocados. Como habitante desta terra, como jovem, e como adepto da troca e discussão de ideias, penso que já cá faltava um espaço destes, e desde logo me disponibilizei perante os seus responsáveis para ajudar no que fosse preciso. Agora como participante, e dentro do tempo que me resta além compromissos, tentarei transmitir algumas das minhas opiniões e ideias para Soalhães, as quais espero que ajudem de alguma forma a uma mudança para melhor. Deixarei de lado as histórias (coisa que toda a gente tem, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos), pois penso que no ponto em que se encontra a nossa terra devemos pensar mais num futuro e menos num passado.
Da minha parte o apelo mantém-se à imagem dos restantes participantes… Juntem-se a este espaço para discutirmos ideias – autarquia local, associações, empresas e população em geral. Já imaginaram o número de ideias e projectos com qualidade que aqui podem nascer?
Se ainda não… Imaginem…
Saudações

A ÚNICA MARAVILHA


Meus caros,
Depois de muito meditar, sobre as tão apregoadas "maravilhas", já me decidi e não tem volta :

Soalhães é a "maravilha"...

(cliquem na imagem e descubram os pormenores. Quem sabe até pessoas na Rua)

Maravilha

Eu não vou escolher as minhas 7 maravilhas de Soalhães. Até porque, provavelmente, o NP já as esgotou. Vou escolher só uma: as vistas sem fim que se abarcam de alguns sítios de Soalhães, quando se viaja pela estrada velha até Baião ou se avança para os lados da Venda da Giesta. Nascemos numa terra muito bonita.

NÃO BATAM MAIS NO CEGUINHO...

"Pesará, ainda por muito tempo, sobre Soalhães e o seu povo, a triste 'fama' de ser a terra do 'mata e queima'."

Quando me iniciei nas lides deste blog, tinha a certeza que valeria a pena, por várias razões :
1- Porque se tratava de Soalhães, meu berço que não renego...
2- Porque já estavam neste blog, outros dignos representantes desta terra...
3- Porque entendia que se poderia neste espaço, dar um passo em frente, para acabar com a "fama" que em boa hora o Nuno trouxe á praça.
Acontece que embora as minhas participações tenham sido esporádicas, por manifesta falta de tempo, sempre arranjo tempo para ir lendo o que aqui se vai escrevendo. E muito tenho lido de manifesto interesse para terminar com a "fama". Há no entanto, na minha modesta opinião, alguns "juntadores de palavras" (tal como eu), que teimam em manter a "fama" viva e bem viva, ao sistemáticamente trazer á discussão, o "famoso" caso do jogo da LIMFA que em nada ajuda a ultrapassar a "fama" , mas sim a dar cada vez mais a quem por este blog passa, a ideia de que Soalhães é uma terra de arruaceiros. NÃO É VERDADE.
Estive desde o inicio ligado ao GDRS (um dia destes escreverei sobre a mudança de emblema, perceberão depois porquê...), joguei futebol com a camisola deste clube de que me orgulho (pelo clube, não por mim, porque apenas dava uns pontapés), joguei na equipa da Casa do Povo. E nestes tempos foram muitos os clubes que visitamos e fomos visitados e sinceramente não me recordo de acontecimentos "violentos". Talvez os tempos sejam outros. Jogavamos por desporto e gosto pela dignificação da nossa terra.
Mas é tempo meus senhores de acabar com a história do malfadado jogo. Este blog, penso eu, propôs-se acabar com a "fama"...pois então, contem histórias que dignifiquem. Recordem nomes que dignificaram esta terra. Atirem para a blogosfera o que de melhor existe em Soalhães. Mas por favor, vamos todos livrar-nos da "fama".
Sei por experiência própria que é dificil manter um blog. Mas á custa de polémicas, não me parece que valha a pena. Escrevia eu em 20/6/2007, no post "É O APELO DA TERRA", que
"Soalhães, não é só história de bruxarias e facadas. Soalhães é sinónimo de muitos êxitos : Advogados, médicos, engenheiros, economistas, arquitectos, professores... muitos professores. A estes últimos lanço o meu desafio, cumpram neste local privilegiado a vossa missao social de chamar á "aventura" os contadores de histórias da nossa terra.Este pode ser um espaço, de humor também, porque não ?Quantas histórias de fazerem rir "as pedras da calçada" como diz o nosso povo, não estarão adormecidas nas mentes de todos nós, vividas por aí e que partilhadas aqui, seriam certamente um bom lenitivo para aproximar os que estão arredios e espicaçar os que têm medo da critica. Aqui não há espaço para criticar quem de bom grado quer contribuir. Não é um espaço de obra literária, mas de explosão de sentimentos."
Falem da "regueifa de Soalhães"; das memórias do Cinema ambulante no salão paroquial; das noites numa taberna a ver televisão ("comprando" um jornal com meses) para poder ver os nossos heróis de África a desejar "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" á familia; dos famosos (aqui a "fama" fica bem) espectáculos de variedades da Casa do Povo; do teatro na garagem do matadouro do Sr Ernesto - " Médico á força" há mais de 30 anos, com um protagonista que hoje é médico de verdade; falem dos muitos torneios de futebol Inter-lugares, em que a "Rua" dominava com dificuldade o "Ladário".... por favor, falem de tudo... mas que tudo dignifique Soalhães e mostre ás novas gerações que no tempo em que não havia tantos carros nem motas, Soalhães tinha atractivos que dignificariam ainda hoje essa terra que todos adoramos.

NOTA : Já me esquecia caro Nuno, não deixes que este blog seja o "Edital" da Junta de freguesia (escreverei mais tarde sobre isso), nem num "pasquim" de desmentidos, comentários e comunicados, que não acrescentam nada, á luta para acabar com a "fama"...
...senão "Pesará por muito mais tempo, sobre Soalhães e o seu povo (todos nós)"

Um abraço e desculpem qualquer coisinha.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Nelson Soares junta-se a este Espaço

Nelson Soares, respondeu afirmativamente ao convite do Administrador deste espaço e é desde agora um dos Contribuidores do TMQ.

Seja Bem-vindo!

Será apenas preconceito?

Depois de ler o desabafo do Nuno, tentei escrever algumas linhas para posterior publicação neste espaço. Contudo, como não me ocorria nenhum assunto, embrenhei-me nos anteriores textos publicados no TMQ, na esperança de poder encontrar alguma inspiração. Ao fim de alguns minutos, ao invés de encontrar uma musa inspiradora, choquei frontalmente e de forma violenta com um penedo. A batida foi de tal ordem forte que me fez recuar alguns anos no tempo. De repente, recordei que foi a propósito do Penedo de Cuba, digno ex libris deste blog, que li a frase mais insultuosa, ultrajante e preconceituosa para com a população de Soalhães.
Na altura, devia ter uns quinze anos, estava a fazer, julgo que para um trabalho escolar, uma pesquisa bibliográfica sobre Soalhães. Com entusiasmo, devorava sequiosamente as páginas do livro “Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento” de Mário Cardozo. Neste livro, a determinada altura, o autor descreve os factos que levaram à descoberta da gruta sepulcral pré-histórica, denominada “Gruta das Coriscadas” (datada do 3º milénio aC), existente na base do referido penedo. No decurso desta descrição surge a seguinte frase: “Com a terra começaram a sair ossos e por fim caveiras – umas 18. … As caveiras andaram aos trambolhões num campo, onde ele (pessoa que terá descoberto a gruta) espetara algumas na ponta de paus, e nem fragmento delas apareceu. …” Ora, é neste preciso momento, que de forma erudita e pedagógica, por certo para melhor esclarecer os seus leitores, que o nosso autor resolve fazer uma elucidativa nota de rodapé: “É de supor que esta profanação macabra, ainda hoje verificada em costume idêntico de certas tribos selvagens, só possa atribuir-se à mentalidade rude e bárbara dos habitantes dessa aldeia de Soalhães, onde não há muitos anos foi queimada viva uma pobre mulher, submetida, por meio de práticas de bruxaria, a um espantoso auto-de-fé”.

Na altura, completamente chocado, fechei o livro, o qual só hoje, e apenas na minha cabeça voltei a abrir.
Lamentavelmente, preconceitos desta índole ainda continuam vivos mas mentes de muitas pessoas. Porém, depois dos tristes acontecimentos da final da Taça do Município, alguns, com algum sentido critico perguntam: mas será isto apenas preconceito?
Cabe a todos aqueles que verdadeiramente gostam de Soalhães, a difícil missão de tentar mudar esta situação.

Nota: Acabei de descobrir aqui.(pag. 481), o texto a que faço referência neste post.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Um colaborador cansado

Queixa-se Nuno Pinto, e com razão, de que está a empurrar o barco sozinho. E tem-no feito muito bem, demonstrando uma grande atenção às notícias que interessam a Soalhães e ao concelho em geral. Mas continua a ter razões de queixa, porque, de facto a colaboração dos demais tem sido curta. A começar por mim. Azar. Fui apanhado no TMQ numa altura em que ando em fase de escrever pouco. Não só aqui mas, como facilmente se comprova, pelos outros sítios onde estou. Não faltam queixosos!
Para os advogados, esta altura do ano é tremenda: é a altura dos cansaços acumulados. E nem as mini-férias da Páscoa melhoraram a situação. Por isso, pela parte que me toca, irei fazendo o possível. Sem a obsessão de estar presente com regularidade, porque sei o quanto isso me desgasta. Vamos conversando.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Carta de Contestação aos Castigos da Final Taça Município Enviada à LIMFA Pela Direcção do GDRS

Foi-nos enviada pela Direcção do GDRS o conteúdo da Carta de Contestação aos Castigos da Final Taça Município, enviada aos Orgãos Dirigentes da LIMFA (Liga Marcoense de Futebol Amador), que a seguir reproduzimos:

«Exmos. Senhores,

Vimos pela presente repudiar a V. atitude perante o castigo que nos aplicaram sobre os acontecimentos ocorridos na Final da Taça do Município, e sobre o qual apresentamos a n/ contestação:

1. Segundo quanto sabemos a Comissão Disciplinar é o Órgão que aplica os castigos, e foi aplicado um castigo de 8 jogos, sobre o qual achamos que é demasiado, uma vez que não tivemos culpa que o estádio não tivesse as condições mínimas de segurança e nem tão pouco havia seguranças ou GNR, mas não obstante este castigo os Srs. da LIMFA acharam que era pouco e então decidiram ir a votos com um castigo de 2 anos de suspensão. Perguntamos nós, com que moral e autoridade têm os Srs. para nos aplicar um castigo tão ridículo, uma vez que tanto quanto sabemos os Srs. apresentaram a demissão e estão a contradizer a V. Comissão Disciplinar e depois ainda se querem intitular como uma Associação organizada, quando querem fazer tudo à maneira de determinadas pessoas passando por cima de tudo e de todos.

2. A mesma Comissão Disciplinar aplicou um castigo de 8 jogos ao n/Atleta Hélio Mauro Ribeiro Pinto Serra, porque? Será por ele ser um excelente Guarda- redes? Pois não vimos nada de anormal que ele possa ter feito para merecer tal castigo, segundo as imagens do encontro o Hélio “apenas” tentou acalmar os n/ adeptos, ao contrario dos Srs. que só estavam interessados em passear a vaidade e nada fizeram para tentar acalmar e ainda por cima os mesmos Srs. acharam que o castigo foi pouco e então na dita reunião propuseram um castigo de 3 anos, tenham vergonha e organizem-se, em vez de estarem só a pensar em penalizar o GDR Soalhães.

3. Castigo de 4 jogos para o Atleta José Carlos Barros Vieira, porquê? Deveriam castigar o jogador do Penha Longa que faz com que o n/ jogador seja expulso, uma vez que o referido jogador não foi expulso como deveria ser, mas infelizmente não conseguiram ver o n/ jogador a ser rasteirado, é que as imagens não o comprovam!?!? Mas o 4.º árbitro (Sr. Filipe Bessa) ao que
parece foi o único a ver o lance na perfeição, pois o mesmo disse em pleno relvado que ia chamar o árbitro para ele expulsar o jogador do Penha Longa, só que infelizmente não teve oportunidade. Agora perguntamos nós, será que não foi mencionado no relatório do árbitro, se é que o houve, pois duvidamos de tal, e se o houve e não foi mencionado, foi mais uma falha e grave pois é o ocultar de um facto. Mas nas imagens podemos ver, pelo menos quem quer ver, que o n/ atleta n.º 17 Arménio Moura, é castigado por uma entrada barbara de um jogador do Penha Longa, junto ao banco do 4.º árbitro que por sinal eram onde se encontravam os Srs. da LIMFA, e quanto julgamos saber e podemos comprovar pelo mapa de castigos o jogador do Penha Longa, não foi penalizado, a cor da camisola não é igual, não é?

4. Aplicaram uma multa de 700,00€ à n/ Associação, por invasão de campo e agressão ao árbitro, tudo bem, mas tudo mal, é certo que isso aconteceu, mas se os Srs. tivessem preparado a organização deste encontro com o mínimo de rigor, nada disto teria acontecido, pois se tivessem verificado todos os portões se estavam bem fechados, provavelmente não apareciam portões abertos, certo? Se tivessem solicitado a Policia Municipal ou a GNR, seguramente não teria acontecido a invasão, mas como o pedido de GNR, custa algum dinheiro e a LIMFA não têm, decidiram não solicitar as respectivas autoridades, tenham respeito pelo GDR Soalhães, e não tentem empurrar as culpas para a nossa Associação, mas sim assumam a vossa culpa, assumam o vosso erro. Deveriam lembra-se que desde sempre tiveram o n/ apoio e ao longo do campeonato fomos várias vezes prejudicados, para tentar tapar os erros cometidos pelos Srs., e também deveriam ter em consideração que em 4 anos de LIMFA o GDR Soalhães é “APENAS” 3 VEZES CAMPEÃO, sem ter havido qualquer incidente com a n/ Associação, tenham respeito por esta Associação e organizem-se como nós, pois somos a única Associação do Campeonato que está devidamente organizada;


5. Ainda sobre o castigo aplicado, queria lembrar os Srs., que na 20.ª jornada, infelizmente aconteceu um caso parecido, e o clube em causa foi penalizado com 250,00€ de multa e 4 jogos castigo, e a agressão foi efectuado por um atleta, e no n/ caso foi pela assistência e levamos 8 jogos que querem transformar em 2 anos, quando mais uma vez temos a dizer que a segurança
do jogo não era nossa e vocês falharam, pois durante o campeonato tivemos sempre 4 seguranças como manda no regulamento, e nunca tivemos problemas, e neste jogo organizados pelos Srs., foi a vergonha que se viu, mais uma vez dizemos, organizem-se, e pensem em conjunto;

6. Mas como as falhas são tantas na V. organização, quero lembrar só mais uma falha grave, a qual infelizmente despoletou toda esta confusão, pois se o jogo tivesse ido a 'penaltys' no final dos 90 minutos, nada disto teria acontecido, mas para nós foi uma grande admiração o jogo ir para o prolongamento pois temos em n/ poder um V/ Oficio/Circular Ref. OC 08-2006/07, que foi-nos
entregue no 1.º jogo da Taça Município, que jogamos em Tuías do qual junto cópia, em que diz “no final dos 90 minutos, existir empate, o mesmo será desempatado com a marcação de grandes penalidades”, mas afinal os Srs. decidiram alterar as regras sem comunicar ao GDR Soalhães, pois acreditamos que até tenham dito à outra Associação, enfim, foi mais uma falha, que no meio de tantas, é mais uma menos uma.

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7. Também queremos dar um conselho para futuros eventos por vós organizados, desta natureza, previnam-se com a segurança, solicitem uma Ambulância e escolham melhor as bolas para o jogo, pois até nisso falharam, pois não percebem nada, puseram uma bola muito mas muito fraca, mas condiz com a V. Organização.

8. Por todos estes casos aqui explicados, só nos resta exigir que o castigo seja revisto, e que sejam coerentes e não maldosos, como o que estão a ser.

Ficando a aguardar V. notícias, subscrevemo-nos,

Com os n/ melhores cumprimentos,

Atentamente,

António Monteiro
Presidente da Direcção»